sexta-feira, 6 de janeiro de 2012

Boa Noite

Cautelosamente agradeço.
Agradeço ao breu,
coloco-me no obscuro do cálculo. Que aos meus dedos, nunca serão exatos.
Quanto mais, o trovadorismo invade os braços e morre.
Embora a vaidade se console
quem me cerca chega perto
mas num ato imprudente afasta-se. Enlouquece-me.
Ai. Dói ver a minha partida, ai.
Tarde finda com o vento,
finda com minhas pernas cruzadas. O telefone leva-se aos ouvidos,
ninguém atende, pensando que é engano.
Talvez fosse mesmo engano,
o engano meu. Vê-lo agora seria atormentador.
Como um vômito de quem se enjoa da comida,
porém não tem o cardápio de mudança. É a mesma por gosto,
cada garfo leva um anseio, mas a faca corta em pedaços pequenos
os sonhos. Ai. Pelo jeito quase corta a boca,
quase faz um picadinho da língua que queima de tão quente.
Como a história de uma única mulher.