Consolo-me a ofuscar,
pertubo todo riso
enquanto a beleza afunda nas palavras.
Agride meus olhos fechados acuados na pele fria,
embora todo mundo que eu sei.
Ai quando atola a vida na imensidão da cor,
perco nos teus peitos partidos por um abismo
oculto por destino das minhas mãos.
Minha repussa atola meu querer em ter um medo
transcrito em palavras de baixo calão.
A tua música faz carinho como uma ponta de faca na minh'alma,
que te canta e te sola com os dedos,
te apresenta ao povo em sentimentalismo atormentador
te mantém e me acalma na dor que me machuca.
Entrelaça sua lingua em minha perna
e amedronta meus olhos num poder de tê-los longe.
Machuca o que em mim trovoa.
Murcha a rosa da pia que falta-lhe água,
da vida, no sopro, no gole, teu copo.
Minha marca nas unhas passadas por tuas pintas,
o que te deixa mais bonita na raiva do vento.
Embora doa,
lembro-me que tudo que se quebrou,
no dia de ontem estava inteiro.
Ancorei entre teus pés sem meia
cobertos por teu manto.
Ancorei nos teus cabelos curtos.
Ventamos,
isso a nós,
ventamos tanto.
Destino canções pros teus lábios vermelhos,
bem do jeito que eu gosto. Lamento.