Manco até a avenida
a esquina se retorce nos olhos da minh'alma. Como perfura
o olhar confuso de amor em provas.
Como se fosse meu.
Embora a rua devorava pela boca de lobo,
e assim fugia lentamente dos meus olhos
até acomodar-se no chão dos sonhos. Abandonaste
a mim.
Cautelosamente fostes ao ruído do céu
que perfura as minhas mãos em chuva que corre e escorre
pela redoma da Terra.
Num acaso o descaso vai sucumbir o que sacode o vento.
El viento de la rua.
Como solavas meu cabelo,
onde meu corpo tocava o cavaquinho. Era mais fácil,
mas meu som era forte como raio.
E a partida era doce, como uma cereja na terra úmida.
Na minh'alma só planta amor e a dúvida:
Quem um dia vai colher?