Devia ter acordado de um daqueles sonhos, dos quais, dizia, que a moça doce aparecia e te consolava, e sem ver teu rosto que a aurora cobria, sorria, e te fazia acreditar na vida. Devia ser mais um maldito sonho, como costumavas dizer. E que, entre o suspiro de estar ou não acordado, sondava-se, tentando desacreditar no que fizera. Antes, sem pensar. E no despertar pensando. Era 12 de dezembro. Era o maldito dia em que nós, nos desligaríamos completamente, o dia no qual a certeza não era de lado nenhum. Foi como o dia que quem venceria fosse a partida, e enquanto eu me consolava, e te consolava, e guiava-me por sobre as ruas, eu via, via a desilusão do amor, e assim, suspirava como um barco que quando flutua em teu mar em pranto, navega mais bonito com o céu brando. Ali, era chuva. Inda hoje o reflexo nítido das duas almas é a cor, que a gente nunca conseguiu ver.
domingo, 30 de dezembro de 2012
terça-feira, 25 de dezembro de 2012
1 à 0
Foi-se
partindo de mim o pão partido
sem carne, nem tempero.
Foi como quem vai a esquina
e não volta antes do bar fechar.
E como num suspiro de angústia
o sufoco engole a calma
e espanta a alma, pr'onde for.
Num sentido,
tudo sucumbia,
noutro
tudo morria dolorosamente.
Vai.
Foi-se.
partindo de mim o pão partido
sem carne, nem tempero.
Foi como quem vai a esquina
e não volta antes do bar fechar.
E como num suspiro de angústia
o sufoco engole a calma
e espanta a alma, pr'onde for.
Num sentido,
tudo sucumbia,
noutro
tudo morria dolorosamente.
Vai.
Foi-se.
domingo, 2 de dezembro de 2012
2.0
Inda que som da chuva finda
eu me recolho pra vê-la,
pra que se passar pela minha vista cansada
eu ainda consiga vê-la.
As ruas são nos temas dos quais teus olhos
demonstram a angustia de ver-me
inda nesse estado.
Enquanto a tarde dança sobre as janelas
sobre as calhas das casas
das quais ouvi teus gemidos,
das quais ouvi o som
do teu dinheiro.
Meu bem,
eu te daria tudo
e você,
preferiu
o nada.
eu me recolho pra vê-la,
pra que se passar pela minha vista cansada
eu ainda consiga vê-la.
As ruas são nos temas dos quais teus olhos
demonstram a angustia de ver-me
inda nesse estado.
Enquanto a tarde dança sobre as janelas
sobre as calhas das casas
das quais ouvi teus gemidos,
das quais ouvi o som
do teu dinheiro.
Meu bem,
eu te daria tudo
e você,
preferiu
o nada.
quarta-feira, 21 de novembro de 2012
Genérico
É receio meu,
de que no entanto
teu ar e meu pranto
se junte num par
onde a melodia seja a chuva
do riso
que ela tinha ao te ver.
Vai saber onde se esconde o caos,
Que no meio dessa minha paz
atravessa a rua e me atropela numa vez só
e me mata.
Por onde as teorias de vida(s) voam
em naves das quais nunca usamos pra voar.
Bastava-me um barco num papel
ou uma lenha na fogueira,
um cobertor fino de janela aberta...
Aí!
Se eu que fiz todos os trajetos me congelei,
achei que ao ver-me sã
causaria o impacto de me devia servir de lição
mas não!
Não foi assim que o susto me pegou na estrada,
foi ali,
foi virando a esquina da minha casa
que vi que a vida em tempestade me deu tudo junto
e como criança me faz escolher qual fim eu quero
só que eu,
eu sempre escolhi o mais curto.
Aí...
Mas se dói nessa dor
como esse peito arde tanto no medo
de perder o que nem tem minhas unhas marcadas?
O que nem fiz de fincar nas costas?
Se por meu meio confundível eu te confundi
que não doa mais em mim
nem em você,
esse tal amor
que completa o erros
complementa os devaneios
e mata por fim
sem choro,
sem riso,
sem paz,
só na meta de morrer como quem bebe o veneno
pra ver se o outro se mata também.
domingo, 4 de novembro de 2012
R de quê?
Logo ao amanhecer descabelada
coloco as mãos no bolso
e ando.
O destino é a rotina
e o medo não me anima não.
Paro na esquina e vejo a melodia
escuto os senhores que andam mais velhos que as pingas,
os vejo, e ainda, ergo as mãos a procura dum sinal de vida
e concordo - eles vivem mais que eu.
Conto os segundos que correm
e sempre me atraso,
- será que o próximo demora?
Espero.
Aguardo a outra linha e penso que daria até tempo de tomar café.
Nessa espera e corrida de horas com pensamentos
na história de que passam carros e caronas,
me afundo na brilhante ideia que me aguarda e me guarda,
penso no palco que deixei
no nariz vermelho que guardei...
Sou mais uma vez interrompida.
As velhas da vila param no ponto,
contam das viagens baratas que fazem com a terceira idade
mostram as mãos enrugadas de trabalho
e eu olho as minhas, que secas ou suadas ficam
que lisa são, - mais trabalho -
e quando penso na desistência o ônibus passa
e eu corro pra me sentar,
afinal o resto do dia é de pé
e a rotina continua até,
até Deus quiser.
coloco as mãos no bolso
e ando.
O destino é a rotina
e o medo não me anima não.
Paro na esquina e vejo a melodia
escuto os senhores que andam mais velhos que as pingas,
os vejo, e ainda, ergo as mãos a procura dum sinal de vida
e concordo - eles vivem mais que eu.
Conto os segundos que correm
e sempre me atraso,
- será que o próximo demora?
Espero.
Aguardo a outra linha e penso que daria até tempo de tomar café.
Nessa espera e corrida de horas com pensamentos
na história de que passam carros e caronas,
me afundo na brilhante ideia que me aguarda e me guarda,
penso no palco que deixei
no nariz vermelho que guardei...
Sou mais uma vez interrompida.
As velhas da vila param no ponto,
contam das viagens baratas que fazem com a terceira idade
mostram as mãos enrugadas de trabalho
e eu olho as minhas, que secas ou suadas ficam
que lisa são, - mais trabalho -
e quando penso na desistência o ônibus passa
e eu corro pra me sentar,
afinal o resto do dia é de pé
e a rotina continua até,
até Deus quiser.
quinta-feira, 25 de outubro de 2012
Mais dá
Pois é,
mais dá.
E imagino-te quando diz que me vê
quando conta que me conta nos olhares
antes de atravessar a rua.
Conta-me nessa tua doçura enquanto eu
eu escorrego sobre teus ombros
arrumando uma desculpa pra ficar mais
e achar que sobre teu peito de ossos
cabe mais carne pra nós dois.
Como se nos teus olhos
o segredo do meu doce fosse revelado em samba
e no final
a certeza única que dá
é a que dá,
que deu,
que quando por mim passou
e bateu
o olhar estremeceu.
Quando o sorriso pra gente nasceu
deu,
sem erro nem drama
só o charme do mundo todo
pra chamar o meu bem querer.
mais dá.
E imagino-te quando diz que me vê
quando conta que me conta nos olhares
antes de atravessar a rua.
Conta-me nessa tua doçura enquanto eu
eu escorrego sobre teus ombros
arrumando uma desculpa pra ficar mais
e achar que sobre teu peito de ossos
cabe mais carne pra nós dois.
Como se nos teus olhos
o segredo do meu doce fosse revelado em samba
e no final
a certeza única que dá
é a que dá,
que deu,
que quando por mim passou
e bateu
o olhar estremeceu.
Quando o sorriso pra gente nasceu
deu,
sem erro nem drama
só o charme do mundo todo
pra chamar o meu bem querer.
domingo, 14 de outubro de 2012
Aio
Ainda bamba meu corpo balança num nó. Como se num apse de desespero tu me procuraria num beijo partido. Meu ônibus estaciona como um foguete que prepara pra Lua. Procuraria teu alento se me focasse mais em volta, fui reto, pensara em nem desviar das pessoas, pois minha bondade me desgastava naquela hora. Parece que gente de boa fé acaba de ser lacrado com a idéia de burrice, até me abandonei um bocado, mas antes do buraco, me achei. E tu, como, se no meio de tanta gente me acha no centro? Parecia que teu coração teimava pela minha passagem esperada sem noção de horas, e mais um vez, esvai tua primeira aula e a minha. O abraço mais longo, o rosto mais escondido pela barba, a covinha feita e firme, parece que detalhei tudo, menos esse teu ultimo olhar que num golpe me sacaneou e me tirou do centro e me deu eixos mais longos, bambos e finos. E como se fosse o final e eu de partida, meu beijo no teu rosto mostra meu respeito em calmaria, e você cansado desse meu abundante respeito, segura minha cintura e me apaga em beijos, dos quais, nunca pensei que existiriam numa noite assim, tão quente.
domingo, 30 de setembro de 2012
Bandolinista
Notícia,
que não chega e nem dispara,
só me desampara e me derruba na agonia.
Tanto,
pra todos os motivos que o mundo tem
pra girar no teu contorno e tua nota
fazer tocar.
Queria,
era te fazer tocar na minha ferida
pra acordar no calor da tua pele
feita na minha.
E ainda,
pediria mais saliva pra me tocar inteira
e solar a nota que quiseres no meu corpo nu.
Faria,
todas as juras que teus olhos pedissem
e se não as quisessem jogaria fora cada sílaba.
Teria,
em cada pedaço do meu ser
a tua calmaria.
e tu até
Poderia
rodar o mundo se eu soubesse
que em minha cama
Caberia
nós dois.
que não chega e nem dispara,
só me desampara e me derruba na agonia.
Tanto,
pra todos os motivos que o mundo tem
pra girar no teu contorno e tua nota
fazer tocar.
Queria,
era te fazer tocar na minha ferida
pra acordar no calor da tua pele
feita na minha.
E ainda,
pediria mais saliva pra me tocar inteira
e solar a nota que quiseres no meu corpo nu.
Faria,
todas as juras que teus olhos pedissem
e se não as quisessem jogaria fora cada sílaba.
Teria,
em cada pedaço do meu ser
a tua calmaria.
e tu até
Poderia
rodar o mundo se eu soubesse
que em minha cama
Caberia
nós dois.
sábado, 22 de setembro de 2012
Estante em instante
Estendo-me aos teus peitos fundos,
como se numa desordem
meu corpo procure abrigo da chuva.
Por onde andara minha solidão?
Minh'alma não a procura
e meu riso borda a idéia de buscá-la.
Num apse desse abandono, sorrio,
preparo, conto, e re-faço o que desfiz.
Se sou tua
ou se sou minha,
não sei.
Só sei-me bem quando vejo-te
e isso,
isso eu sei que pode ser de
nós
em nó
pros dois.
como se numa desordem
meu corpo procure abrigo da chuva.
Por onde andara minha solidão?
Minh'alma não a procura
e meu riso borda a idéia de buscá-la.
Num apse desse abandono, sorrio,
preparo, conto, e re-faço o que desfiz.
Se sou tua
ou se sou minha,
não sei.
Só sei-me bem quando vejo-te
e isso,
isso eu sei que pode ser de
nós
em nó
pros dois.
quinta-feira, 20 de setembro de 2012
Mundo pequeno
Deixa teu cabelo crescer
e volta.
Volta que eu quero caber
no buraco do teu peito,
quero entrar no teu alento
e me afogar de jeito.
Deixa teu olho re-ver o mundo
e volta.
Volta que eu ando cansada de esperar,
quero devorar tua carne
e te fazer comer a minha.
Deixa teu pé navegar
e volta.
Volta que eu ando querendo mesmo
é navegar em você
em cada curva que teu corpo completa o meu.
Deixa tudo
e volta.
Que eu ando querendo visitar o butantã.
Deixa o resto
e volta.
Porque o tudo, eu te dou daqui.
e volta.
Volta que eu quero caber
no buraco do teu peito,
quero entrar no teu alento
e me afogar de jeito.
Deixa teu olho re-ver o mundo
e volta.
Volta que eu ando cansada de esperar,
quero devorar tua carne
e te fazer comer a minha.
Deixa teu pé navegar
e volta.
Volta que eu ando querendo mesmo
é navegar em você
em cada curva que teu corpo completa o meu.
Deixa tudo
e volta.
Que eu ando querendo visitar o butantã.
Deixa o resto
e volta.
Porque o tudo, eu te dou daqui.
terça-feira, 28 de agosto de 2012
Nome
Onde que por minhas mãos escorre meu cansaso em divida com meu cais. Teus olhos curtos preferem não me olhar enquanto reclamo da vida, enquanto meu colo é mais confortável e o único disponivel pra minha cabeça que pesa. No fundo, vejo na sombra da luz, o teu relance, nesse disfarce imediáto de quem olha, e des-olha, pra que, nenhum pedaço de mim fuja pros teus olhos mansos sem que eu perceba, pra no final, tu me olhares fundo e afundar-se no abraço de cinco minutos antes das faltas que depois fazemos. Por onde meus olhos veem você longe, atravessando a rua sempre em linha cruzada até a pequena porta onde entra, onde me faz ter a certeza que tudo o que eu preciso acomoda-se agora dentro de uma sala enquanto eu fujo pra longe mas com a certeza de volta. Isso, quando na tua e minha teimosia eu não fico, e vou pedindo o caminho todo pra que me leve ao lugar desejado nas costas ou em cima dos teus pés. Fora, que, quando se chega, se esquece de toda a confusão ou se relembra, nunca vi meus caminhos tão doces quanto uma corrida pré-avisada e um empurrão esperado e desesperado como se fosse fuga, mas, no final, fui devagarinho pra sentir teu puxão na minha mochila com o sorriso bordado no rosto e a calmaria transcrita no peito. Falta ar depois de bordar a calçada toda de gritaria e corre corre! O tom de voz que ecoa com o abraço, ou no final o beijo estralado pro 'tuim' da orelha. Eu penso na fuga, na vinda, na ida, no medo, nos andares, na queda, no par, na solidão; mas antes, me escorrego nos teus braços do abraço pra vida, que me acorda pra qualquer sisma de partida. Desculpe, mas eu vim, pra ficar.
domingo, 19 de agosto de 2012
RC
Afundou meu peito
no teu realejo de serenidade.
Cautelosamente, mudara os móveis de lugar
pra que teu casaco, na hora de vestir-se
não estivesse amarotado.
Tanto, que cuidando do teu gesso
ainda fizera a arte de me atravessar
e conturbar minha calmaria romantica por último.
Caos.
O que fizera me custara tanto,
mas o que deixou de fazer-me
me custará mais.
no teu realejo de serenidade.
