Como caminhar entre as ruas por onde ontem,
eram-se de lama.
Ao confundir as entradas e intercalar as letras
num lábio vermelho com um rosto pálido.
Donde invadi e sentei-me de frente ao teu corpo,
sem que a mim esperasse a atitude de tuas entranhas. Alucinadamente
o canto da casa torna-se outro por meus passos mansos
sem que, a sandália aperte, tirei-a do jogo de peças.
Era a janela e o olhar do qual
fugi. Ai de mim expor o desejo tamanho.
Hei de esperar o café terminar
e todo o resto queimar.
Num impasse de desespero coloquei as sandálias e a porta me atraiu,
mas a chuva dos reis, dizia que ali eu ficaria.
Acomodei minh'alma de desejo na janela,
enquanto que olhavas minhas pintas e passava a mão por entre os ombros.
Cautelosamente mudava de lado.
Enquanto que, por vez sentar-me
encaracolava meu manto por carinhos ilustres a camada de pele quente. Ai.
Minunciosamente minhas costas seguiam o calor da espinha
e por ela, conturbava-se as mãos atoladas no desejo de rabiscar-me.
Teus pelos do rosto foram raspando minha nuca num ato desesperado
de ter um assédio consentido. Teve.
Embora colar tua atração ao meu impasse fluirá o quanto
dois seres podem ser fortemente amáveis e rudes ao desejo de ter todos os pedaços de um corpo.
Unhas arranhavam as costas donde via-se o prazer em teus gemidos ofuscados
pelo barulho de quem caia do céu.
Em todo canto se via o fogo,
nem a chuva corroeu-se em apagá-lo enquanto são.
Mas eu estava de sandálias, sem baton.
Dizem que as pessoas partem nas horas mais chatas de um ataque compulsivo,
mas pode-se dizer que entre os cafés elas voltam,
devagarinho.