terça-feira, 6 de setembro de 2011

De pés descalços

Alinha-se em mim
na altura perto do ombro,
diria e faria eu
os barcos.
Em prantos,
o pé mastiga o chão da alma
no desespero do seu par.
Nessa preocupação
entre o amar, no mar e o dizer.
Na outra os olhos da raiva, na infatilidade da escrita.
O dó.
A paixão cresce a cada escandalo.
Cada mimo de criança medrosa,
perde o doce.
No pranto o riso
o maravilhoso riso no fim do dia
descabelada em amor,
com os pés no chão da minh'alma
que você,
me faz varrer,
apagando cada pedaço de mal me quer.
Em matar,
em correr.
A doce voz do meu amor
dizias
o quanto és meu.
Eu tua.