Cautelosamente, mudara os móveis de lugar
pra que teu casaco, na hora de vestir-se
não estivesse amarotado.
Tanto, que cuidando do teu gesso
ainda fizera a arte de me atravessar
e conturbar minha calmaria romantica por último.
Caos.
O que fizera me custara tanto,
mas o que deixou de fazer-me
me custará mais.
Bravio
A sede dos olhos secos.
Maré alta de lábios vermelhos
que pintam meu semblante branco.
Via o frio escorrer feito as águas desse imenso mar,
onde meu jogar da âncora é incerto.
Instável havaria de ser minha raiz,
mas puxo todas as minhas origens
pro fundo do mar.
Me desarrumo ao arrumar-te pra ela,
e em saber que em mim, curar-te
custou-me
cada membro falido do meu corpo apertado.
Minh'alma abandonada de amor,
num mar bravio,
num congá vazio,
de você.
Procurei até na vazante teus olhos
e sem achar-te,
fali.
Falhei na hora em que minhas mãos cortaram as tuas,
onde cruzei teu destino marcado
marcando o meu.
Desde que você partiu pra quem vou navegar?
Não me ajuda, que meu cais, agora, só cabe eu.
Maré alta de lábios vermelhos
que pintam meu semblante branco.
Via o frio escorrer feito as águas desse imenso mar,
onde meu jogar da âncora é incerto.
Instável havaria de ser minha raiz,
mas puxo todas as minhas origens
pro fundo do mar.
Me desarrumo ao arrumar-te pra ela,
e em saber que em mim, curar-te
custou-me
cada membro falido do meu corpo apertado.
Minh'alma abandonada de amor,
num mar bravio,
num congá vazio,
de você.
Procurei até na vazante teus olhos
e sem achar-te,
fali.
Falhei na hora em que minhas mãos cortaram as tuas,
onde cruzei teu destino marcado
marcando o meu.
Desde que você partiu pra quem vou navegar?
Não me ajuda, que meu cais, agora, só cabe eu.
Se tiver que ser na bala...
Como quem corre pr'um copo d'água no deserto.
Pra arrumar meu desalinho na linha
que você apareceu.
Parece continuação,
vejo 26 de abril sendo comemorado em outubro.
Aí do tempo, que passa
e eu corro
pro socorro da minh'alma
que são esse par de olhos,
castanhos,
melados de mel
que fica na colher e a gente não tira.
Você desborda em mim,
e o medo do décimo andar te deixa mais bonito
e me deixa mais favorável a subir até ele.
Pra arrumar meu desalinho na linha
que você apareceu.
Parece continuação,
vejo 26 de abril sendo comemorado em outubro.
Aí do tempo, que passa
e eu corro
pro socorro da minh'alma
que são esse par de olhos,
castanhos,
melados de mel
que fica na colher e a gente não tira.
Você desborda em mim,
e o medo do décimo andar te deixa mais bonito
e me deixa mais favorável a subir até ele.
sexta-feira, 10 de agosto de 2012
Flores
Te vi no mais irreal dos sentidos,
via teu corpo se curvar diante dos meus apegos,
copiara meu jeito mais inutil e hostil.
Não me via num trageto calculável,
mas lhe via virar a minha esquina,
procurava-me em algo novo
para em si,
solar-te.
Adimirei-te, e de certa forma me olhei,
vi meus erros, meus acertos,
no teu corpo de mulher,
que copiara uma menina florida
que andava a cada esquina a procura de um amor.
Hoje, vejo-te,
e peço-te,
desculpa-me?
Não foi por nada, mas foi o meu erro de deixa-lá fazer
o que nem eu deveria ter feito.
via teu corpo se curvar diante dos meus apegos,
copiara meu jeito mais inutil e hostil.
Não me via num trageto calculável,
mas lhe via virar a minha esquina,
procurava-me em algo novo
para em si,
solar-te.
Adimirei-te, e de certa forma me olhei,
vi meus erros, meus acertos,
no teu corpo de mulher,
que copiara uma menina florida
que andava a cada esquina a procura de um amor.
Hoje, vejo-te,
e peço-te,
desculpa-me?
Não foi por nada, mas foi o meu erro de deixa-lá fazer
o que nem eu deveria ter feito.
segunda-feira, 30 de julho de 2012
Você fica mais bonito na luz do Sol
Desculpa.
Eu fecho meus olhos a procura de uma palavra pela qual procuro minha vida inteira.
Perpetuamente a dor veio sobre meus braços. Afogo sobre o mar de sal, e quando chego até a superficie não vejo meu cais. Sobre a luz que escapa entre as frestas de algodão, vejo madeira, mas não me parece um cais, vejo os pés pendurados sobre o mar, como um semblante que se senta e triste se sustenta.
Não sei como cheguei ali, mas agradeço a Deus pela minha salvação e pela tua.
O frio era sobre a face do mar, e o Sol teimava em esquentar as águas, que até pareciam boas para beber, ali, minha sede quase me matava. Via a cicatriz exposta no teu braço, na tentativa de fuga, que você procurava e não via.
Conheci teu semblante, reconheci teu semblante no meu.
Não procurei tua história no livro de capa preta que tu olhavas na intriga de conhecer-te mais. Eu não queria conhece-lo, mas precisava.
Eu vim de longe.
Eu não vim a procura de fuga, ou ajuda, nem de morte ou de vida, busquei fôlego, e achei no teu cais, mesmo sem cobertura por ter sido roubado, mesmo sem riso por ter sido transpassado pela dor. Eu tossia, passava frio, passava fome, passava.
O que eu carrego no peito, não marquei nunca num livro, não sei varrer minh'alma só, por guardar tudo no quintal dela.
Sentei-me, e contei-me: Eu tive um amor, um amor do qual passou por todos os comodos da casa. Tive um amor que jurava-me um desenho, bordado num cd. Tive um amor de olhos escuros, cor de terra, cor de chão. Tive um amor, que por mim vivia a mim, e eu, a ele. Tive um amor que escolheu a ela, e que junto dela escolheu um filho pra criar, tive um amor que me deixou, que fugiu com a amante e que junto com ela engravidou, assim, ando de cais em cais, de rede em rede, de sede em sede, e de fome em fome.
Teu espanto ficara lindo no Sol que não secara meu choro. Nunca te expliquei o por quê do Sol? Pois bem, sou a chuva, a que recriou em mim, e reproduziu num apse em que eu, que só desenhos árvores, desaprendi a desenhar folhas.
E por medo, de perder-me te encontrei, e meu medo passou a ser o perder-te.
Hoje, perdi.
Me vejo no mesmo sal, levantando pro mesmo fôlego, só que me afundo outra vez, pois teu cais, não está lá, e teu riso que bordei, não foi o suficiente pra tu ficar.
Eu fecho meus olhos a procura de uma palavra pela qual procuro minha vida inteira.
Perpetuamente a dor veio sobre meus braços. Afogo sobre o mar de sal, e quando chego até a superficie não vejo meu cais. Sobre a luz que escapa entre as frestas de algodão, vejo madeira, mas não me parece um cais, vejo os pés pendurados sobre o mar, como um semblante que se senta e triste se sustenta.
Não sei como cheguei ali, mas agradeço a Deus pela minha salvação e pela tua.
O frio era sobre a face do mar, e o Sol teimava em esquentar as águas, que até pareciam boas para beber, ali, minha sede quase me matava. Via a cicatriz exposta no teu braço, na tentativa de fuga, que você procurava e não via.
Conheci teu semblante, reconheci teu semblante no meu.
Não procurei tua história no livro de capa preta que tu olhavas na intriga de conhecer-te mais. Eu não queria conhece-lo, mas precisava.
Eu vim de longe.
Eu não vim a procura de fuga, ou ajuda, nem de morte ou de vida, busquei fôlego, e achei no teu cais, mesmo sem cobertura por ter sido roubado, mesmo sem riso por ter sido transpassado pela dor. Eu tossia, passava frio, passava fome, passava.
O que eu carrego no peito, não marquei nunca num livro, não sei varrer minh'alma só, por guardar tudo no quintal dela.
Sentei-me, e contei-me: Eu tive um amor, um amor do qual passou por todos os comodos da casa. Tive um amor que jurava-me um desenho, bordado num cd. Tive um amor de olhos escuros, cor de terra, cor de chão. Tive um amor, que por mim vivia a mim, e eu, a ele. Tive um amor que escolheu a ela, e que junto dela escolheu um filho pra criar, tive um amor que me deixou, que fugiu com a amante e que junto com ela engravidou, assim, ando de cais em cais, de rede em rede, de sede em sede, e de fome em fome.
Teu espanto ficara lindo no Sol que não secara meu choro. Nunca te expliquei o por quê do Sol? Pois bem, sou a chuva, a que recriou em mim, e reproduziu num apse em que eu, que só desenhos árvores, desaprendi a desenhar folhas.
E por medo, de perder-me te encontrei, e meu medo passou a ser o perder-te.
Hoje, perdi.
Me vejo no mesmo sal, levantando pro mesmo fôlego, só que me afundo outra vez, pois teu cais, não está lá, e teu riso que bordei, não foi o suficiente pra tu ficar.
domingo, 22 de julho de 2012
Acabar
A cada instante
meus braços atuam na disperção
e o pulmão tosse, como se fumante fosse, mas todo o ar foi roubado de mim - não sei por quem.
Caminhar no vão entre dois cais.
Num surto tento voltar pro meu,
mas a correntesa me carrega pra indecisão de mim mesma.
Todo o erro, que parece minunciosamente uma cilada,
onde o que eu desejo, e o que eu sonhei fazem uma luta,
uma luta sanguinária,
onde cada um bebe meu sangue,
até que a minha palavra termine em um só.
Meu erro foi assumido por teus olhos
e por teu riso.
Mas de quem eu falo se não de mim mesma?
Quando eu anunciar minha morte
não tentem a salvação,
pois a única que tenho é a que Deus me dá.
meus braços atuam na disperção
e o pulmão tosse, como se fumante fosse, mas todo o ar foi roubado de mim - não sei por quem.
Caminhar no vão entre dois cais.
Num surto tento voltar pro meu,
mas a correntesa me carrega pra indecisão de mim mesma.
Todo o erro, que parece minunciosamente uma cilada,
onde o que eu desejo, e o que eu sonhei fazem uma luta,
uma luta sanguinária,
onde cada um bebe meu sangue,
até que a minha palavra termine em um só.
Meu erro foi assumido por teus olhos
e por teu riso.
Mas de quem eu falo se não de mim mesma?
Quando eu anunciar minha morte
não tentem a salvação,
pois a única que tenho é a que Deus me dá.
Poeisa pra vo-cê
Por onde meus olhos dançaram,
perdendo-se sobre o manto da Lua
que cobriu bem a mim pela rua.
Não sei do teu livro
mas quero ter uma letra bonita e funda
para poder nele escrever.
O encantamento vai solando meu dedos
que despertam a calmaria,
e eu que sempre escrevi de desespero
me arrisco nessas linhas.
Atualmente eu mesma me assumo
e te assumo por final.
Vou dando e recebendo um bocado
e pela lei des-natural parece que fica-se mais.
Não me perdi,
mas teu alento me puxa pro teu cais.
Esbanja esse riso na face,
mesmo que tarde, ou logo cedo - sol, chuva, vento.
Até que a pegadinha que te contei
me pegou,
e me bordou a madrugada inteira,
tentando achar então,
um jeito de explicar o que não se explica:
Que é esse teu eu, pra mim.
perdendo-se sobre o manto da Lua
que cobriu bem a mim pela rua.
Não sei do teu livro
mas quero ter uma letra bonita e funda
para poder nele escrever.
O encantamento vai solando meu dedos
que despertam a calmaria,
e eu que sempre escrevi de desespero
me arrisco nessas linhas.
Atualmente eu mesma me assumo
e te assumo por final.
Vou dando e recebendo um bocado
e pela lei des-natural parece que fica-se mais.
Não me perdi,
mas teu alento me puxa pro teu cais.
Esbanja esse riso na face,
mesmo que tarde, ou logo cedo - sol, chuva, vento.
Até que a pegadinha que te contei
me pegou,
e me bordou a madrugada inteira,
tentando achar então,
um jeito de explicar o que não se explica:
Que é esse teu eu, pra mim.
terça-feira, 17 de julho de 2012
Mas o quê?
Das minhas mãos
soltam-se as peles
por calos
de te amar.
Vou a transpirar frio,
no gelo da espinha
e a mordomia escorre entre minhas mãos.
Meus dedos choram
meus braços são fracos
e nunca vi tamanho desespero de estar em calmaria.
Quanto, que a sede
vem da minha saliva.
O que eu faço com o encanto? Que
por medo atraí meu peito ao suicidio
e quase que me mata
por matar-te.
Vai ver é o fluído do meu abandono
dos laços do festim
que hoje choram
por mim.
soltam-se as peles
por calos
de te amar.
Vou a transpirar frio,
no gelo da espinha
e a mordomia escorre entre minhas mãos.
Meus dedos choram
meus braços são fracos
e nunca vi tamanho desespero de estar em calmaria.
Quanto, que a sede
vem da minha saliva.
O que eu faço com o encanto? Que
por medo atraí meu peito ao suicidio
e quase que me mata
por matar-te.
Vai ver é o fluído do meu abandono
dos laços do festim
que hoje choram
por mim.
segunda-feira, 16 de julho de 2012
Nego
Meus olhos se perderam até achar-te.
Cautelosamente
aguçaram esses lábios
que cairam certinho nos meus.
Dos quais meus ombros
são escravos de cada beijo,
e a maçã do meu rosto
vira vitíma das mordidas.
Meus olhos se perderam pra achar-te.
Tanto
que meu querer passa pelos teus lábios
até chegar na tua lingua
a palavra " minha ".
Veio até meus olhos a calmaria,
e até a minha cintura as tuas mãos
que me prendem num laço
que me leva até tua boca
que mata minha sede.
Esse riso,
de quando eu vou fugindo do seu beijo
só pra matar minha sede minutos depois.
Tua boca
e os teus lábios são o que me contornam
e que me sejam
pro resto da vida.
Cautelosamente
aguçaram esses lábios
que cairam certinho nos meus.
Dos quais meus ombros
são escravos de cada beijo,
e a maçã do meu rosto
vira vitíma das mordidas.
Meus olhos se perderam pra achar-te.
Tanto
que meu querer passa pelos teus lábios
até chegar na tua lingua
a palavra " minha ".
Veio até meus olhos a calmaria,
e até a minha cintura as tuas mãos
que me prendem num laço
que me leva até tua boca
que mata minha sede.
