sexta-feira, 2 de dezembro de 2011

A-mor-te

O amor é um mar
raso, e fundo.
Onde se vem o limite, deve-se aprender a nadar
fundo
folego
dar acesso ao retrocesso.
É lindo
causa medo.
Atravessa o mundo
e invade  minh'alma na tristeza
ou na ganancia do riso
exposto aos céus.
Machuca e é salgado
mas ainda assim doce.
Queima se bate
morre se larga.
Amor é um horizonte distante,
sem chegada
não se sabe se vai
mas sempre se afunda
e se afoga.
Abstrato
Alucinado numa guerra de deuses,
desafiador de lutas
que deixam marcas trincadas ao pé e ao peito.
Imitador barato de vidas opostas,
tradutor de alma em vazio do peito.
Arrisca teus olhos e tua pele,
teu peito e teu rosto,
doa seus olhos
e afunda-se
no sentimento mais extraordinário de um ser.
Desperta teu som
e afunda teus olhos.
Machuca a rosa e morre seco.
Afunda os laços na água salgada
que perfura a terra de um lar
destrói a alma
e corroi a calma.
Desperta a vida
e de abundancia leva a morte.
Calculo indigente de humanos pertubados
exalados por teus mantos.
Carrega o calor no frio do vento
mas chega sempre no horário da noite,
pálido
sólido
e morto,
de tanto esperar.
Amamos todos feito a morte do mar.