Sobre teus cabelos que perdi
a vista bambeia a procura do meu cigarro que apagado se faz fumaça.
Parece que não o vi
e me saquiava inteira entre os tragos.
Puxava meu amor e arrotava minhas calúnias que gritei pra guardar.
Sobre a janela
o vento batia, me apagava e me trazia.
Via-me na dança do peito partido
da faca de dois gumes dividindo minha dor
e aumentando meu sabor de mágoa.
Fora do peito, estava nua,
estava exposta a bactérias d'uma maca de hospital.
Mas tudo em mim devorava.
Não haverá de terminar, pois nesse caso terminaria meu caos de amar.