Esse riso,
de quando eu vou fugindo do seu beijo
só pra matar minha sede minutos depois.
Tua boca
e os teus lábios são o que me contornam
e que me sejam
pro resto da vida.
sábado, 7 de julho de 2012
Solange Altomare da Cunha
Dizem que as horas
são só horas,
mas você ainda teima com a minha idade,
com a minha ida
e com a minha volta.
Eu nada seria
se tua idade fosse tão rápida.
Meu maior medo é pensar em perder teus gritos
e ouvir o silêncio dessa casa grande.
Entre todos os medos que eu tenho,
você é a solução
até pros pesadelos
que nós mesmas temos.
A pior faze de um poeta
é descrever a sua mãe
que de tanto que ela é,
não se compara com as letras usadas
dos amores mal resolvidos
ou da aflição da alma.
Parece que eu quero criar
tantas palavras, que nem eu
saberia se entenderia depois.
Poeta escreve a dor,
aí de mim escrever o amor de mãe,
que mesmo quando eu me pego falando que te amo muito
vejo que perto de você
não sei amar.
Mas sei, que um dia,
darei da mesma forma
e na mesma preocupação
pros teus netos!
E essa primavera
é mais uma florida
e mais florida
que todas as outras.
A tua força é a minha
o teu amor é pra mim
e o meu é seu,
pro resto da vida.
são só horas,
mas você ainda teima com a minha idade,
com a minha ida
e com a minha volta.
Eu nada seria
se tua idade fosse tão rápida.
Meu maior medo é pensar em perder teus gritos
e ouvir o silêncio dessa casa grande.
Entre todos os medos que eu tenho,
você é a solução
até pros pesadelos
que nós mesmas temos.
A pior faze de um poeta
é descrever a sua mãe
que de tanto que ela é,
não se compara com as letras usadas
dos amores mal resolvidos
ou da aflição da alma.
Parece que eu quero criar
tantas palavras, que nem eu
saberia se entenderia depois.
Poeta escreve a dor,
aí de mim escrever o amor de mãe,
que mesmo quando eu me pego falando que te amo muito
vejo que perto de você
não sei amar.
Mas sei, que um dia,
darei da mesma forma
e na mesma preocupação
pros teus netos!
E essa primavera
é mais uma florida
e mais florida
que todas as outras.
A tua força é a minha
o teu amor é pra mim
e o meu é seu,
pro resto da vida.
sexta-feira, 29 de junho de 2012
Deus
Folêgo,
que em ver meus olhos
na vazante da minh'alma
chora.
Em dedos pintados por unhas ruídas
antes que,
me tolere carnalmente
me vestiu da armadura que o Espiríto
me deu.
Calei-me por ouvir.
Quanto
que no tranco funcionei,
que na lembrança do meu eu
via as Tuas mãos
sobre o chão
que hei de pisar.
Me concede esta dança?
Que por herença
deixarei aos meus filhos
até a trigésima geração.
Me sucede tua boca
para que meus ouvidos
sejam guiados pelo Teu tom.
Guiai-me por sobre meu pranto
que de recanto não era teu
e hoje
te forneceu
frutos dignos de arrependimento.
Se meu coração pôr roupas
em vergonha,
as tire sutilmente,
pois só tu
sabe
varrer minh'alma
só.
que em ver meus olhos
na vazante da minh'alma
chora.
Em dedos pintados por unhas ruídas
antes que,
me tolere carnalmente
me vestiu da armadura que o Espiríto
me deu.
Calei-me por ouvir.
Quanto
que no tranco funcionei,
que na lembrança do meu eu
via as Tuas mãos
sobre o chão
que hei de pisar.
Me concede esta dança?
Que por herença
deixarei aos meus filhos
até a trigésima geração.
Me sucede tua boca
para que meus ouvidos
sejam guiados pelo Teu tom.
Guiai-me por sobre meu pranto
que de recanto não era teu
e hoje
te forneceu
frutos dignos de arrependimento.
Se meu coração pôr roupas
em vergonha,
as tire sutilmente,
pois só tu
sabe
varrer minh'alma
só.
quinta-feira, 28 de junho de 2012
terça-feira, 26 de junho de 2012
Velho babão com barquinhos de papel na mão
Suas mãos não parecem suas,
mas teu rosto é o meu semblante; foi-se.
- Não esquecerei, mesmo os que afundou, eu vi nascer.
E viu morrer, e a mim me viu
e reviu.
Barcos de diamente afundam
e os de papel demoram pra se desfazer.
Tanto mar, tanto mar,
é preciso navegar.
A história que fomos
e no peito o que restou das melodias do nosso Chico,
o que era uma,
hoje é outra,
então eram duas?
- Aí rosa, tanto em tão pouco, tempo.
Mas pra que tempo
se a gente era a gente
e fomos nossos
nem que por instantes doados?
- É rosa esses barcos navegam em mim, não adianta bombardear.
Eu sou o que a burguesia teme
e você é o leme
pra fazer o barco, navegar.
- É la estão, mais o motor de cada um esta comigo.
Está, apenas, contigo
meu velho babão com barquinhos de papel na mão.
mas teu rosto é o meu semblante; foi-se.
- Não esquecerei, mesmo os que afundou, eu vi nascer.
E viu morrer, e a mim me viu
e reviu.
Barcos de diamente afundam
e os de papel demoram pra se desfazer.
Tanto mar, tanto mar,
é preciso navegar.
A história que fomos
e no peito o que restou das melodias do nosso Chico,
o que era uma,
hoje é outra,
então eram duas?
- Aí rosa, tanto em tão pouco, tempo.
Mas pra que tempo
se a gente era a gente
e fomos nossos
nem que por instantes doados?
- É rosa esses barcos navegam em mim, não adianta bombardear.
Eu sou o que a burguesia teme
e você é o leme
pra fazer o barco, navegar.
- É la estão, mais o motor de cada um esta comigo.
Está, apenas, contigo
meu velho babão com barquinhos de papel na mão.
quarta-feira, 20 de junho de 2012
Poesi-a-goniza
Pra que
se a chuva ainda é a desculpa de ver-me.
Onde o que poderia, era
perder-me,
do desaparecer,
pois depois
recomeço.
Pra que
se a chuva ainda é forte e branda na nossa casa?
Como se a Lua não tivesse a sair
e num empurrão,
foi-se
descabelada a encontrar o céu em chuva.
Pra que
se a chuva ainda atrapalha a nós.
Se a chuva, deveria molhar o que em ti
ainda é seco.
Ainda anda seco?
Ainda na melodia que molharia
teus olhos e não teu peito?
Me negas?
Pra que
se a chuva ainda é que me lembra a ti
é ela a quem me tira teu folego?
Não.
Eis que não quero querer a chuva,
mas quando haverá de passar da minha mente
que em ti só chovia a mim?
Pra que
se a chuva ainda cai na vazante.
Eu que a na espera agonizo,
agonizo
no riso despercebido
de querer pra mim,
um tanto dessa chuva
pra ver se um dia eu temer em não querer-te
assim,
faze-la cair.
se a chuva ainda é a desculpa de ver-me.
Onde o que poderia, era
perder-me,
do desaparecer,
pois depois
recomeço.
Pra que
se a chuva ainda é forte e branda na nossa casa?
Como se a Lua não tivesse a sair
e num empurrão,
foi-se
descabelada a encontrar o céu em chuva.
Pra que
se a chuva ainda atrapalha a nós.
Se a chuva, deveria molhar o que em ti
ainda é seco.
Ainda anda seco?
Ainda na melodia que molharia
teus olhos e não teu peito?
Me negas?
Pra que
se a chuva ainda é que me lembra a ti
é ela a quem me tira teu folego?
Não.
Eis que não quero querer a chuva,
mas quando haverá de passar da minha mente
que em ti só chovia a mim?
Pra que
se a chuva ainda cai na vazante.
Eu que a na espera agonizo,
agonizo
no riso despercebido
de querer pra mim,
um tanto dessa chuva
pra ver se um dia eu temer em não querer-te
assim,
faze-la cair.
segunda-feira, 18 de junho de 2012
Fotografia
E eu que casaria com o cara da fotografia?
Até se a foto fosse meia distorcida,
até se pra mim ele não cantar nenhuma melodia.
Mesmo se a barba ficar branca,
mesmo se tua voz for branda.
Eu me casaria
com o moço de retrato
que poderia me ser um laço
até o fim da vida.
Ai, se casaria!
Casaria até na chuva.
Que coisa seria
eu e ele na padaria,
pra comprar nosso café da manhã.
Ah, se fosse possivel,
me tornaria até invisivel
pra todas as outras cantadas.
Como queria esse moço da fotografia!
Ele parece comigo
mas é tão meu amigo
que temeria
um apse nessa nossa calmaria.
Mas eu até que casaria,
assim sem essa linharia fina.
Mas não falo,
me calo
e me desfaço,
ao ver essa tal fotografia.
Até se a foto fosse meia distorcida,
até se pra mim ele não cantar nenhuma melodia.
Mesmo se a barba ficar branca,
mesmo se tua voz for branda.
Eu me casaria
com o moço de retrato
que poderia me ser um laço
até o fim da vida.
Ai, se casaria!
Casaria até na chuva.
Que coisa seria
eu e ele na padaria,
pra comprar nosso café da manhã.
Ah, se fosse possivel,
me tornaria até invisivel
pra todas as outras cantadas.
Como queria esse moço da fotografia!
Ele parece comigo
mas é tão meu amigo
que temeria
um apse nessa nossa calmaria.
Mas eu até que casaria,
assim sem essa linharia fina.
Mas não falo,
me calo
e me desfaço,
ao ver essa tal fotografia.
sexta-feira, 8 de junho de 2012
Cabelos no rosto
A barba que veste a cara.
A barba que reveste a alma.
Que protege a face
e esconde a boca
prometida para a prometida.
Que veste bem o rosto do homem,
na maturidade
que esbanja com responsábilidade.
Por vezes é só a beleza
que ela tem
que veste,
que atraí e destraí qualquer mulher.
Que arrisca um arrepio sobre os ombros
assim, ganhando devagar o que não é teu.
E quão belo é a face
se não a de um homem?
Prefiro a face coberta
e a boca escondida do prometido
que eu me comprometa a achá-lo.
A barba que reveste a alma.
Que protege a face
e esconde a boca
prometida para a prometida.
Que veste bem o rosto do homem,
na maturidade
que esbanja com responsábilidade.
Por vezes é só a beleza
que ela tem
que veste,
que atraí e destraí qualquer mulher.
Que arrisca um arrepio sobre os ombros
assim, ganhando devagar o que não é teu.
E quão belo é a face
se não a de um homem?
Prefiro a face coberta
e a boca escondida do prometido
que eu me comprometa a achá-lo.
AL-MA
E
então,
meu lamento sucumbiu as comportas donde guardo as águas do
choro.
Por onde,
quase que na vazante,
caí.
Para que no fim,
meu coração
se entregasse ao ramo de flores mais lindo,
e pro manjar mais bem feito.
Mas meus olhos se abrem para as armadilhas dilatas do dia,
que com o tamanho da
chuva,
anda parecendo noite.
Com meus ossos quentes,
eu procuro mais que
um refugio,
e entre mim,
está, permanece.
Tão reluzente quando um raio,
mas tão
doce quanto a chuva das minhas lágrimas nos meus lábios.
São frutos
dignos do meu arrependimento verdadeiro.
São frutos do que eu era,
e
trazem a renovação do que hei de ficar em mim.
Para que na L-U-Z eu seja
e que a trevas me veja
e fuja de mim.
segunda-feira, 4 de junho de 2012
Opções
Se por entre meus fios de cabelo
passam milhares de esperanças curtas e longas.
Por onde eu vim
com o caminho ao redor de pavor.
As lágrimas ocorrem no decorrer da vida
e o folêgo no decorrer da morte.
Cada passo além mostra o adiante,
cada idéia de futuro, mostra que o passado não existe.
Se a guerra de mim mesma, para mim mesma.
Por onde meus braços doem,
por onde andam meus sonhos
que se destroem
e de tão secos, viram inverno.
Tão bonito quanto o céu
mas sem poder tê-lo agora.
Se escrita sou
que seja por amor
Porque para a alma faminta,
todo amargo é doce.
passam milhares de esperanças curtas e longas.
Por onde eu vim
com o caminho ao redor de pavor.
As lágrimas ocorrem no decorrer da vida
e o folêgo no decorrer da morte.
Cada passo além mostra o adiante,
cada idéia de futuro, mostra que o passado não existe.
Se a guerra de mim mesma, para mim mesma.
Por onde meus braços doem,
por onde andam meus sonhos
que se destroem
e de tão secos, viram inverno.
Tão bonito quanto o céu
mas sem poder tê-lo agora.
Se escrita sou
que seja por amor
Porque para a alma faminta,
todo amargo é doce.
Perdoem-me
Por vezes,
acho que minha poesia se perdeu
e está em instante de se achar.
Porém acabo com receio de escreve-la.
Agora jorra de mim apenas amor pelo folego do Criador,
e meu perdão me faz tão leve,
a ponto de não saber se ainda sei escrever como era a dor de não tê-lo.
acho que minha poesia se perdeu
e está em instante de se achar.
Porém acabo com receio de escreve-la.
Agora jorra de mim apenas amor pelo folego do Criador,
e meu perdão me faz tão leve,
a ponto de não saber se ainda sei escrever como era a dor de não tê-lo.
terça-feira, 22 de maio de 2012
Muito tempo
Não te vi mas me contaram de ti.
Não te vi, mas se me contaram, tu estavas ali, no mesmo lado que eu, distante.
Me contaram que te viram, não sei se bem, ou se mal, mas sim vivo.
Te viram em par,
e de par em paz,
quanto mais,
melhor você.
Cantaram tua melodia,
cantaram tua alegria
cantaram tua agonia.
E eu sem saber, apenas tecia
apenas fazia o que nunca fiz.
Não fui atrás,
nem te vi por detrás das pessoas.
Espararia passar, mas demorou um tanto
que meu canto, me chamou mais rápido.
Não digo que não fico, não digo que não sinto,
só digo que me coloquei no lugar que deveria ficar e nunca sair,
a muito tempo.
Não te vi, mas se me contaram, tu estavas ali, no mesmo lado que eu, distante.
Me contaram que te viram, não sei se bem, ou se mal, mas sim vivo.
Te viram em par,
e de par em paz,
quanto mais,
melhor você.
Cantaram tua melodia,
cantaram tua alegria
cantaram tua agonia.
E eu sem saber, apenas tecia
apenas fazia o que nunca fiz.
Não fui atrás,
nem te vi por detrás das pessoas.
