Não se pensa em palavras na hora do desespero monstruoso em que encontra-se a alma afundada na obscuridade de um ser celestial que deveria morrer. Não desejarás a morte. Embora colaborar na vida não lhe atraí tanto quanto não olhares as palavras.
Só olhei as letras que escrevi e as quebrei em pedaços, e se foram todas assim dessarumadas para um ponto do qual nunca tem. A vida nunca será um ponto, sua magnitude é branda e forte enquanto gira suavimente ao som de um universo parelo que todo dia a ciência tenta descobrir. Sejamos nitidos que a dor é forte em cada riso conturbado e absoleto de cada humano que atrevssa a rua, seja na faixa de pedestres ou não.
Alucinadamente me dói escrever as juras de amor que vivem no meu sofá comigo enquanto calo a casa para escutá-las mais fortes que meu eu gritando.
O teclado grita e as letras bambeiam meus dedos e os solam suavimente eu as grito, as ordeno, e coloco na ordem, e ainda as apago e as chamo de puta por não saber escreve-las. Elas me perdoam sempre. O medo também me perdoa, e os céus, ão de perdoar meus erros e desvarios.
Quando até a carne grita e toda vida irrita e incomoda a suavidade das fotos que quando tiraria se não nunca tão séria? Eu me bordava da mulher que nunca fui, isso me trouxe uma mulher que sou e me bordo entre outras tantas de mim que acabo pintando as unhas e perdendo o tom das cores. Minunciosamente alucino-me nas palavras. Essas me dão nos nervos quando a dor aperta e elas saem como um parto, gritam na gestação e saem de mim na dor de uma criança, de um filho, de um amor entre luzes e velas, e, então, ai vem a resposta e a responsabilidade. Vem do meio das pernas, e de dentro da boca.
Eu vou me doando a essas letras bandidas que assumem o controle e eu mal vejo meus dedos escrevem, eles só fazem, em contato com alma, que toma bronca da cabeça, que nunca mais comandou os dedos alucinados pela sombra de quais eles tendem agora. As palavras não terão fim, não se finalizam nem concretizam a minha linha de dor ou de alma, me colocam na corda bamba com um dicionário de dores e amores na cabeça e me deixam cair, devagarinho, preu tomar o vento na cara e me valorizar mais. Mas nunca. Nunca serei mais do que as palavras.