sábado, 14 de janeiro de 2012

?

Seus dedos arrebentam a corda. Camuflam,
enquanto teus olhos lentos fecham-se como um choro calado.
Embora que,
sua mão esquerda se perde da minha vista. Teus dedos assumem um baião,
nunca sozinho entre as casas do teu instrumento.
Como na desordem o caos veio em procissão.
Aos teus olhos que a fundo molham meu vestido longo,
dedilha devagarinho os quadrados que em mim, viu. Ainda,
dividimos o mesmo banco, e quando
deveria ir sentar-se entre o choro na roda, olhou-me firme
e solava nos dedos a palavra que não ia. Nem a mim cabia ir,
inda mais que, falavas do balcão, dizias dum papel e caneta.
Meu telefone de contato.
Suas mãos quentes dedilhavam meu rosto como um bandolim.
Solava o choro pros meus ombros
e eu te solava entre minhas unhas vermelhas, nas caretas do rosto em melodia.
E como hei de esquecer a quantidade de despedidas que fez?
Teu paletó formalmente dizias que não queria ir,
e eu havia de ficar para vê-lo.
E enquanto ao som dos teus lábios, eu também ouvi,
muito bem.