Espararia passar, mas demorou um tanto
que meu canto, me chamou mais rápido.
Não digo que não fico, não digo que não sinto,
só digo que me coloquei no lugar que deveria ficar e nunca sair,
a muito tempo.
quarta-feira, 2 de maio de 2012
(.)
Hoje comprara teu conhaque sem tua boca para bebe-lo.
Comprara também o teu pão,
pr'eu virar a tua comida;
em cima da mesa bebi de ti
e lembrara vagamente de mim.
Teu cheiro era maior que o meu,
e teu gosto,
mais doce.
Parecia que eu desaparecia
que a gente se comia com os tais olhos de comer fotografia.
Relia teu corpo
tu reescrevia o meu.
Meu copo vazio,
acompanhado da garrafa também vazia
seguida do meu corpo nu;
porém cheio do meu coração
que de ti,
não se esvazia.
Comprara também o teu pão,
pr'eu virar a tua comida;
em cima da mesa bebi de ti
e lembrara vagamente de mim.
Teu cheiro era maior que o meu,
e teu gosto,
mais doce.
Parecia que eu desaparecia
que a gente se comia com os tais olhos de comer fotografia.
Relia teu corpo
tu reescrevia o meu.
Meu copo vazio,
acompanhado da garrafa também vazia
seguida do meu corpo nu;
porém cheio do meu coração
que de ti,
não se esvazia.
domingo, 22 de abril de 2012
Rosa
Afogo-me no inesperado grito assustado da noite. Meus olhos afundam-se na aurora e meu corpo perde-se nas horas. Raramente o relógio está no meu pulso, que a pulsar vai em desalinho com meu compasso que nunca ritimado aguça meu riso desmarcado.
Pelas ruas da chuva, nas poças onde de meus pés saem rosas acompanhadas de espinhos. Toda cautela em cuidar da flor descabelada que se protege com espinhos mais frágeis que a unha da idosa que a olha. Não adiantaria salvar-se. Os meios seriam inúteis e continuara a mesma.
Aí de mim, olhar-me por dentro num rodeio desses de melancolia em noite serena, em domingo vazio, em tédio completo pra minh'alma deserta. Me vi num barril, desses vazios, onde nem as uvas tomariam conta dos vinhos bons do sertão.
O caminho alucinado parece-me desorientado pela procura imprópria. O rosto visto em traços, marca menos a alma, já que a calma já tomara por veneno, no gosto de morrer seco. Por onde andara o que deixara de esquecer. Parecia um poço, desses que tudo tem, e que faz eco quando alguém vem.
Tudo parece vazio quando cheio, e se cheio a vista parece vazio, quem haverá de preencher se eu por amores morrer?
Pelas ruas da chuva, nas poças onde de meus pés saem rosas acompanhadas de espinhos. Toda cautela em cuidar da flor descabelada que se protege com espinhos mais frágeis que a unha da idosa que a olha. Não adiantaria salvar-se. Os meios seriam inúteis e continuara a mesma.
Aí de mim, olhar-me por dentro num rodeio desses de melancolia em noite serena, em domingo vazio, em tédio completo pra minh'alma deserta. Me vi num barril, desses vazios, onde nem as uvas tomariam conta dos vinhos bons do sertão.
O caminho alucinado parece-me desorientado pela procura imprópria. O rosto visto em traços, marca menos a alma, já que a calma já tomara por veneno, no gosto de morrer seco. Por onde andara o que deixara de esquecer. Parecia um poço, desses que tudo tem, e que faz eco quando alguém vem.
Tudo parece vazio quando cheio, e se cheio a vista parece vazio, quem haverá de preencher se eu por amores morrer?
sábado, 21 de abril de 2012
Cavalo
Onde a bota machuca-me a carne.
Por onde me montam
me viram
me usam.
No desgaste das minhas pernas
quase que me largam
sem sentimento algum.
Me prendem por rodeios
e ainda me dão a ilusória liberdade.
Minh'alma veio pra voar nas terras,
correr por entre os matos
e dormir mais tarde.
Mas hoje se não me colocam a sela,
vão me criando
maltratando
e matando.
E o pior é que não sei fugir do meu dono
e nem ele de mim.
Por onde me montam
me viram
me usam.
No desgaste das minhas pernas
quase que me largam
sem sentimento algum.
Me prendem por rodeios
e ainda me dão a ilusória liberdade.
Minh'alma veio pra voar nas terras,
correr por entre os matos
e dormir mais tarde.
Mas hoje se não me colocam a sela,
vão me criando
maltratando
e matando.
E o pior é que não sei fugir do meu dono
e nem ele de mim.
sexta-feira, 20 de abril de 2012
Sala de Aula
Tu se foi e ela deixara pra me ver.
Morena me olhava,
me fitava
e se enjuriava no meu riso alto
que espantava meu choro da tua ida.
Parecia que ela sabia bem quem eu era
e parecia que tu e ela não era mais...
Os olhos dela me afundavam
borbulhavam
e arrotavam
as dores de me ver.
E ali, eu via a dor dela,
dentro da dor tua
que escorria pra mim.
Morena me olhava,
me fitava
e se enjuriava no meu riso alto
que espantava meu choro da tua ida.
Parecia que ela sabia bem quem eu era
e parecia que tu e ela não era mais...
Os olhos dela me afundavam
borbulhavam
e arrotavam
as dores de me ver.
E ali, eu via a dor dela,
dentro da dor tua
que escorria pra mim.
segunda-feira, 9 de abril de 2012
A mim mesma
Me diz por onde as estrelas brilham se o que brilha nelas é a morte? Por onde as marcas dos meus desenganos foram, e a mim deixaram, para o gosto amargo desse fel que bebo, arruínada e presa a ferro. A frio, a carne viva escreve o nome, que não está escrito em tinta na pele, mas cravado na alma como a dor de quem dá a luz. Alimenta-se. Assim como aos céus, a morte é lúcida. Da mesma forma que a dor também é lúcida e do mesmo jeito que o amor também tem um brilho, e o brilho permanece depois da morte do peito. Segue-se o ciclo. Segue-se o segredo desvendado. Sofre-se com segredo ou sem segredo. Visto ou não visto. Ocorre que, por onde as estrelas brilham, o céu não ofusca teu brilho, mesmo que, depois da morte. Afinal, a idéia da morte é a vida e a idéia da rima é a melodia. Meus receios atuam num congá de teatro cheio, na peça da qual não quero mais fazer parte, porém, eu já fiz todo elenco, sei de cór e saltiado toda a fala, até faria legenda. Sou o quebra-galho do destino que não me perdoa por abandonar teu caminho e me aliar ao teu maior inimigo, que é tão bem conhecido por 'acaso'. Não apego nem a um, muito menos ao outro. O que me pega é a consequência de um ato subito de amor. Me desfaz a forma como o respirar chama teu nome para os meus pulmões e me assola na inquietude da solidão. Pensamento inativo. Ouvia-se que só era triste quem seguia a própria dor. A morte se subjulga feia, a ponto de se vestir em luto por si mesma. Vezes pensei de que a doçura de um encanto te levaria ao paraíso indiscreto das flores que mostrariam tua beleza e seus canibalismos. Toda resposta não me serve, nada me serve quando me procuro. Quando me encontro perdida certamente não me encontro, e tudo que há por mim, me parece e assim me destrói.
Só quem sente a dor, está realmente disposto ao amor.
Só quem sente a dor, está realmente disposto ao amor.
quarta-feira, 4 de abril de 2012
Queria ver tua pele
Embaralhar minha saia longa,
cultivar as coxas das quais se escondem do vento
pra ter calor dos teus beijos.
Minha carne; Tua fisiologia.
O mesmo desejo de quando te toco,
que percorre minha pele a sal
mostra o reflexo do que tu ilumina.
A sombra não vês,
meu nome tu sabes
e o desejo exala.
Beija-o para sentir
entrega-te para receber.
Ao ouvido com a luxúria ao pé da cama,
cultivar as coxas das quais se escondem do vento
pra ter calor dos teus beijos.
Minha carne; Tua fisiologia.
O mesmo desejo de quando te toco,
que percorre minha pele a sal
mostra o reflexo do que tu ilumina.
A sombra não vês,
meu nome tu sabes
e o desejo exala.
Beija-o para sentir
entrega-te para receber.
Ao ouvido com a luxúria ao pé da cama,
o julgar está lá fora e não sabe que estamos aqui dentro.
Num movimento sacana meu corpo embala o teu,
pra que minha carne coma a sua inteira, e arrote-a depois.
Assim a alma em apse são
sente a poesia exilar meu corpo
saciado pelo teu.
terça-feira, 3 de abril de 2012
Quintal
Tudo o que sobra vai pro quintal.
A pá sem vassoura,
o rodo sem cabo
e o pé descalço.
O piso sem cor
o cimento sem odor
e a areia do gato.
Vai também pro ralo
a gordura da panela
a bicicleta sem pneu
e a comida que ninguém comeu.
No quintal vivia eu,
pulando o cabo do rodo,
com chinelo sem par,
de branca virava preta
e nem pensava em ter alguém pra amar.
Tudo o que sobra vai pro quintal da alma,
até a marca da calma
que um dia haverá de voltar.
A pá sem vassoura,
o rodo sem cabo
e o pé descalço.
O piso sem cor
o cimento sem odor
e a areia do gato.
Vai também pro ralo
a gordura da panela
a bicicleta sem pneu
e a comida que ninguém comeu.
No quintal vivia eu,
pulando o cabo do rodo,
com chinelo sem par,
de branca virava preta
e nem pensava em ter alguém pra amar.
Tudo o que sobra vai pro quintal da alma,
até a marca da calma
que um dia haverá de voltar.
domingo, 1 de abril de 2012
Nota II
Por horas a gente até acredita, mas não fala, eu me soaria como se, a preocupação fosse só minha. Olha cá nos meus olhos mansos, olha bem magrelo. Eu sei teu erro, teu defeito, teu olhar, tua presença exposta aos céus. Nada calculável para meus lábios, mas nada diferente da minh'alma. E se fosse só a química até que meus seios seriam suficiente nas tuas mãos. Mas tu cai, e não cai por falta de aviso, cai por gosto teu. Mas levanta, levanta, levante-se. Eu não posso jurar-te que não acontecerá novamente, mas eu me farei presente, pra que tua alma, não tenha só a luxúria da minha carne, mas que tenha a bondade do meu ser.
quarta-feira, 28 de março de 2012
Bem-vindo
De que me vale as terras se o céu me devora?
Do que me vale as rezas se teu peito me ignora?
De que me vale as festas se meu santo não ora?
Do que hei de me fazer as pressas pra que me vejas nascer na aurora?
De que te serviria a resposta se eu não posso lhe dar a honra da certa hora?
Não me atrevo em procurar um trevo.
Foi minha falta de fé ao desviar das escadas que passei por baixo,
que outrora peguei-me em reza pra que o amor venha
e eu nunca mais padeça.
Como num ato descontrolado amaldiçoado
quiçá andei pelas ruas sem olhar os espelhos quebrados,
que por um acaso, podem vir a estar nos meus pés
onde fincados machucam mais meu azar.
A alma da tempestade,
e num ato de um colapso atual
minha mente em corrente acha que achou o tal.
Não sei responder minhas entranhas,
que me gritam ao sossego por paz de Deus.
Eu não me peço desculpas
eu me apronto novamente pra mais um erro
pra mais um riso
e pra mais um choro.
Do que me vale as rezas se teu peito me ignora?
De que me vale as festas se meu santo não ora?
Do que hei de me fazer as pressas pra que me vejas nascer na aurora?
De que te serviria a resposta se eu não posso lhe dar a honra da certa hora?
Não me atrevo em procurar um trevo.
Foi minha falta de fé ao desviar das escadas que passei por baixo,
que outrora peguei-me em reza pra que o amor venha
e eu nunca mais padeça.
Como num ato descontrolado amaldiçoado
quiçá andei pelas ruas sem olhar os espelhos quebrados,
que por um acaso, podem vir a estar nos meus pés
onde fincados machucam mais meu azar.
A alma da tempestade,
e num ato de um colapso atual
minha mente em corrente acha que achou o tal.
Não sei responder minhas entranhas,
que me gritam ao sossego por paz de Deus.
Eu não me peço desculpas
eu me apronto novamente pra mais um erro
pra mais um riso
e pra mais um choro.
terça-feira, 27 de março de 2012
Atualmente
Exaustão bate por entre as minhas entranhas,
por onde deveriam sair as horas das quais me esqueci de ver o relógio em horas iguais.
O mito na realidade inaugurada por um erro,
na consequência de um ato químico
de um coração levado a vitória
apto a ser devorado num ato corrompido sobre tua cama.
O mesmo colchão
onde revirava-mos na hipocresia do egoísmo,
só pensamos em nós dois e em nosso gemido.
A casa vazia aproximava teu manto
teu mando
tuas lágrimas.
Minha alergia por entre teus espirros,
por entre a idéia de exatidão, eu te quis.
Eu te quis querer pros teus olhos mansos deitar sobre os meus
e uma via láctea apagar-se pra ver
a gente passar.
por onde deveriam sair as horas das quais me esqueci de ver o relógio em horas iguais.
O mito na realidade inaugurada por um erro,
na consequência de um ato químico
de um coração levado a vitória
apto a ser devorado num ato corrompido sobre tua cama.
O mesmo colchão
onde revirava-mos na hipocresia do egoísmo,
só pensamos em nós dois e em nosso gemido.
A casa vazia aproximava teu manto
teu mando
tuas lágrimas.
Minha alergia por entre teus espirros,
por entre a idéia de exatidão, eu te quis.
Eu te quis querer pros teus olhos mansos deitar sobre os meus
e uma via láctea apagar-se pra ver
a gente passar.
quarta-feira, 21 de março de 2012
Nota I
Por entre as pernas nuas da rua. Onde passavam nos pontos os ônibus. Eu lhe procurava, saia, noite e dia, atrás da sua fisionomia. Procurava por entre os rostos que via, a barba que te cobria, o chapéu que te protegia, e os olhos dos quais eu queria. Procurava por entre as salas, esquinas, avenidas. Procurava tua mocidade perdida e meu amor partido. Procurava por entre meus olhos, mas no fundo eu sabia, que eu só te teria por perto, se tua calmaria estivesse cravada na minha.
Alegrim
Por onde batem as telhas
e semeia os nós (dois)
por onde soam as veias
fartas de pós (pois:)...
Como querer o liquido da manhã
sem passar-te pela solidão da madrugada
onde só a tv fica ligada
e a alma amarrotada
se enlaça na dor feito lã?
