sexta-feira, 2 de setembro de 2011

Massa sem eu

Deprime
no reprime
o rodo cotidiano,
feito na cobertura
de mar de gente.
As moças
arrastam o rabo de saia
e tem quem caia
nesse canto de Ossanha.
Os sambistas
na arte-manha
de correr por malandros.
A avenida cheia
num desfile,
de sandálias.
Ainda que um
ali
amasse
e ninguém via.
Ainda que um
ali
sofresse
ninguém sentia.
A mutidão de mar
em blocos feitos pra comprar.
E eu?
no bloco do eu,
sozinho.