terça-feira, 20 de dezembro de 2011

Baobás

Não vos desejo baobás,
nem vos desejo vê-los crescerem para que
não os vejam partires de vós
quanto em dois.
Quem vê beleza no que de fato é mal,
talvez descobre a beleza
de ser conhecido como tal.
Atraí e
o divide.
Permitires a hora da ida,
porém,
não vos deixeis partires.
Baobás,
o medo os traduz
e a nós, contém.
Esses mesmos fazem o racional lembrar-me 
de como ocupam o espaço das pessoas grandes.
Fazem-me o medo de crescer como tais.
Uma preguiçosa e deixar as raízes,
sem tratar as sementes.
Aliás somos todos um,
essas tais raízes que atraem quem as devore
e as deixem, 
pela metade.