Os olhos partidos
que rodam junto com o disco
na vitrola
cheia de riscos
que não funciona mais, iá iá.
Quando espera-se no anseio
desejam suas mãos
por onde a que queda dos meus seios
escorregam para o coração.
Afundo-me
Afundo-te
Afundai-nos
em nós, para que a noite pareça manhã
e para que a-manhã nunca vire noite.
e semeia os nós (dois)
por onde soam as veias
fartas de pós (pois:)...
Como querer o liquido da manhã
sem passar-te pela solidão da madrugada
onde só a tv fica ligada
e a alma amarrotada
se enlaça na dor feito lã?
Os olhos partidos
que rodam junto com o disco
na vitrola
cheia de riscos
que não funciona mais, iá iá.
Quando espera-se no anseio
desejam suas mãos
por onde a que queda dos meus seios
escorregam para o coração.
Afundo-me
Afundo-te
Afundai-nos
em nós, para que a noite pareça manhã
e para que a-manhã nunca vire noite.
sábado, 17 de março de 2012
Teu conhaque
Sentado perante a mesa,
da qual na cadeira pendurava tua alma
pra ser varrida com calma
por entre minhas mãos.
O pedido
ao ouvido do bandido
que te serviria
melhor do que eu.
Teu conhaque no copo; na mesa.
Teu conhaque por entre os teus lábios.
Teu conhaque por tua saliva que dádiva guardara na boca
por décadas.
Teu conhaque pelo teu gosto.
Teu conhaque que rasga o peito
e desce
e desce
devagar por entre o corpo.
Teu conhaque na alma, que alucinada, alucina-se no amor.
Teu conhaque não mais na mesa,
nem nas mãos.
Deixara apenas a marca do copo,
e levara até a alma.
Porém, esqueceu de me levar, também,
quiçá me esqueceu propositalmente
pra depois vir buscar outro copo.
da qual na cadeira pendurava tua alma
pra ser varrida com calma
por entre minhas mãos.
O pedido
ao ouvido do bandido
que te serviria
melhor do que eu.
Teu conhaque no copo; na mesa.
Teu conhaque por entre os teus lábios.
Teu conhaque por tua saliva que dádiva guardara na boca
por décadas.
Teu conhaque pelo teu gosto.
Teu conhaque que rasga o peito
e desce
e desce
devagar por entre o corpo.
Teu conhaque na alma, que alucinada, alucina-se no amor.
Teu conhaque não mais na mesa,
nem nas mãos.
Deixara apenas a marca do copo,
e levara até a alma.
Porém, esqueceu de me levar, também,
quiçá me esqueceu propositalmente
pra depois vir buscar outro copo.
quarta-feira, 14 de março de 2012
Melodia
A seco os olhos molham os meus seios.
Por onde a pele de sal
que se lambe por entre as pernas
tem um gosto quente.
Por entre as manhãs das quais meus olhos acordam verdes,
quando pega-se as cinzas do ar
e se fecha preto por entre a madrugada.
O que devia ser um vômito hoje é retido para o estomago faminto.
A melancolia da alvorada não está em dia,
por entre meus dedos que escorrem a droga que carrego.
Ombros pesados não garantem a rima
que nem os passos ritimados são, seriam.
Calei-me
Deitei-me
Perdi-me.
Por onde a morte é que é a vida,
o caos é o silêncio, que restristo te assusta e asola na solidão da felicidade.
Amanheceu, e meus olhos mal fecharam.
A mutação de mudança é na cama,
nas células da pele,
onde me deixam mais velha,
onde deixam teu rosto mais limpo
e o meu mais marcado.
Queria ter a essência de purificação de parágrafos por entre as linhas de expressões
do meu rosto sofrido de noites em vão.
Pelas ervas finas do meu pulmão,
que soltam,
me caluniando de esfera, me fazendo inteira
quebrada, até por entre as pernas que você amou dia desses.
Eu achei que tava achando
e por fim, minha mira que mosqueando
achou mais um buraco
pra cair.
Por onde a pele de sal
que se lambe por entre as pernas
tem um gosto quente.
Por entre as manhãs das quais meus olhos acordam verdes,
quando pega-se as cinzas do ar
e se fecha preto por entre a madrugada.
O que devia ser um vômito hoje é retido para o estomago faminto.
A melancolia da alvorada não está em dia,
por entre meus dedos que escorrem a droga que carrego.
Ombros pesados não garantem a rima
que nem os passos ritimados são, seriam.
Calei-me
Deitei-me
Perdi-me.
Por onde a morte é que é a vida,
o caos é o silêncio, que restristo te assusta e asola na solidão da felicidade.
Amanheceu, e meus olhos mal fecharam.
A mutação de mudança é na cama,
nas células da pele,
onde me deixam mais velha,
onde deixam teu rosto mais limpo
e o meu mais marcado.
Queria ter a essência de purificação de parágrafos por entre as linhas de expressões
do meu rosto sofrido de noites em vão.
Pelas ervas finas do meu pulmão,
que soltam,
me caluniando de esfera, me fazendo inteira
quebrada, até por entre as pernas que você amou dia desses.
Eu achei que tava achando
e por fim, minha mira que mosqueando
achou mais um buraco
pra cair.
Aparece
Branda a manhã acorda por entre as tardes.
Faria um nó por entre o edredon
até alcançar o telefone celular por onde chegam
chegam a mim as calunias do mundo.
Onde entra a calmaria, no caos.
Parece até homem meu de tanto bom dia que desperta.
Acordaria do meu lado
se, eu, não tomasse toda a cama;
se, ai se você ficasse.
Ai.
Faria um nó por entre o edredon
até alcançar o telefone celular por onde chegam
chegam a mim as calunias do mundo.
Onde entra a calmaria, no caos.
Parece até homem meu de tanto bom dia que desperta.
Acordaria do meu lado
se, eu, não tomasse toda a cama;
se, ai se você ficasse.
Ai.
sexta-feira, 9 de março de 2012
Alfabeto
Eu queria ter o verdadeiro dom de escrever. O sentido puro dos parágrafos. A qualidade acentuada dos acentos, pra que, a moldura possa se encubir da bagagem das letras formadas pelo primário. Redondas e gordas falam da escrita. As letras são muito bonitas para que a dor as possua tanto. Minh'alma haveria de abrir caminhos, para que, entre as tais silábas serem separadas, todo meu grito as junte novamente. Piro entre os afazeres, entre as regras no que é belo por si. Usam-as da forma errada nas leis do mundo. Por vezes falam sem que elas queiram ser ditas, e se, ditas rápidamente, a língua prende. Afinal, como hei de apressar a calmaria? Se a renda da poesia se borda de agonia, o que as palavras hão de ser soltas se juntas completam-se para um atalho rápido para o que deve ser dito? O que te prende a atenção do amor sem que sejam regadas e podadas cautelosamente? Nela expressa o riso, o choro, a calmaria; o caos do abandono, a dor da morte, a felicidade da vida. Nela escreve o desenho do teu rosto, teu corpo, teus pés e ombros. Se teus olhos soam palavras sofridas, que saem em gotas sucumbidas de explosões no peito. Se as palavras escorregam do rosto, caem ao peito, nos seios da mulher de respeito. A quem se definiria mudo? Se por vezes são faca de dois gumes no risco da vida que te corta a fita do pulmão, do pulso em fé, da que junto ao coração cortou-se e escorregou por entre os pés. Meu desejo em vomitá-las, meu receio em não deixá-las puras, nem dóceis, quando chegam aos meus ouvidos. Quando me fazem suja, e de crueldade teimo em colocá-las de castigo pra que exploda em mim um parto, para que, onde ando elas saem. Por onde grito, elas caem do peito, escorregam, procuram outra vitima, e abocanham. Entre elas, as dificeis idéias de abandoná-las; mas como, se amante da tua rima sou eu? Nunca hei de me deixar acabar por entre tuas rugas de velhas, nem pelas tais mudanças ortográficas. Ai meu português amável, meu inglês meu falado, o francês em melodia. Minhas letras compõem minha vida, compõem minha morte, e só elas que se vão comigo, até o caixão.
quinta-feira, 8 de março de 2012
Magrelo
Minhas pernas nas tuas mãos
que domam meu prazer
como uma pluma no colo de um alérgico.
Os olhos dele me comiam
viravam-me
batiam-me
acarinhavam-me;
minha pele que em extase gemia
até minh'alma.
Meus lábios estão com sede
da tua saliva.
Meu corpo queria domar o teu
feito um leão faminto
numa cova.
Dominar-te por inteiro
pros prazeres da carne.
Degustava-te
tu lambusava-se.
Queimei os dedos tocados por onde meu corpo enlaçou o teu.
Arde teus olhos a procura dos meus.
A distância da implicância da ida
era a mera lembrança
do desejo da cama na sua vinda.
Te quero, inteiro.
que domam meu prazer
como uma pluma no colo de um alérgico.
Os olhos dele me comiam
viravam-me
batiam-me
acarinhavam-me;
minha pele que em extase gemia
até minh'alma.
Meus lábios estão com sede
da tua saliva.
Meu corpo queria domar o teu
feito um leão faminto
numa cova.
Dominar-te por inteiro
pros prazeres da carne.
Degustava-te
tu lambusava-se.
Queimei os dedos tocados por onde meu corpo enlaçou o teu.
Arde teus olhos a procura dos meus.
A distância da implicância da ida
era a mera lembrança
do desejo da cama na sua vinda.
Te quero, inteiro.
quarta-feira, 7 de março de 2012
Felicidade
Riso intercalado na agonia. Nunca viria o toque de sua solidão felicidade. Numa noite via-se tão só por entre meus aposentos, e de canto, batia por entre as colunas. Eu escutara tua melodia branda. Minha mentira afunda por entre suas entranhas, e te pari mansa sobre a imensidão do meu labirinto incondicionalmente claro. Felicidade. Tu clareou a brisa forte do sol, e su'alma enlaçou sobre meus seios. Parecia em mim, para que comigo vivesse e moresse depois de décadas devorando minha pele, comendo minha carne, e alimentando meu espirito. Ai. Dói ver quando tu apagas a luz que eu via da minha janela, mas tu me acalma em suas mãos no leito da noite. Felicidade. Teu coração compativel ao do mundo, e escolheria minha cama bagunçada, que nada confortável prum casal, mas a gente sempre se ajeita, tu dorme sobre meus ombros e pousa na minha cabeça a tranquilidade de meu coração. Tudo sorri, até os moldes do meu corpo se formam sobre as dobras dos braços. Ambos riem docemente por tê-la. Mas no fundo, quem me possui é tu minha bela felicidade. Que vem e que parte, e que me deixa sempre a tua espera.
segunda-feira, 5 de março de 2012
Lcs Drd
Quiçá tu és a obra prima dos meus cantos.
Su'alma vinde a mim num cheiro de alegrim,
sobre minhas mãos lunáticas que te tocam por entre o que nos afasta.
O choro que se bate em madeira,
prego que perfura e finca
não se tira.
As letras compostas compõem a imensidão,
dessas jorram o sangue que contudo
nos torna esse imenso adjetivo.
Sem regras de capacidade
com a função de olhares perdidos onde nos partem em dois.
Lamentou a calmaria que escorregou por nós um-dois.
Sendo-me transmitida por radioatividade para teus ouvidos
que ouvem tão pouco meus gritos de susto
por entre os barulhos que tu não fizera de noite.
Reguem-nos!
Nua sou eu sem tuas mãos a cobrir minhas vergonhas
que hoje expostas me causam medo.
Completa seria eu, se tu és minha metade me causando inteira,
pra que no fim do teu corpo, comece o meu.
Su'alma vinde a mim num cheiro de alegrim,
sobre minhas mãos lunáticas que te tocam por entre o que nos afasta.
O choro que se bate em madeira,
prego que perfura e finca
não se tira.
As letras compostas compõem a imensidão,
dessas jorram o sangue que contudo
nos torna esse imenso adjetivo.
Sem regras de capacidade
com a função de olhares perdidos onde nos partem em dois.
Lamentou a calmaria que escorregou por nós um-dois.
Sendo-me transmitida por radioatividade para teus ouvidos
que ouvem tão pouco meus gritos de susto
por entre os barulhos que tu não fizera de noite.
Reguem-nos!
Nua sou eu sem tuas mãos a cobrir minhas vergonhas
que hoje expostas me causam medo.
Completa seria eu, se tu és minha metade me causando inteira,
pra que no fim do teu corpo, comece o meu.
Modesto ato desatado
Sobre teus cabelos que perdi
a vista bambeia a procura do meu cigarro que apagado se faz fumaça.
Parece que não o vi
e me saquiava inteira entre os tragos.
Puxava meu amor e arrotava minhas calúnias que gritei pra guardar.
Sobre a janela
o vento batia, me apagava e me trazia.
Via-me na dança do peito partido
da faca de dois gumes dividindo minha dor
e aumentando meu sabor de mágoa.
Fora do peito, estava nua,
estava exposta a bactérias d'uma maca de hospital.
Mas tudo em mim devorava.
Não haverá de terminar, pois nesse caso terminaria meu caos de amar.
a vista bambeia a procura do meu cigarro que apagado se faz fumaça.
Parece que não o vi
e me saquiava inteira entre os tragos.
Puxava meu amor e arrotava minhas calúnias que gritei pra guardar.
Sobre a janela
o vento batia, me apagava e me trazia.
Via-me na dança do peito partido
da faca de dois gumes dividindo minha dor
e aumentando meu sabor de mágoa.
Fora do peito, estava nua,
estava exposta a bactérias d'uma maca de hospital.
Mas tudo em mim devorava.
Não haverá de terminar, pois nesse caso terminaria meu caos de amar.
sábado, 3 de março de 2012
Face Branca Branda
Nua
a Lua
atua
na calunia
do céus.
Impõe
compõe
tua luz.
Coitada
da amada
que nem luz própria tem.
Lembrada
calada
não é de ninguém.
Queria
moradia
no peito de um astro.
Fervia
pelo dia
no espaço.
Serena
e pequena
seria grande.
Cortei minhas mãos ao vê-la,
sem buscá-la nessa escuridão
eu alegraria teu rosto triste
e ela me faria a imensidão.
a Lua
atua
na calunia
do céus.
Impõe
compõe
tua luz.
Coitada
da amada
que nem luz própria tem.
Lembrada
calada
não é de ninguém.
Queria
moradia
no peito de um astro.
Fervia
pelo dia
no espaço.
Serena
e pequena
seria grande.
Cortei minhas mãos ao vê-la,
sem buscá-la nessa escuridão
eu alegraria teu rosto triste
e ela me faria a imensidão.
terça-feira, 28 de fevereiro de 2012
Proibição de amor(ar)
Quanto ao amor que pariu minhas pernas e me deixou nua, na alma.
