Trouxe nos braços pequenos
o destrambelho no nome que zelo,
dei a mim letras a um papel branco
ainda que no berço partido.
A mim calei nas broncas partidas de mãos das quais amei,
onde soletrei teu nome baixinho quando acordei.
Trouxe no primeiro folego do dia
o pedido ao amor que varres minh'alma,
desejei teu rosto no meu nariz gelado
e tuas mãos cansadas nas minhas pernas.
Traguei o folego em fumaça no frio,
longe do cigarro que nunca fumei direito
tive ataques em desvario.
Enquanto enlaçavas tua mão
entre os meus mares,
peguei ressaca
engoli água salgada,
a mesma
que entope meu estômago de outros tantos mares.
Perdi-me na demora de tuas letras,
nas respostas ousadas do meu amor em tormento
onde meu único realejo,
é você.
Me diz pra onde é que inda posso ir?