domingo, 11 de dezembro de 2011

Dourado

Pavor abstrato.
Intriga alucinada de mim até teus lábios,
conheço essa rua como ninguém
e você sabe o caminho.
Escuta a melodia
que nós dois hoje fizemos,
deita-te no meu ombro
pras minhas juras cumprirem o rumo aos teus ouvidos.
Meus olhos te puxam
e você vem,
mas perto do meu peito
e eu invado o seu, que explode ao meu ouvido.
Sensação indescritivel.
Como carecer na tua vontade
e expandi-la,
entregar teu choro
e cuidar dos teus traços,
desde que os reparos do teu rosto, sejam meus
ainda que dividos com outro alguém.
Eu me divido.
Mas hoje me transportei,
traguei o mais fundo de ti que poderia
sua piada de mal gosto fez meu rosto sorrir.
Um erro?
O que seria um erro se no fundo,
sabemos,
que o desejo era de ambos?
Deixo-te ir,
acelera e saia da rua onde me deixou,
mas só me mostra que o que foi era nós dois,
com todos os erros,
defeitos,
arrogancia,
e medo.
Deixo-te vir,
da maneira que chegar te cuido
pra poder em ti me cuidar
afundar-me se preciso
e rabisca-lo os meus olhos.
E como disse o tremendo favorito de dois,
que diz o que aconteceu, conhece a nota, mas deixo-te no fim.
" A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento. "