sábado, 28 de janeiro de 2012

Penalidade

Poderia a dúvida atrapalhar o amor?
Poderia a dor ganhar a luta?
Poderia então a febre vencer a gripe?
Poderia jorrar de mim poesia sem alma?
Poderia um riso ofuscar a luz do sol?
Poderia os pés ficarem entre as pernas quentes?
Poderia os laços serem frouxos e se soltarem ao vento?
Poderia a calmaria corroer a pele?
Poderia o aço fincar nos olhos?
Poderia atolar as nuvens nos meus pés?
Poderia o atrevimento inconstante?
Poderia me sucumbir de agonia?
Poderia a espera da noite?
Poderia meus olhos namorar a Lua?
Poderia o mar amar uma mulher?
Poderia eu amar meu egoísmo?
Poderia esquecer-me das datas da morte da familia?
Poderia meus pés rodearem os teus?
Poderia poder?
Deveria então minha mão me afundar junto ao peito.