Minha perna sucumbia de agonia
traçava as avessas meu pranto em canto desafinado.
Me dizias pra seguir teu lado
que mais bagunçado seria a mim,
colado.
Em plural.
Meu corpo temia o medo bater na porta,
temia e tremia a mim
que levava teu tom em tuas letras
concebidas nos meus olhares que partem o céu em prumos.
Minh'alma partida em tantos,
varrida de prantos na luz que invade teu apartamento.
Viu minha esquizofrenia em perder o passo
eu não sei dançar tão devagar,
diz então em me conduzir.
Jogava meus cabelos lisos os teus ombros
invadia com as tuas mãos minha cintura fina.
Controlava a mim nos olhos do teu tom maior.
Tocava meus lábios com calmaria
trazeria
o tão meu realejo num beijo.
Minhas mãos escorregavam tuas costas.
Teu tempo era raro
tinha que partir no canto do amanhecer,
eu diria para ficares.
Ainda no tapete da tua porta
tem um barco
e num bilhete um retrato,
pensei em te escrever um soneto
ainda num papel branco
com a tinta em preto.
Mas escrevi meus beijos
por cada canto teu
que padeço,
de tão meu.