De que me vale as terras se o céu me devora?
Do que me vale as rezas se teu peito me ignora?
De que me vale as festas se meu santo não ora?
Do que hei de me fazer as pressas pra que me vejas nascer na aurora?
De que te serviria a resposta se eu não posso lhe dar a honra da certa hora?
Não me atrevo em procurar um trevo.
Foi minha falta de fé ao desviar das escadas que passei por baixo,
que outrora peguei-me em reza pra que o amor venha
e eu nunca mais padeça.
Como num ato descontrolado amaldiçoado
quiçá andei pelas ruas sem olhar os espelhos quebrados,
que por um acaso, podem vir a estar nos meus pés
onde fincados machucam mais meu azar.
A alma da tempestade,
e num ato de um colapso atual
minha mente em corrente acha que achou o tal.
Não sei responder minhas entranhas,
que me gritam ao sossego por paz de Deus.
Eu não me peço desculpas
eu me apronto novamente pra mais um erro
pra mais um riso
e pra mais um choro.