quinta-feira, 21 de novembro de 2013

Seu sobrenome é só Dorado?

Se alguma coisa te acontecer, serei o alvo da policia, partindo do critério do poeta que soletrou as palavras que um dia o amor mataria. Talvez seria o caos diante dos programas de televisão dois quais receberiam 67% de audiência. As leis seriam embaralhadas e jogadas nas mãos de Aristóteles ou Kant. E você, de onde quer que esteja, adoraria apreciar dois filosofos no debate extremo do meu julgamento. Mas acabou se esquecendo que eu acredito em Deus e que estaria pecando diante dEle, e aí de mim ser alvo, seja do tempo, do vento, de Deus. Mas adoraria ser teu alvo, como quando fui o alvo mais que perfeito quando jurava que era eu quem aparecia nos teus sonhos, como quando fui o alvo do primeiro e único beijo e depois o choro no banco do carro da frente. Mas, de todos os alvos que te fui, nunca quis ser o de partida que foi em um estacionamento qualquer, mesmo que assim, deseje ser o alvo da tua volta.

terça-feira, 19 de novembro de 2013

segunda-feira, 18 de novembro de 2013

Não é que tenha encontrado a calma.
Mas me tornou angustiante descrever a agustia dessa espera.

domingo, 18 de agosto de 2013

Solidão da casa

O barulho da televisão ligada, a imagem refletida na janela entreaberta da sala. A persiana do quarto voando por entre as frestas da janela onde bate vento. A luz da Lua bordando o quintal onde a grama cresce. Os livros acompanham o pó da estante. A torneira do banheiro pinga. A louça que acabei de lavar escorre na pia e os copos deslizam pela água. A luz da sala acesa, o segundo quarto, mudo. A chave entre o vão das almofadas do sofá. A melodia alta, o barulho das teclas do computador, eu, respirando.

1

Andava a falar.
Andava a olhar.
Andava a navegar
e navegando procuro no mais frio dos mares
algum par,
pra que no meu congá caiba o amor,
caiba dois,
pra ser,
1.

quarta-feira, 31 de julho de 2013

Nota só-lo

Queria uma poesia só minha, e só tua, feita dessa vez por teus lábios.
Queria mostrá-la pra mais gente, só pra dizer que a poesia foi pra mim.
Queria por querer mais carinho, mais cafuné, menos necessidade de alguém, e mais de todo teu sexo.
Mas nem sempre posso ser só.
Poeta é bixo com "x" de tão esquisito.
Mas também é um amor, quando pede amor, e quando não quer, resta-se sobreviver no festim.
E é nesse que eu vou, só, pra ver se em par volto, e se não voltar, foi então que me esqueci do caminho.




E que me resta ser, sozinho...

terça-feira, 30 de julho de 2013

Tons

Tentei te escrever.
Mas 
m
i
n
h
poesia,
                                               foi-se
e faz
ECO
do teu silêncio
                                           que em mim
está.
Quando voltei a olhá-la, vi um sorriso de parar no tempo, mais intenso e mais leve que o vento. Sereno, longe, infinito. Daquele em que o corpo todo fica com vergonha de se mostrar tão de perto da boca. "

domingo, 12 de maio de 2013

Isabella

Vem, e vai.
Tá crescendo.
Crescendo e perguntando de tudo,
da nuvem,
do céu,
da árvore,
dos bebês...
E essa história de bebês nunca se resolve,
ela é espertinha demais
e pergunta pra todo mundo,
e cada um, responde o que dá,
e ela,
desentende.
Brinca,
brinca,
de coelho,
de professora,
de mamãe.
Isabella vem, e vai.
Tá crescendo.
Crescendo e crescendo,
logo tá mais alta que eu!
Falando da idade,
da escola,
do Papai,
da Mamãe,
do dente que tá mole, mole,
e tá querendo sorvete no frio.
Isabella vem, e vai.
Pergunta do meu amor,
e eu digo que a vida levou-o embora,
e ela ri,
e me chama de bonita antes mesmo que eu lamente por meu amor.
E pra felicidade,
ela brinca no meio-fio das linhas do chão,
diz que vai ser equilibrista,
e eu, como quase tia,
me desmancho de saber,
que alguém ainda sonha com a realidade que tenho eu.
Isabella vem,
e vem,
e nunca vai,
e eu, deixo que ela venha,
que o sorriso dessa pequena moça,
é tão doce e tão grande,
que me abraça por inteira.
E Isabella me chama,
e eu,
estou indo já.

