sexta-feira, 23 de dezembro de 2011

Supernova Celestial

Caros leitores, peço desculpas primeiro a mim. Peço desculpas agora ao autor dessa ilusão em despedida, lamento ter prometido não tocar no assunto, mas não me lembro de não poder escreve-lo. Agora, peço-vos desculpas. Me lembro bem de poucos momentos, e este, celestial, nem o rastro de uma supernova no momento de sua intensa onda de luz o faria ofuscar. Entendam a sensibilidade dessas lentes em torno dos corpos e não me culpem pelo trajeto aqui feito. Falarei portanto de uma supernova celestial, entre dois, corpos.




Dois corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas. Proclamam-se absolutamente brilhante, declinando-se até se tornarem invisíveis, passadas algumas semanas ou meses. Muito além do que imaginação pode  construir em sua carne que lhe transborda a abundancia no excesso que atinge dois corpos celestiais abduzidos pelo impacto. O que existe na poeira de brilho, alucina e ofusca o que não existe. Portanto, aumenta-se e expulsa o que ali não atinge.

Tine o núcleo remanescente de massa superior ao que tem dentro, explode-se feito grãos ao impulso de sair pra fora um buraco negro, o que, não é mais suficiente para manter o núcleo estável, passando para o nível de entrelaçamento. O mover torna-se a temporalidade como tal. Colisão. A concepção desse movimento perpetuo desenha-se ao par de pernas que minunciosamente transpassam entre a velocidade da luz pausada por um raio que opõe-se ao curso do céu. Ninguém o veria nesse estado, tão nu ao brilho que de dentro, ultrapassava a massa solar. Um golpe desferido, referido a quem ali está. O toque de ambos, gera, uma supernova. Das ocorrências astronômicas talvez, esta, seja a mais importante para a moderna ciência.

A lâmina de uma radiação cósmica varreu o espaço. Iluminou o material inter-espacial e o reduziu. A forma a cada movimento peculiar se desfaz. Sua frequência de colisão gera a duvida entre os tipos atuais, Ia, Ib e Ic. A luz a revolta era o campo percorrido no espaço onde ali machucar-se atraía. Desmentia perpetualmente teus riscos, escondia um mecanismo interno comum. Atracavam-se, devoravam-se as peles que ficavam nas unhas. Um ser celestial não sabe o fim. Desvia-se do conflito à magnitude de sua obra.

Seus planetas nas rotas de linhas, desmancham-se, atraem, porém, ao chegarem por perto, queimam-se. Eram pequenos se postos do lado dos dois gigantes. Embora, chamassem atenção, não sabiam a forma da atração, nem viam o colapso que a erupção de raios ali se fez.

Luz de cores visíveis. Estável perante si, cresciam-se em torno de seu golpe dado e recebido. Quando o vemos, deslumbra-se nosso rosto em forma homeopática. Energia de bifurcação para a perpetuação da existência de anéis de gás que geram-se vergonhosamente na escuridão de um brilho ao sufoco de gritos. O brilho, não demora a esconder-se, mas o choque de avivamento denuncia o que ali ocorre. Geração. Alimentam-se do gosto, alimentam-se da escuridão que impulsiona o anti-formato da dança.

Quiçá findam uma roda de luz, em tiras, que incognitamente amedronta o vestígio. Existem evidências. Em uma das supernovas que colidiram criou-se uma inversão de calor, mostrou-se cores visíveis e invisíveis ao retorno da memória. O sistema nervoso óptico transpassa a idéia da morte entre os que geram uma galáxia farta de estrelas mortas. Anunciam-se num brilho que ali, não está. Devoram-se. Laça mais um entrelaçamento. Entre as explosões cósmicas de dentro do obscuro das fendas do espaço. Celestiais honram suas casas.

Os seres pulsam por um funcionamento inconcebível a qualquer um de carne e osso. Impulsiona a criação. Arrastam os passos ao escuro. O céu mostrou seu corpo nu e insano. Um fenômeno relativamente raro. Ali algo acontecera e não há sapiência do fato. Passionais.

Nascem mais supernovas desse vômito de luzes. Colidam-se ao testemunho dos celestiais, que num apto são, engolem e o arrotam prum buraco negro. A temporalidade não se ouve, e para os humanos que olham, e não vê.  Bajulam a idéia de um caos escrito em forma de luminosidade ofuscante onde apagam-se o rastro da veia mortífera do seu doce veneno. Cortam as linhas entre as peguntas obvias de um olhar sofisticado.

Não tive mais notícias. Não se tem. A memória desse evento fora engolida pela escuridão celestial afobada de dois seres envenenados por um ato de colisão. Fora levado junto ao rastro que não se vê entre as estrelas que ofuscam seu brilho. Dossiê. Entre a mais lenta, com a mais rápida, atolada pela mais pesada, ou pelo fel do brilho reluzente. Não pode-se dizer ao certo sobre o relato, talvez não ocorrido por meios de sombras. O registro do tempo falha-se no registro do drama com eficiência muito maior. O passo conhece o desconhecido ao medo. Deve-se morrer ao encontrar as vistas fartas de memória entre os olhos que perecem de sossego. Somente aceita-se o risco na escuridão. O direito de ida e vinda não se têm, afunda-se, onde o buraco negro abocanha por fome, sede, raiva, luxúria; Ilegalmente. A força de mante-la viva custa o desmoronamento dos meus membros, ofusca meus olhos ainda o brilho da sua colisão. Custa-se em valores quebrados a alma transpassada por um raio que colidiu propositalmente com meu apego. Apagou-se em da história ao retorno do começo, onde o fim não se antecipa nem se presume. O movimento em que termina, obriga ao renascer do começo, um ciclo testado por mestres, e aceito por mim.

Deve-se morrer, ao encontro perpétuo do evento aqui relatado perante o sangue de quem o sentiu.