Morrerá em mim o desejo de tuas mãos
que deviam percorrer meus ombros quietos,
e sem fazer barulho, eu gritaria a dor de amá-lo.
A calmaria no silêncio passa em meu portão, venta, e some entre o fim da rua.
Doce ilusão de passos incertos na minha calçada,
quem havia de ser se não o carteiro? Nem ele vem.
Ao fundo meus braços cansados;
teus cabelos do rosto atraem meu cheiro.
No fundo da minh'alma eu assumo
que os gritos eram de amor e que o susto era cautelosamente
arruinador.
Não te queria querer ter.
Morrerá em mim o desejo de tuas mãos
que deviam percorrer meus ombros quietos,
e sem fazer barulho, eu gritaria a dor de amá-lo.
A calmaria no silêncio passa em meu portão, venta, e some entre o fim da rua.
Doce ilusão de passos incertos na minha calçada,
quem havia de ser se não o carteiro? Nem ele vem.
Ao fundo meus braços cansados;
teus cabelos do rosto atraem meu cheiro.
No fundo da minh'alma eu assumo
que os gritos eram de amor e que o susto era cautelosamente
arruinador.
Não te queria querer ter.
quinta-feira, 23 de fevereiro de 2012
A renda de sinhá
A renda emoldurada sobre joelhos bambos.
Com o silueta de cintura alta,
onde os olhos fundos de ambos
viam da ribalta
teus comandos.
Mulher de olhos fundos,
cautelosamente saquiados
para o vagabundo imundo
se sentir saciado.
Desejara esse joelho rendado
para que o amor que tenha te dado
nunca fique amarrotado
sobre teus olhos que me veem de lado.
Mal vi que a renda posta no joelhos era minha
e que a cantiga era a dor
e que eu como sinhá
morria de amor.
Com o silueta de cintura alta,
onde os olhos fundos de ambos
viam da ribalta
teus comandos.
Mulher de olhos fundos,
cautelosamente saquiados
para o vagabundo imundo
se sentir saciado.
Desejara esse joelho rendado
para que o amor que tenha te dado
nunca fique amarrotado
sobre teus olhos que me veem de lado.
Mal vi que a renda posta no joelhos era minha
e que a cantiga era a dor
e que eu como sinhá
morria de amor.
Seria Maria?
Depende dos olhos de quem quer devorar.
Mentira
do amor
que em ira
transforma a dor
em calmaria
pras almas
em cantoria
onde a esquina
da padaria
se vende
a agonia
de estar
em armonia
onde o conselho
bebia
para que venha
a alegria
e com o par
em dia
que de tão longe
via.
Via a cura chegar pro sossego da verdade que de esperta quase foi, quando quis se contar.
Mentira
do amor
que em ira
transforma a dor
em calmaria
pras almas
em cantoria
onde a esquina
da padaria
se vende
a agonia
de estar
em armonia
onde o conselho
bebia
para que venha
a alegria
e com o par
em dia
que de tão longe
via.
Via a cura chegar pro sossego da verdade que de esperta quase foi, quando quis se contar.
quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012
Vômito
- Isso não deveria estar aqui.
Sinceramente; desculpe o que poderá jorrar dos meus dedos adiante. Somos porcos na lama da esperança que nos traga devagar até os olhos vistos como se fossem nossos. O amor dói. A solidão parece uma dança atraente mas não arrisco a entrar sobre teu som brando. Digo que um dia, tu agonizará de riso até tua alma sombria se despedaçar, porém, do mesmo modo que te gruda o coração depois da melancolia dolorida, todo o resto pode grudar. Saiba pois que barcos com casco de diamante não flutuam; em instantes a vida é longa, e a gente se deixa no sofá a espera de uma noticia, que raramente chega. O esforço da tua atenção, não mede a descriminação que pode receber para com quem estás a procura. A esperança é a lama, e o caos é o silêncio; pois o tal, te invade onde nunca chegaria a tal ideia: de que a culpa é tua - eu me lembro de pedir desculpas para o que poderia jorrar dos meus dedos, estou desculpada e longe do limite - exato, a culpa é tua, é nossa. Nos colocamos tanto a disposição, que por mais que sejamos doces, viramos amargos. Raramente as pessoas andam dispostas a se doar. E eu vou querendo ser entregue, me jogando entre as confusões da memória e do peito que pessoas juram gostar, mas jogam pra fora para que o lixeiro pegue e leve ao caminhão, jogando-o, sabendo que poderia quebrar. Dolorosamente a gente afunda o ego e grita o peito, nos rasgamos por dentro a espera. Agonia que não passa. Eu desisto.
Sinceramente; desculpe o que poderá jorrar dos meus dedos adiante. Somos porcos na lama da esperança que nos traga devagar até os olhos vistos como se fossem nossos. O amor dói. A solidão parece uma dança atraente mas não arrisco a entrar sobre teu som brando. Digo que um dia, tu agonizará de riso até tua alma sombria se despedaçar, porém, do mesmo modo que te gruda o coração depois da melancolia dolorida, todo o resto pode grudar. Saiba pois que barcos com casco de diamante não flutuam; em instantes a vida é longa, e a gente se deixa no sofá a espera de uma noticia, que raramente chega. O esforço da tua atenção, não mede a descriminação que pode receber para com quem estás a procura. A esperança é a lama, e o caos é o silêncio; pois o tal, te invade onde nunca chegaria a tal ideia: de que a culpa é tua - eu me lembro de pedir desculpas para o que poderia jorrar dos meus dedos, estou desculpada e longe do limite - exato, a culpa é tua, é nossa. Nos colocamos tanto a disposição, que por mais que sejamos doces, viramos amargos. Raramente as pessoas andam dispostas a se doar. E eu vou querendo ser entregue, me jogando entre as confusões da memória e do peito que pessoas juram gostar, mas jogam pra fora para que o lixeiro pegue e leve ao caminhão, jogando-o, sabendo que poderia quebrar. Dolorosamente a gente afunda o ego e grita o peito, nos rasgamos por dentro a espera. Agonia que não passa. Eu desisto.
terça-feira, 21 de fevereiro de 2012
Foram dois rios que passaram na minha vida
O carro na avenida,
o pandeiro que grita na dor de um batuque cautelosamente ritimado.
Eu era verde e rosa,
eu era azul e branco.
O silêncio da bateria
no samba da mulata entre as penas do corpo
que quase nu, não me encantava,
eu via a serpentina num ataque descontrolado da rede de tv.
Eu via ontem minha portela,
eu vi hoje minha mangueira.
Meu coração dividido entre dois amores que disputam a melancolia do grito de vitória.
A festa não compara o swing,
o povo brasileiro que cai no carnaval até se de cama.
Tu samba, chora, pinta a avenida
que grita o samba na garganta.
Eu sou samba, a voz do morro!
o pandeiro que grita na dor de um batuque cautelosamente ritimado.
Eu era verde e rosa,
eu era azul e branco.
O silêncio da bateria
no samba da mulata entre as penas do corpo
que quase nu, não me encantava,
eu via a serpentina num ataque descontrolado da rede de tv.
Eu via ontem minha portela,
eu vi hoje minha mangueira.
Meu coração dividido entre dois amores que disputam a melancolia do grito de vitória.
A festa não compara o swing,
o povo brasileiro que cai no carnaval até se de cama.
Tu samba, chora, pinta a avenida
que grita o samba na garganta.
Eu sou samba, a voz do morro!
domingo, 19 de fevereiro de 2012
Escrito;
A quem diria a morte?
insana conserta a vida sem cautela, e embaraça o laço engordurado do apego, que só no seu leito, se transpassa.
A quem então dirá a vida?
que por inveja se faz doída; se atraca na solidão de amores esquecidos. E ainda se considera dádiva?
Sejamos mortos para a vida; porém vivos para o AMOR.
insana conserta a vida sem cautela, e embaraça o laço engordurado do apego, que só no seu leito, se transpassa.
A quem então dirá a vida?
que por inveja se faz doída; se atraca na solidão de amores esquecidos. E ainda se considera dádiva?
Sejamos mortos para a vida; porém vivos para o AMOR.
quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012
Amor de cantiga
Dói.
Descreve-se a entrada triunfal de peito aberto,
logo faltara ar, e caira no chão.
Cautelosamente a rainha te levantaria e cuidaria de arrumar um lenço para as lágrimas
que não passaram dos olhos.
Como plebeia meu lugar é na platéia,
na platéia do choro sucumbido de agonia,
faço parte de onde as mãos soam frio e o corpo desmancha a mancha que teu toque fez.
Aterrorizante me coloquei no meu duro lugar.
A sala era vazia, se lotada, eu não via ninguém a não ser o rei acompanhado de sua rainha,
o moço vestido de azul sem aliança,
e a mim.
Alguns olhos raspavam;
o rei me filmava, me fitava, agonizava e sorria. Eu cautelosamente respondia seu disfarce.
Minh'alma agonizava,
meu grito era mudo,
meu lábio era seco.
Dá-me de beber.
Faz-me como platéia, mas se mantenha sentada nela, como um ano atrás.
Fale do mal hálito do povo e eu te darei uma bala.
Traga-me as acrobacias, as dividas
os sonhos de menino.
Plebeias preferem amar os bichos;
tua arrogância te fez um.
Ó meu rei, olha meus olhos sofridos
e minhas mãos quebradas! Olha o que fizestes depois
de partires com meu amor puro,
com a minha cantiga de amor!
Me olha fundo e me diz que eu não sou nada que você ame,
flagele-me
e que se dane.
No seu sonho, eu tenho culpa.
Descreve-se a entrada triunfal de peito aberto,
logo faltara ar, e caira no chão.
Cautelosamente a rainha te levantaria e cuidaria de arrumar um lenço para as lágrimas
que não passaram dos olhos.
Como plebeia meu lugar é na platéia,
na platéia do choro sucumbido de agonia,
faço parte de onde as mãos soam frio e o corpo desmancha a mancha que teu toque fez.
Aterrorizante me coloquei no meu duro lugar.
A sala era vazia, se lotada, eu não via ninguém a não ser o rei acompanhado de sua rainha,
o moço vestido de azul sem aliança,
e a mim.
Alguns olhos raspavam;
o rei me filmava, me fitava, agonizava e sorria. Eu cautelosamente respondia seu disfarce.
Minh'alma agonizava,
meu grito era mudo,
meu lábio era seco.
Dá-me de beber.
Faz-me como platéia, mas se mantenha sentada nela, como um ano atrás.
Fale do mal hálito do povo e eu te darei uma bala.
Traga-me as acrobacias, as dividas
os sonhos de menino.
Plebeias preferem amar os bichos;
tua arrogância te fez um.
Ó meu rei, olha meus olhos sofridos
e minhas mãos quebradas! Olha o que fizestes depois
de partires com meu amor puro,
com a minha cantiga de amor!
Me olha fundo e me diz que eu não sou nada que você ame,
flagele-me
e que se dane.
No seu sonho, eu tenho culpa.
Consequência
Quanto aos olhos,
fitam minha cara amassada
e afundam minh'alma no desespero.
Eu tive.
Tive.
Por segundos era meu.
As lamentações de Sócrates
que minha cabeça confunde.
Só penso em gritar-te,
devorar-te os pelos
e depois te arrotar por inteiro.
Volto ao carro,
aos olhos,
aos lábios,
ao gosto amargo que agora
sinto
como se fosse a consequência da morte.
Que morram todos;
que morram até os que eu amei
e você, que eu amo.
fitam minha cara amassada
e afundam minh'alma no desespero.
Eu tive.
Tive.
Por segundos era meu.
As lamentações de Sócrates
que minha cabeça confunde.
Só penso em gritar-te,
devorar-te os pelos
e depois te arrotar por inteiro.
Volto ao carro,
aos olhos,
aos lábios,
ao gosto amargo que agora
sinto
como se fosse a consequência da morte.
Que morram todos;
que morram até os que eu amei
e você, que eu amo.
segunda-feira, 13 de fevereiro de 2012
rr
Na cama.
Abala teu eu disposto,
Te rasga e te queima.
Te viras para melhor posição e para o conforto.
Teu gemido exprimido, faz delirio ao ouvido.
Ai, quem te escuta, perde a calmaria e se entrega ao extase de estar presente.
Meu maior inimigo na cama.
Irritantemente irritador, ronco.
Abala teu eu disposto,
Te rasga e te queima.
Te viras para melhor posição e para o conforto.
Teu gemido exprimido, faz delirio ao ouvido.
Ai, quem te escuta, perde a calmaria e se entrega ao extase de estar presente.
Meu maior inimigo na cama.
Irritantemente irritador, ronco.
sábado, 11 de fevereiro de 2012
--
Nas melancolias em que a moradia aparece
a felicidade transpassa o ar de nuvem preta.
Cautelosamente o entrelaçamento de um rei para uma plebéia.
Os olhos nunca olham as batidas da afinidade,
onde a parte dos porquês assume a calmaria. Atoladamente
um riso frouxo.
Embora o cansaço chegue a pele,
a impermeabilidade alucina o amor das pernas.
Todas as salivas nas costas,
os pelos do rosto. Como um leão amando sua presa
que logo em seguida abocanha de devora o corpo inteiro.
Lança para dentro,
e enquanto degusta sente mais fome
mais vontade.
A ordem do amor, não assume o peso da dor, nunca.
a felicidade transpassa o ar de nuvem preta.
Cautelosamente o entrelaçamento de um rei para uma plebéia.
Os olhos nunca olham as batidas da afinidade,
onde a parte dos porquês assume a calmaria. Atoladamente
um riso frouxo.
Embora o cansaço chegue a pele,
a impermeabilidade alucina o amor das pernas.
Todas as salivas nas costas,
os pelos do rosto. Como um leão amando sua presa
que logo em seguida abocanha de devora o corpo inteiro.
Lança para dentro,
e enquanto degusta sente mais fome
mais vontade.
A ordem do amor, não assume o peso da dor, nunca.
segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012
Paletó
Me deixem nas mãos dos homens.
Como se já fossemos amantes,
perdendo meu tempo em ser mulher nas dores do meu corpo.
Perdendo meu corpo nas mãos firmes e na boca calada de palavras.
A voz da alma negra,
as dores nas pernas.
Meus cabelos curtos visam o par
vagabundo como deve ser.
A violência dos olhos que arrancam meu peito
me colocam nua
e entre o sal da pele atracam apenas a alma.
Fundo.
Sacode os lares que mudam da forma como as juras se vão.
Tomo cuidado
e caio no canto de ossanha,
na lábia doce,
e no samba mal feito.