domingo, 5 de maio de 2013

Airton

Meus olhos de fundo longo quer encarar os teus.
Depois da chuva a brisa procede a terra ainda molhada, isso quando, não nos deixa em poças imensas, parecendo que alguém haveria de chorar lá de cima. Os engravatados percorrem o caminho sempre sem riso, pulando por entre o chão ainda molhado, achando que sua firmeza está em estar seco, como sempre são, secos.
Os pais gritam, enquanto os filhos, presos por suas mãos de aços querem pisotear a chuva e se molhar por inteiros enquanto fazem o caminho de casa.
Os ônibus, lotados de gente resolvida da vida, todos de pé como quem aplaude mais um pouco do caos e se faz parte dele, mas os ônibus também estão de janelas fechadas pra chuva não molhar.
E quem, anda sem guarda-chuva, sempre corre com alguma coisa cobrindo a cabeça, como se fosse cair um meteorito, ou então, como se a água queimasse.
Eu, deixo molhar.
Deixo que molhe todas as esperanças dóceis e amargas que podem permanecer em mim sem sucesso, pra que, minh'alma alimente a ilusão de que elas persistam pós a chuva. Deixo que molhe meus olhos fundos para que neles contenham as lembranças mais sérias e mais putas que meu corpo absorveu por entre as linhas da vida. Deixo que molhe a roupa que visto para que pese sob meu peito e ainda assim alivie meu calor, ou que ainda me faça tremer de frio.
Deixo que molhe meu ponto de partida e de chegada.
E deixo que aprendam mais de mim, como eu aprendi de mim com você.

terça-feira, 30 de abril de 2013

122

Perdoem.
Narrativa da qual sub-julga-se, alterando a sequencia e criando um anelo. Arco do infinito persistindo em prevalecer por entre a morte e a vida. Se caminha por entre as Luas do espaço ou pela órbita do planeta. Como uma viagem. Como mais esta viagem. Mais uma minha.
A
   s
     s
       i
        m
Altera-se novamente. Alterna-se mais. E quanto mais alteração, mais se foge do nulo, da anulação de si próprio ao mundo, mais se foge da moral, como quem foge do berço e logo quer aprender a andar só - sem saber como dói andar só. 
E sem compromisso, arrisca-se o que nunca se tem, afim, de ter alguém, pra amar...

Absoluto

Esqueci-me.
Desculpe-me.
Foi...
Foi...
Foi.
Fui,
no erro de esquecer de mim mesma
e esquecer da poesia que em mim
RE-VIVE
a
   cada
           dia.

domingo, 31 de março de 2013

V

Vejo-o sentado sobre a árvore.
Ainda o amo.
Perante cada detalhe colocado sob a mais temível perca, retida, que reteve o laço infinito do infinito que é nossas almas quando colocadas lado-a-lado. Mesmo que perdidas, diria que ainda vejo a aquarela da tua, como quem vai detalhando o poema e as curvas que tuas linhas fazem a cada ponto.
Foram-se anos. Anos a ponto e a beiras, todas as beiras com quinas que emendavam qualquer carinho que sobraram de nós para nós mesmos, quando pouco resta, tudo que se junta, é tanto quanto a variedade de ideias que assolam o pensamento perpétuo de tê-lo.
Retenho-me.
Num ato que não desato só, que não varro a mim mesma, que desconheço a atitude por mim feita.
Escuto cada respirar como a cada farol vermelho que você não ultrapassa, ficamos, sãos, ambos para as suas janelas e nada por entre o meio fio se encontra, ainda que você deseje, ainda que eu queira, ainda que eu deseje que você queira como sempre quis.
O medo me assola, me assombra, me domina, e me ataca...
Mas, quando penso em deixar-te por não acreditar na amizade distinta de nossos corpos - seja ela distinta por vivencias antigas ou renovadas - desisto de lembrar que algo que possa nos separar ainda exista.
Na mais terrível cautela, não beijo teus lábios, e quase que desisto de mim, por não conseguir mais desistir de você.

