Quando eu falaria em olhar
teus olhos tão mansos,
Eu continuaria dizendo que um barco só,
se perde nessa imensidão.
Eu fui me perdendo e me levando.
Teus olhos coçavam tanto.
Marcava a mim,
na minha falta tamanha
a cada perdida
na chegada de uma nova.
É tão teu o gosto da minha mordida.
Cresce assim.
Não me lembre que o sol
morre no céu
sem par.
Engatinhando devagarinho
pelo teu pescoço
comprido.
Nos teus braços
traçados a tinta
o meu acochego.
Sereno você.
Ainda que a tamanha
loucura.
Mais,
melhor você.
Equanto respira
todo ar possivel
entre os espaços pequenos
entre meus cabelos,
e meu pescoço.
Me perco em você.
Quando amansa meu desejo no teu cheiro de carinho meu bem,
amansa a mim em você.
Me diminui em terços.
Revira-me a pulos.
Clareia você,
minha vida.
No teu canto de quem devora as letras.
No meu tempo de quem bagunça a nós dois.
Em cada tempo que me esconde
de chantagens.
Nesses olhos dourados
cor do vento,
vida nessa primavera que vem de ti.