A verdade é que sou louca por eles,
sou louca por doma-los pelos olhos e fincar-lhes as unhas.
Apenas amei primeiro o amor.
Entre as barbas,
os pelos,
os vãos,
os vermelhos do céu.
Meus olhos vestem sangue.
E mesmo com o cuidado
sou entregue ao vagabundo coração.
Larguem-me na mão dos homens preu ter na minha frente o que minh'alma sempre quisera.
Como se já fossemos amantes,
perdendo meu tempo em ser mulher nas dores do meu corpo.
Perdendo meu corpo nas mãos firmes e na boca calada de palavras.
A voz da alma negra,
as dores nas pernas.
Meus cabelos curtos visam o par
vagabundo como deve ser.
A violência dos olhos que arrancam meu peito
me colocam nua
e entre o sal da pele atracam apenas a alma.
Fundo.
Sacode os lares que mudam da forma como as juras se vão.
Tomo cuidado
e caio no canto de ossanha,
na lábia doce,
e no samba mal feito.
A verdade é que sou louca por eles,
sou louca por doma-los pelos olhos e fincar-lhes as unhas.
Apenas amei primeiro o amor.
Entre as barbas,
os pelos,
os vãos,
os vermelhos do céu.
Meus olhos vestem sangue.
E mesmo com o cuidado
sou entregue ao vagabundo coração.
Larguem-me na mão dos homens preu ter na minha frente o que minh'alma sempre quisera.
quarta-feira, 1 de fevereiro de 2012
Peito
Como a dor que sangra.
Alucinadamente o entrelaçamento me condena a morte por juras de amor.
Como se em tuas mãos,
eu fosse uma puta de olhos abertos e perdidos. Como se chegasse feito um Zeppelin,
só que sendo um bicho.
Da forma como me atraí
condena o teu veneno de morte,
deita no meu caos e afunda teu amor sobre meu peito riscado a ferro.
Na imensidão das calmarias,
tu afundara a nós mesmos na beleza do cinza,
me mostrando tuas riscas vermelhas nas costas. Me mostra a tua dor,
e eu molho cada pedaço dela na minha saliva afim de que arda e cure.
Cortono tuas pupilas para que pressinta
meus cílios atravessarem teus olhos fundos,
e ao fundo me dê em sangue teu peito, como fizera com o meu.
Arruinou meu rastro e me fizera tua,
com o contorno dos teus olhos e no repouso do teu corpo.
Desejo-te para que deguste-me com água na boca,
com a pele,
com a carne,
com a alma,
com o coração.
Que teus olhos tirem fotos cerebrais de quando ver minh'alma aberta ao teu toque.
Quanto aos nossos pés,
ao teu manto,
ao meu cabelo,
que sejamos um nó.
Saiba pois que nenhum laço pode ser tão bonito quanto um nó bem firme.
Alucinadamente o entrelaçamento me condena a morte por juras de amor.
Como se em tuas mãos,
eu fosse uma puta de olhos abertos e perdidos. Como se chegasse feito um Zeppelin,
só que sendo um bicho.
Da forma como me atraí
condena o teu veneno de morte,
deita no meu caos e afunda teu amor sobre meu peito riscado a ferro.
Na imensidão das calmarias,
tu afundara a nós mesmos na beleza do cinza,
me mostrando tuas riscas vermelhas nas costas. Me mostra a tua dor,
e eu molho cada pedaço dela na minha saliva afim de que arda e cure.
Cortono tuas pupilas para que pressinta
meus cílios atravessarem teus olhos fundos,
e ao fundo me dê em sangue teu peito, como fizera com o meu.
Arruinou meu rastro e me fizera tua,
com o contorno dos teus olhos e no repouso do teu corpo.
Desejo-te para que deguste-me com água na boca,
com a pele,
com a carne,
com a alma,
com o coração.
Que teus olhos tirem fotos cerebrais de quando ver minh'alma aberta ao teu toque.
Quanto aos nossos pés,
ao teu manto,
ao meu cabelo,
que sejamos um nó.
Saiba pois que nenhum laço pode ser tão bonito quanto um nó bem firme.
terça-feira, 31 de janeiro de 2012
Alegria
Nua minh'alma foge.
Como um rastro de medo
que assola aos teus desejos brandos de abraços fortes. Controlo-me
quando as conversas voam entre as besteiras do meu corpo
saindo até tua mente entre as tuas mãos de homem.
Teus cabelos.
Tua filha.
Meu rancor em partes,
nos desenhos que carrego na carne
e que não te contém
e se contém me mantém ao medo de poder tê-lo na dificuldade das minhas pernas
de suportar teu peso
tua vida
e teu ombro.
Teu gosto me atraí
e tua mordida me dói a carne de velha.
Não sei se desejo, se arrisco.
Se quero teu eu em mim.
Como um rastro de medo
que assola aos teus desejos brandos de abraços fortes. Controlo-me
quando as conversas voam entre as besteiras do meu corpo
saindo até tua mente entre as tuas mãos de homem.
Teus cabelos.
Tua filha.
Meu rancor em partes,
nos desenhos que carrego na carne
e que não te contém
e se contém me mantém ao medo de poder tê-lo na dificuldade das minhas pernas
de suportar teu peso
tua vida
e teu ombro.
Teu gosto me atraí
e tua mordida me dói a carne de velha.
Não sei se desejo, se arrisco.
Se quero teu eu em mim.
Nua
Não se pensa em palavras na hora do desespero monstruoso em que encontra-se a alma afundada na obscuridade de um ser celestial que deveria morrer. Não desejarás a morte. Embora colaborar na vida não lhe atraí tanto quanto não olhares as palavras.
Só olhei as letras que escrevi e as quebrei em pedaços, e se foram todas assim dessarumadas para um ponto do qual nunca tem. A vida nunca será um ponto, sua magnitude é branda e forte enquanto gira suavimente ao som de um universo parelo que todo dia a ciência tenta descobrir. Sejamos nitidos que a dor é forte em cada riso conturbado e absoleto de cada humano que atrevssa a rua, seja na faixa de pedestres ou não.
Alucinadamente me dói escrever as juras de amor que vivem no meu sofá comigo enquanto calo a casa para escutá-las mais fortes que meu eu gritando.
O teclado grita e as letras bambeiam meus dedos e os solam suavimente eu as grito, as ordeno, e coloco na ordem, e ainda as apago e as chamo de puta por não saber escreve-las. Elas me perdoam sempre. O medo também me perdoa, e os céus, ão de perdoar meus erros e desvarios.
Quando até a carne grita e toda vida irrita e incomoda a suavidade das fotos que quando tiraria se não nunca tão séria? Eu me bordava da mulher que nunca fui, isso me trouxe uma mulher que sou e me bordo entre outras tantas de mim que acabo pintando as unhas e perdendo o tom das cores. Minunciosamente alucino-me nas palavras. Essas me dão nos nervos quando a dor aperta e elas saem como um parto, gritam na gestação e saem de mim na dor de uma criança, de um filho, de um amor entre luzes e velas, e, então, ai vem a resposta e a responsabilidade. Vem do meio das pernas, e de dentro da boca.
Eu vou me doando a essas letras bandidas que assumem o controle e eu mal vejo meus dedos escrevem, eles só fazem, em contato com alma, que toma bronca da cabeça, que nunca mais comandou os dedos alucinados pela sombra de quais eles tendem agora. As palavras não terão fim, não se finalizam nem concretizam a minha linha de dor ou de alma, me colocam na corda bamba com um dicionário de dores e amores na cabeça e me deixam cair, devagarinho, preu tomar o vento na cara e me valorizar mais. Mas nunca. Nunca serei mais do que as palavras.
Só olhei as letras que escrevi e as quebrei em pedaços, e se foram todas assim dessarumadas para um ponto do qual nunca tem. A vida nunca será um ponto, sua magnitude é branda e forte enquanto gira suavimente ao som de um universo parelo que todo dia a ciência tenta descobrir. Sejamos nitidos que a dor é forte em cada riso conturbado e absoleto de cada humano que atrevssa a rua, seja na faixa de pedestres ou não.
Alucinadamente me dói escrever as juras de amor que vivem no meu sofá comigo enquanto calo a casa para escutá-las mais fortes que meu eu gritando.
O teclado grita e as letras bambeiam meus dedos e os solam suavimente eu as grito, as ordeno, e coloco na ordem, e ainda as apago e as chamo de puta por não saber escreve-las. Elas me perdoam sempre. O medo também me perdoa, e os céus, ão de perdoar meus erros e desvarios.
Quando até a carne grita e toda vida irrita e incomoda a suavidade das fotos que quando tiraria se não nunca tão séria? Eu me bordava da mulher que nunca fui, isso me trouxe uma mulher que sou e me bordo entre outras tantas de mim que acabo pintando as unhas e perdendo o tom das cores. Minunciosamente alucino-me nas palavras. Essas me dão nos nervos quando a dor aperta e elas saem como um parto, gritam na gestação e saem de mim na dor de uma criança, de um filho, de um amor entre luzes e velas, e, então, ai vem a resposta e a responsabilidade. Vem do meio das pernas, e de dentro da boca.
Eu vou me doando a essas letras bandidas que assumem o controle e eu mal vejo meus dedos escrevem, eles só fazem, em contato com alma, que toma bronca da cabeça, que nunca mais comandou os dedos alucinados pela sombra de quais eles tendem agora. As palavras não terão fim, não se finalizam nem concretizam a minha linha de dor ou de alma, me colocam na corda bamba com um dicionário de dores e amores na cabeça e me deixam cair, devagarinho, preu tomar o vento na cara e me valorizar mais. Mas nunca. Nunca serei mais do que as palavras.
sábado, 28 de janeiro de 2012
Penalidade
Poderia a dúvida atrapalhar o amor?
Poderia a dor ganhar a luta?
Poderia então a febre vencer a gripe?
Poderia jorrar de mim poesia sem alma?
Poderia um riso ofuscar a luz do sol?
Poderia os pés ficarem entre as pernas quentes?
Poderia os laços serem frouxos e se soltarem ao vento?
Poderia a calmaria corroer a pele?
Poderia o aço fincar nos olhos?
Poderia atolar as nuvens nos meus pés?
Poderia o atrevimento inconstante?
Poderia me sucumbir de agonia?
Poderia a espera da noite?
Poderia meus olhos namorar a Lua?
Poderia o mar amar uma mulher?
Poderia eu amar meu egoísmo?
Poderia esquecer-me das datas da morte da familia?
Poderia meus pés rodearem os teus?
Poderia poder?
Deveria então minha mão me afundar junto ao peito.
Poderia a dor ganhar a luta?
Poderia então a febre vencer a gripe?
Poderia jorrar de mim poesia sem alma?
Poderia um riso ofuscar a luz do sol?
Poderia os pés ficarem entre as pernas quentes?
Poderia os laços serem frouxos e se soltarem ao vento?
Poderia a calmaria corroer a pele?
Poderia o aço fincar nos olhos?
Poderia atolar as nuvens nos meus pés?
Poderia o atrevimento inconstante?
Poderia me sucumbir de agonia?
Poderia a espera da noite?
Poderia meus olhos namorar a Lua?
Poderia o mar amar uma mulher?
Poderia eu amar meu egoísmo?
Poderia esquecer-me das datas da morte da familia?
Poderia meus pés rodearem os teus?
Poderia poder?
Deveria então minha mão me afundar junto ao peito.
Cavaquinho
Manco até a avenida
a esquina se retorce nos olhos da minh'alma. Como perfura
o olhar confuso de amor em provas.
Como se fosse meu.
Embora a rua devorava pela boca de lobo,
e assim fugia lentamente dos meus olhos
até acomodar-se no chão dos sonhos. Abandonaste
a mim.
Cautelosamente fostes ao ruído do céu
que perfura as minhas mãos em chuva que corre e escorre
pela redoma da Terra.
Num acaso o descaso vai sucumbir o que sacode o vento.
El viento de la rua.
Como solavas meu cabelo,
onde meu corpo tocava o cavaquinho. Era mais fácil,
mas meu som era forte como raio.
E a partida era doce, como uma cereja na terra úmida.
Na minh'alma só planta amor e a dúvida:
Quem um dia vai colher?
a esquina se retorce nos olhos da minh'alma. Como perfura
o olhar confuso de amor em provas.
Como se fosse meu.
Embora a rua devorava pela boca de lobo,
e assim fugia lentamente dos meus olhos
até acomodar-se no chão dos sonhos. Abandonaste
a mim.
Cautelosamente fostes ao ruído do céu
que perfura as minhas mãos em chuva que corre e escorre
pela redoma da Terra.
Num acaso o descaso vai sucumbir o que sacode o vento.
El viento de la rua.
Como solavas meu cabelo,
onde meu corpo tocava o cavaquinho. Era mais fácil,
mas meu som era forte como raio.
E a partida era doce, como uma cereja na terra úmida.
Na minh'alma só planta amor e a dúvida:
Quem um dia vai colher?
terça-feira, 24 de janeiro de 2012
Arde mais que brasa em pele quente você olhando pra mim
A dureza dos teus olhos quebrada.
Você frágil como uma louça entre meus braços,
que eu aperto devagarinho e vejo minunciosamente desfazer-se. Quanto aos olhos
afundo provoca o que me atinge e me isola entre as tuas pernas.
De alma e corpo nu.
Não olhavas teus pedaços,
via-te inteiro aos meus arranhões que tendem a machucar a carne. Contornava
a teu rosto marcado a ferro enquanto mordia teu pelo.
Visto acomodado,
fiz-me a provocação insana. Te fiz cão, e
me fiz guarda.
Como uma puta.
A feição de prazer conduzia tuas mãos aos meus ombros
e eu, te beijava os olhos de maré alta.
Na proximidade do choque,
teu cílios se locomoviam entre as minhas pupilas e se perdiam diante a imensidão de seres.
Fomos ao amor, na causa e na casa do prazer.
Tu fortes ao homem frágil dos olhos que quebravam entre meus beijos perdidos
que solavam-te a face e pediam-te mais perto. Um choque sucumbia minha perna
em ali ver-te ao meu, como tal.
Insanidade de corpos atraídos
ao gosto de morder a pele e lamber as costas. Embora a profundidade dos fatos não seja confrontada
o gesto de afinidade vem enquanto tocavas as cordas. Parecia que era eu.
Onde beijei teus olhos, teu mar.
O canto dos teus lábios, teu barco.
Atrás de sua orelha, teu porto.
Por onde afundei e bailei
sobre os congás do teu eu, em carne viva. Ai.
Deve morrer na minha cama,
deve-me teus olhos, num aquário d'água.