terça-feira, 26 de março de 2013

Se-pa-ra

O tom do
o-
lhar
descolore tintas.
Sob mim
co
lo
cam
-se...
Não as vejo.
Apenas sinto
o
efei-
to que me fazem
na alma
e como
se
ca-
lam,
na noite.

segunda-feira, 4 de março de 2013

Ou há

Eu aceito.
O risco que a vida me deu, como quem arrisca a própria vida, para dar-se, à partir, da própria morte, mesmo que com ternura, faça-a. Morrerei sem ar, ao desligar-me de você como desligar o telefone, num soluço eterno de querer contar-te de como meu orgulho foi parar nas tuas mãos, levando-me por inteira até teu peito, fazendo-te me carregar a cada amanhecer distante, quando nossas almas não se encontram, mas se pensam. Assim, meus argumentos de pertence-la, se esvão junto com a ideia de teu noivado perfeito, para que, eu nunca hei de atrapalhar, te excluo, excluo no termino mais doloroso, na ida mais perdida, mesmo que o mar, dessa vez, navegue barcos de papel em romaria, por luto, por medo, ou por quaisquer motivos que releve tua ida.
Eu fumo como você.
Ainda, no absurdo de poesia, escrevi o lado sombrio de pertence-lo sem ao menos te colocar por sobre a coberta dos meus cabelos curtos, bagunçados, que imitam os cachos. Nada que em mim vive, acalma a perfeição, não a faço, mas se minha calmaria, num soluço não se esvai, eu te daria, se num acaso, num impasse me contar toda história da qual eu me atraí, e te distraí.
E então, nessa junção de ser ou azar, fiquemos, nus, aos olhos da misericórdia da vida, pra ver, se no próximo dia, numa padaria, a gente se reencontre, e você, rindo com teus filhos, me veja de passagem, me veja indo pro meu sonho, correndo pro mar, fugindo do que eu haveria de criar, se você viesse comigo.

2

Como tudo que começa,
onde termina.
Deste momento fizera o mais triste e o mais perfeito, onde, o que deveria ser feito antecipadamente, fora esperando um fim, e entre todos eles, os outros fins, foi-se num vômito e num anseio, como tê-lo e não querer tê-lo jamais. Motivos categóricos de vidas os juntam, e os mesmos, os separam, como num olhar critico ao filme, mesmo que, eu não aceite a tal, ainda o ame. E fora como foi, notável como era, doce quanto amargo, simples quanto complicado, tão incorreto e incerto, que a certeza era uma só. Ainda é uma só.
É doar-se inteiramente para adoção de seu peito, mas sempre vem um mau sujeito que insiste de quê, tudo, seria melhor. A busca inalcançável pela vitória, torna-te mais comum cada derrota, e vive na sede, do poder, do ganhar. Eu nunca quis nada, eu quem sempre quis dar, quase nunca dei; o amor ainda vive ao peito e lamenta a perda, a ida, a solidão, mas de tanto se acostumar com as quedas e tropeços, de tanto acostumar com o gelado do chão, faz do vento amigo, pra ver se dessa vez vem algum abrigo bom.

terça-feira, 26 de fevereiro de 2013

Boa noite, amor.

