Camada de sono apanhada na noite
não se descansa quando se acorda de quão velho fica-se
amedronta os olhos e não se cresce
diminui a ponto de mostrar ao mundo os sonos varados da adolescencia.
Uma camada a despertar a menos
nas horas calmas debocha o medo da tua vida
que hoje é morte vivida
no canto de reis numa roda de redemoinhos a grama.
A chuva vem e desperta mais uma camada de sono
que em choro, chora, no riso elabora a marca do teu caos.
Mergulha o medo da vida
com a vinda da morte.
A cada noite que dorme,
apenas acorda das camadas fundas dos teus sonos
cansados a pele
e ardidos as células.
A vida é morte.
E quem morre,
conhece a vida?