A dureza dos teus olhos quebrada.
Você frágil como uma louça entre meus braços,
que eu aperto devagarinho e vejo minunciosamente desfazer-se. Quanto aos olhos
afundo provoca o que me atinge e me isola entre as tuas pernas.
De alma e corpo nu.
Não olhavas teus pedaços,
via-te inteiro aos meus arranhões que tendem a machucar a carne. Contornava
a teu rosto marcado a ferro enquanto mordia teu pelo.
Visto acomodado,
fiz-me a provocação insana. Te fiz cão, e
me fiz guarda.
Como uma puta.
A feição de prazer conduzia tuas mãos aos meus ombros
e eu, te beijava os olhos de maré alta.
Na proximidade do choque,
teu cílios se locomoviam entre as minhas pupilas e se perdiam diante a imensidão de seres.
Fomos ao amor, na causa e na casa do prazer.
Tu fortes ao homem frágil dos olhos que quebravam entre meus beijos perdidos
que solavam-te a face e pediam-te mais perto. Um choque sucumbia minha perna
em ali ver-te ao meu, como tal.
Insanidade de corpos atraídos
ao gosto de morder a pele e lamber as costas. Embora a profundidade dos fatos não seja confrontada
o gesto de afinidade vem enquanto tocavas as cordas. Parecia que era eu.
Onde beijei teus olhos, teu mar.
O canto dos teus lábios, teu barco.
Atrás de sua orelha, teu porto.
Por onde afundei e bailei
sobre os congás do teu eu, em carne viva. Ai.
Deve morrer na minha cama,
deve-me teus olhos, num aquário d'água.