Vivo de vômitos,
como os pássaros que vivem de asas.
Vivo imensamente da ideia silenciosa
de que a dúvida
cerca minh'alma sobre um amor brando,
que numa sede
eu o engoliria inteiro
sem mesmo saber se sê-lo,
teria-te.
Desconto sobre o canto dos meus olhos
que mostram em pranto
o que trariam à tona,
mostrariam-me nua, na imensa fraqueza dos meus sutis anseios.
E quais seriam?
Se por minha pele branca
razoavelmente rosada
se entrelaça e esconde-se
por lugares que eu duvidaria achar.
Meus olhos,
sujos,
por segredos inconcebíveis, num pensamento do qual me arrisco,
num sinal do qual procuro,
no medo do qual persisto em vence-lo
e por final,
ao sonhá-lo num doce absurdo de largar o resto
e ser-me,
por tudo.

Não só

Poderia sê-lo sem antes pertence-lo em suma?
Traria por sobre meu corpo teus mantos
e junto de sua pele quente
esquentaria o comodo mais insensato da casa.
Ei de solar minha mãos
por onde encostara, e ainda
me sento,
pra ver se teu cheiro ainda soa.
Esses teus olhos que foram tão meus.
Vejam.
A poesia me voltou
antes mesmo de perde-la
sem que notara que nunca a esqueceria por fim.
Como quem ama,
como quem sofre,
como quem atua bem na mentira que tem
e se carrega
junto dela,
pronta pra morrer.
A quais braços pertences por fim?

sexta-feira, 8 de fevereiro de 2013

Horvath

Tem teu cheiro dentro de um livro.
Você tem meia hora.
Meu estômago morre, meu peito em cinzas por luto. A carne me dói, é como uma explosão de buraco negro, que engole o que pode. A dor de manter-me sã causa impacto com o coração, que implora por um acontecimento anestesiado, cujo o evento fora feito. Acontece que um cobertor não me basta. Juras que não volta. Não me alimentei ainda. A chuva, que talvez traria o cheiro de água pra casa inteira foi-se embora.
É carnaval.
Minha casa anda sem Sol, o céu, também não ajuda na recuperação do meu corpo.
Errei. Errei em escreve-lo para amar-te, me desculpa.

sexta-feira, 1 de fevereiro de 2013

Século XVIII

Antes.
Como o condutor de dança conduz a dama.
Fora conduzida pela alma que palpita por fabricação própria. Acredita que teu véu de virgem ainda está intacto sobre teus cabelos longos, nunca cortados, e sobre a fé, dos quais juram que tua vida fosse a coesa entre a humanidade terrestre. Atraiu-se sobre quem se atraí ao descuido de irresponsabilidade de um adulto, que quando livre delas, acredita que a vida pode parecer mais leve do que é. O amor se subjulga sobre teu controle, que não significa nada perto do tal véu, de tal moça.
Tudo parecia intacto até o auto da noite passada, quando se ouviu o uivar de lobos sobre a Lua cheia, e o vento sobre a janela aberta de teu quarto. Hoje, voltara a responsabilidade que a vida deu-te por mérito. Já que durante a noite, rasgara o véu da prometida de Deus, e abusara dela. Ela, jurava-te o amor que em ti padecia, e mesmo que querendo converte-la aos teus juízos, fez-a, tua, sem cuidar do resto de tua casa. Ato que fizera para seu próprio suicídio e sede. Tua alma vazia precisa de um amor, ou de uma noite, pra se recordar.

