Como quem cobre nossos olhos
a neblina invade a cidade de calmaria em vontade de partos,
dourados.
Uma faca de dois gumes arranha a garganta
transpassa a noite
que num congá de sopro faz teu som.
Quiçá volte,
querias a mim que voltares ao lado de cá.
O rio na nascente
transborda o cheiro dos deuses,
hoje não tem prece
só tem um baião a moda antiga
na roda da vontade de deixar
de deixar.
Essa tal da minha vontade
que quiçá voltares ao devido lugar.