quarta-feira, 7 de março de 2012

Felicidade

Riso intercalado na agonia. Nunca viria o toque de sua solidão felicidade. Numa noite via-se tão só por entre meus aposentos, e de canto, batia por entre as colunas. Eu escutara tua melodia branda. Minha mentira afunda por entre suas entranhas, e te pari mansa sobre a imensidão do meu labirinto incondicionalmente claro. Felicidade. Tu clareou a brisa forte do sol, e su'alma enlaçou sobre meus seios. Parecia em mim, para que comigo vivesse e moresse depois de décadas devorando minha pele, comendo minha carne, e alimentando meu espirito. Ai. Dói ver quando tu apagas a luz que eu via da minha janela, mas tu me acalma em suas mãos no leito da noite. Felicidade. Teu coração compativel ao do mundo, e escolheria minha cama bagunçada, que nada confortável prum casal, mas a gente sempre se ajeita, tu dorme sobre meus ombros e pousa na minha cabeça a tranquilidade de meu coração. Tudo sorri, até os moldes do meu corpo se formam sobre as dobras dos braços. Ambos riem docemente por tê-la. Mas no fundo, quem me possui é tu minha bela felicidade. Que vem e que parte, e que me deixa sempre a tua espera.