quarta-feira, 30 de janeiro de 2013

domingo, 13 de janeiro de 2013

Meu reflexo errante

Cheguei-me.
Nua.
Como a alma de um barco sem congá. Fiz-me, como quem se devora por dentro antes mesmo de nascer, e como o sangue que corre em minhas veias, padeci, por entre as juras que a vida tirou do alcance dos meus olhos.
De tão ilusória que a história seja, a narração é minha loucura, é a loucura que atraí a necessidade de qualquer ser, de prevalecer no caminho certo. Chegou sobre minha mesa o manjar dos deuses, que nunca chegam aos pés de Deus.
Em vista está minha alma, por onde me chegas, e por onde me canso de carrega-la, insultando a mim mesma no erro mais drástico de toda vida, que ocorre em toda vida, quando se fala de melodia mansa e de peito que nunca respira só. Não escolhi tê-lo, mas escolhi escreve-lo numa outra vida, pra nessa, encontrá-lo, quando deixei de procurar-te.
Meu reflexo errante. Errante por apenas criar o pecado e não permanecer no perdão. Por quando a trilha atira pro alto e onde cair, a vida tira o folego. Atirou-se na calmaria como quem atira cego e acerta. Do qual a história enfim acaba quando se inicia o ciclo. Uma supernova acontecera, daquela que o poeta conta os segundos do inicio e se retorce na cadeira para contar o que se vê e não sabe por onde começa.
Se o perigo fosse atrai-lo, já corre-se o risco de imediato quando não só se atrai, mas se contrai, se jura e des-jura e faz de risco a vida que arrisca quando junto de sua alma sai. Acaba que conta o tempo, passa pela avenida e grita o nome, que já decorou a tão pouco tempo.
Nesse momento, tudo jura que conhecera a outra metade da laranja que se conta em tantas melodias bandidas que toca sempre na mesa do bar mais sujo da cidade. Nesse instante a vida mostra que os agentes do destino existem, e que o acaso perde-se quando tenta arriscar-se. Quando se encontra na beira da montanha mais baixa e agenda a queda, sabendo que do chão, dessa vez, se passa.
Me vi.
Ali.
Sentada.
Como quem atira pro alto e vê onde cai, já fora escrito antes, é um ciclo, vicioso, como saber que o que se assenta ao lado é quem o destino escreveu e apagou por ódio de quem aqui escreve, sabendo que o tal o escreveria tão bem, e que por medo, fez-se a troca.
A busca ainda é inatingível, o carne não cansa e a alma reclama.
O que um poeta escreve marca a vida, por isso te escrevi.

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

À Par II

Se bate o vento.
Como num consolo onde minha saudade bate até chegar na tua janela. Por onde andaras? Se nessa chuva perdeu-se do meu corpo quente e se trocou tão só? Eu quisera vera, quisera ajudar tuas mãos brancas com a camisa, e te obrigar a ficar sem ela por causa do calor que fazia e da chuva que caia. Faria teu peito ver o frio que a chuva tem quando desce pra terra e quando molha o nosso quintal.
Se bate o vento,
eu faria poesia
mas se você escreve em si
eu te escrevo
e te contorno,
pra notar cada canto desses teus ossos
e pra sentir que perto te tenho
e de longe,
também.

quinta-feira, 3 de janeiro de 2013

Olhos de fita

Tudo que era fora, passava, brando.
Se esvai, como quem vai de primeira passagem. Ainda com olhos pequenos, esbanjando sono, via, e como via! Eram dois assentos, mas nas tuas reviradas, pareciam um bem pequenino que mal cabia-se. A janela já grande e úmida crescia inda mais perto das minusculas mãos. Tudo era rápido que teus olhos nem se atreviam a piscar pra não perder o tempo.
O vagão ficara pequeno perto de tamanha grandeza.
Tudo se passava, mais dentro, do que fora.
De fundo ele ria, se indagava com o que via, eram tantos muros e guias, tudo parecia tão longe que nem se olhava por inteiro. Os olhos de fita, fitam e narravam o vazio da manhã. Esses olhos tão puros, dos quais nem imaginamos que junto com os coleguinhas podem aprender os palavrões da vida.
Eu, na rotina, desci, na mesma estação.
Ele?
Ele foi-se num apito, num fechar de portas, entre pessoas que mal se olham e já se encaram. Foi ver que logo depois dos muros, fica o Sol que essa manhã escondeu da cidade cinza.