Você frágil como uma louça entre meus braços,
que eu aperto devagarinho e vejo minunciosamente desfazer-se. Quanto aos olhos
afundo provoca o que me atinge e me isola entre as tuas pernas.
De alma e corpo nu.
Não olhavas teus pedaços,
via-te inteiro aos meus arranhões que tendem a machucar a carne. Contornava
a teu rosto marcado a ferro enquanto mordia teu pelo.
Visto acomodado,
fiz-me a provocação insana. Te fiz cão, e
me fiz guarda.
Como uma puta.
A feição de prazer conduzia tuas mãos aos meus ombros
e eu, te beijava os olhos de maré alta.
Na proximidade do choque,
teu cílios se locomoviam entre as minhas pupilas e se perdiam diante a imensidão de seres.
Fomos ao amor, na causa e na casa do prazer.
Tu fortes ao homem frágil dos olhos que quebravam entre meus beijos perdidos
que solavam-te a face e pediam-te mais perto. Um choque sucumbia minha perna
em ali ver-te ao meu, como tal.
Insanidade de corpos atraídos
ao gosto de morder a pele e lamber as costas. Embora a profundidade dos fatos não seja confrontada
o gesto de afinidade vem enquanto tocavas as cordas. Parecia que era eu.
Onde beijei teus olhos, teu mar.
O canto dos teus lábios, teu barco.
Atrás de sua orelha, teu porto.
Por onde afundei e bailei
sobre os congás do teu eu, em carne viva. Ai.
Deve morrer na minha cama,
deve-me teus olhos, num aquário d'água.
Ele é o veneno que eu escolhi pra morrer sem sentir
A voz.
Como ecoa a alma e corroe o perdão. A qual meus olhos desenharam uma vez a tua chegada, e desenha sempre teu rosto entre as tuas partidas. Afrouxa meu riso mais duro ao sentido contrário. Quais as juras do meu peito me fazia conduzir ao amargo desapego com a dor emocionalmente forte. Dirigir as palavras ao teu ser, monstruoso, me faz pequena na imensidão da casa e dum jardim obscuro que a imaginação monta e remonta, a procura da presença ilustre que o faz criar, mas, que por sua vez, está desabroxando as palavras que eu dei, ao ouvido do ser celestial que nunca seria o tal. Meu respeito por água a baixo. Desculpe-me as idas. Faltou-me pedidos, mas faltou-me tuas palavras me deixarem fazer. Tu foges. Eu não atreverei a procura imbecil e vulgar até tuas mãos cansadas. As vida estão distantes, os mundos afogam-se na ilusão de tentar um ar na nadada brusca do avivamento. Como um blues, que havia de ter sido válido. A sede da intensidade me mantém e me afasta. Me faz como uma gente que de tão crescida como você, não possa ter meio termo. Minunciosamente eu te guardo nas frases do peito que oscilam com a ternura.
Decifra-me ou te devoro; Mas como poderia devorá-lo se eu o amo tanto?
Como ecoa a alma e corroe o perdão. A qual meus olhos desenharam uma vez a tua chegada, e desenha sempre teu rosto entre as tuas partidas. Afrouxa meu riso mais duro ao sentido contrário. Quais as juras do meu peito me fazia conduzir ao amargo desapego com a dor emocionalmente forte. Dirigir as palavras ao teu ser, monstruoso, me faz pequena na imensidão da casa e dum jardim obscuro que a imaginação monta e remonta, a procura da presença ilustre que o faz criar, mas, que por sua vez, está desabroxando as palavras que eu dei, ao ouvido do ser celestial que nunca seria o tal. Meu respeito por água a baixo. Desculpe-me as idas. Faltou-me pedidos, mas faltou-me tuas palavras me deixarem fazer. Tu foges. Eu não atreverei a procura imbecil e vulgar até tuas mãos cansadas. As vida estão distantes, os mundos afogam-se na ilusão de tentar um ar na nadada brusca do avivamento. Como um blues, que havia de ter sido válido. A sede da intensidade me mantém e me afasta. Me faz como uma gente que de tão crescida como você, não possa ter meio termo. Minunciosamente eu te guardo nas frases do peito que oscilam com a ternura.
Decifra-me ou te devoro; Mas como poderia devorá-lo se eu o amo tanto?
sábado, 21 de janeiro de 2012
Atração
Corpo a sal.
Com todo azeite de suor de um par devorando-se monstruosamente.
Chegando a confundir os pés
nas cobertas. A punição que me embala é teu corpo.
Entrelaçamento de seres solucionando
o QI de possuir. Aumenta-se no beijo.
A dor em arranhar as costas e perturbá-las a fel e fogo,
depois, passar a língua por cada risco que em solo meus dedos dançaram. Aluga-se.
A placa descrimina a calmaria,
onde ali explode-se supernovas de auto nível corporal. Celestial.
Atraí a dor, o amor, o pranto, o desencaixe da alma
colando-a na cama entre o sangue das tuas veias.
O batom vermelho,
e a raiva nos teus pelos.
Desejo-te ao completo
pelo meu eu, inteiro.
Com todo azeite de suor de um par devorando-se monstruosamente.
Chegando a confundir os pés
nas cobertas. A punição que me embala é teu corpo.
Entrelaçamento de seres solucionando
o QI de possuir. Aumenta-se no beijo.
A dor em arranhar as costas e perturbá-las a fel e fogo,
depois, passar a língua por cada risco que em solo meus dedos dançaram. Aluga-se.
A placa descrimina a calmaria,
onde ali explode-se supernovas de auto nível corporal. Celestial.
Atraí a dor, o amor, o pranto, o desencaixe da alma
colando-a na cama entre o sangue das tuas veias.
O batom vermelho,
e a raiva nos teus pelos.
Desejo-te ao completo
pelo meu eu, inteiro.
quinta-feira, 19 de janeiro de 2012
Café da manhã
Como caminhar entre as ruas por onde ontem,
eram-se de lama.
Ao confundir as entradas e intercalar as letras
num lábio vermelho com um rosto pálido.
Donde invadi e sentei-me de frente ao teu corpo,
sem que a mim esperasse a atitude de tuas entranhas. Alucinadamente
o canto da casa torna-se outro por meus passos mansos
sem que, a sandália aperte, tirei-a do jogo de peças.
Era a janela e o olhar do qual
fugi. Ai de mim expor o desejo tamanho.
Hei de esperar o café terminar
e todo o resto queimar.
Num impasse de desespero coloquei as sandálias e a porta me atraiu,
mas a chuva dos reis, dizia que ali eu ficaria.
Acomodei minh'alma de desejo na janela,
enquanto que olhavas minhas pintas e passava a mão por entre os ombros.
Cautelosamente mudava de lado.
Enquanto que, por vez sentar-me
encaracolava meu manto por carinhos ilustres a camada de pele quente. Ai.
Minunciosamente minhas costas seguiam o calor da espinha
e por ela, conturbava-se as mãos atoladas no desejo de rabiscar-me.
Teus pelos do rosto foram raspando minha nuca num ato desesperado
de ter um assédio consentido. Teve.
Embora colar tua atração ao meu impasse fluirá o quanto
dois seres podem ser fortemente amáveis e rudes ao desejo de ter todos os pedaços de um corpo.
Unhas arranhavam as costas donde via-se o prazer em teus gemidos ofuscados
pelo barulho de quem caia do céu.
Em todo canto se via o fogo,
nem a chuva corroeu-se em apagá-lo enquanto são.
Mas eu estava de sandálias, sem baton.
Dizem que as pessoas partem nas horas mais chatas de um ataque compulsivo,
mas pode-se dizer que entre os cafés elas voltam,
devagarinho.
eram-se de lama.
Ao confundir as entradas e intercalar as letras
num lábio vermelho com um rosto pálido.
Donde invadi e sentei-me de frente ao teu corpo,
sem que a mim esperasse a atitude de tuas entranhas. Alucinadamente
o canto da casa torna-se outro por meus passos mansos
sem que, a sandália aperte, tirei-a do jogo de peças.
Era a janela e o olhar do qual
fugi. Ai de mim expor o desejo tamanho.
Hei de esperar o café terminar
e todo o resto queimar.
Num impasse de desespero coloquei as sandálias e a porta me atraiu,
mas a chuva dos reis, dizia que ali eu ficaria.
Acomodei minh'alma de desejo na janela,
enquanto que olhavas minhas pintas e passava a mão por entre os ombros.
Cautelosamente mudava de lado.
Enquanto que, por vez sentar-me
encaracolava meu manto por carinhos ilustres a camada de pele quente. Ai.
Minunciosamente minhas costas seguiam o calor da espinha
e por ela, conturbava-se as mãos atoladas no desejo de rabiscar-me.
Teus pelos do rosto foram raspando minha nuca num ato desesperado
de ter um assédio consentido. Teve.
Embora colar tua atração ao meu impasse fluirá o quanto
dois seres podem ser fortemente amáveis e rudes ao desejo de ter todos os pedaços de um corpo.
Unhas arranhavam as costas donde via-se o prazer em teus gemidos ofuscados
pelo barulho de quem caia do céu.
Em todo canto se via o fogo,
nem a chuva corroeu-se em apagá-lo enquanto são.
Mas eu estava de sandálias, sem baton.
Dizem que as pessoas partem nas horas mais chatas de um ataque compulsivo,
mas pode-se dizer que entre os cafés elas voltam,
devagarinho.
terça-feira, 17 de janeiro de 2012
Vergonha
Desejá-lo feito uma puta.
Degustar os pelos do corpo entre as mordidas,
conturbadas em desespero para devorar a cama. O que em cima está,
desce, devagarinho.
Embora a base da carencia seja um lucro,
tuas pernas entre as minhas são parcialmente alucinantes.
Compara-se beijos entre a coxa, entre a pele,
o sal, o gosto.
Faro fino.
Na chuva que acalma as almas
destrói meu corpo ao teu, quando ofusca os olhos
onde tremem as pernas. O prazer.
Inda o que tem, pode não ser teu,
ali devorava, e queria mais.
Degustar os pelos do corpo entre as mordidas,
conturbadas em desespero para devorar a cama. O que em cima está,
desce, devagarinho.
Embora a base da carencia seja um lucro,
tuas pernas entre as minhas são parcialmente alucinantes.
Compara-se beijos entre a coxa, entre a pele,
o sal, o gosto.
Faro fino.
Na chuva que acalma as almas
destrói meu corpo ao teu, quando ofusca os olhos
onde tremem as pernas. O prazer.
Inda o que tem, pode não ser teu,
ali devorava, e queria mais.
segunda-feira, 16 de janeiro de 2012
XVI
As más línguas ecoam a solidão.
Chuva que não acalma isola na inundação da alma
onde o sonho se faz pó entre os dedos, escorregando. Dói o peito
onde rasga os olhos e quebram as minhas duas mãos,
o vômito incondicional é testemunha do mal emocional que assola o peito
partido
em dois pedaços que não se encaixam para a viagem.
A corda bamba da equilibrista foi para o palco de madeira
onde os cupins devoram o espetáculo e ninguém pode bater palmas. Choro calado
aflige o que cresce sem lugar para procriar e desatina a melodia da voz,
que hoje grita a dor de crescer.
A pressa corroí minhas vísceras e destrói minhas pernas
na maldade da formosura que chega.
Intercala a mente de mãe
donde o apoio atola-se na lama do céu
que tão grande amedronta quando estamos só, por si.
Quando eu era pequenina tinha pressa pra crescer
e só hoje eu sei a dor que isso há de causar.
Chuva que não acalma isola na inundação da alma
onde o sonho se faz pó entre os dedos, escorregando. Dói o peito
onde rasga os olhos e quebram as minhas duas mãos,
o vômito incondicional é testemunha do mal emocional que assola o peito
partido
em dois pedaços que não se encaixam para a viagem.
A corda bamba da equilibrista foi para o palco de madeira
onde os cupins devoram o espetáculo e ninguém pode bater palmas. Choro calado
aflige o que cresce sem lugar para procriar e desatina a melodia da voz,
que hoje grita a dor de crescer.
A pressa corroí minhas vísceras e destrói minhas pernas
na maldade da formosura que chega.
Intercala a mente de mãe
donde o apoio atola-se na lama do céu
que tão grande amedronta quando estamos só, por si.
Quando eu era pequenina tinha pressa pra crescer
e só hoje eu sei a dor que isso há de causar.
sábado, 14 de janeiro de 2012
?
Seus dedos arrebentam a corda. Camuflam,
enquanto teus olhos lentos fecham-se como um choro calado.
Embora que,
sua mão esquerda se perde da minha vista. Teus dedos assumem um baião,
nunca sozinho entre as casas do teu instrumento.
Como na desordem o caos veio em procissão.
Aos teus olhos que a fundo molham meu vestido longo,
dedilha devagarinho os quadrados que em mim, viu. Ainda,
dividimos o mesmo banco, e quando
deveria ir sentar-se entre o choro na roda, olhou-me firme
e solava nos dedos a palavra que não ia. Nem a mim cabia ir,
inda mais que, falavas do balcão, dizias dum papel e caneta.
Meu telefone de contato.
Suas mãos quentes dedilhavam meu rosto como um bandolim.
Solava o choro pros meus ombros
e eu te solava entre minhas unhas vermelhas, nas caretas do rosto em melodia.
E como hei de esquecer a quantidade de despedidas que fez?
Teu paletó formalmente dizias que não queria ir,
e eu havia de ficar para vê-lo.
E enquanto ao som dos teus lábios, eu também ouvi,
muito bem.
enquanto teus olhos lentos fecham-se como um choro calado.
Embora que,
sua mão esquerda se perde da minha vista. Teus dedos assumem um baião,
nunca sozinho entre as casas do teu instrumento.
Como na desordem o caos veio em procissão.
Aos teus olhos que a fundo molham meu vestido longo,
dedilha devagarinho os quadrados que em mim, viu. Ainda,
dividimos o mesmo banco, e quando
deveria ir sentar-se entre o choro na roda, olhou-me firme
e solava nos dedos a palavra que não ia. Nem a mim cabia ir,
inda mais que, falavas do balcão, dizias dum papel e caneta.
Meu telefone de contato.
Suas mãos quentes dedilhavam meu rosto como um bandolim.
Solava o choro pros meus ombros
e eu te solava entre minhas unhas vermelhas, nas caretas do rosto em melodia.
E como hei de esquecer a quantidade de despedidas que fez?
Teu paletó formalmente dizias que não queria ir,
e eu havia de ficar para vê-lo.
E enquanto ao som dos teus lábios, eu também ouvi,
muito bem.
domingo, 8 de janeiro de 2012
Entre as colunas o acento
Como se todo acento se acentuasse bem ao lado da minha dor
que de aguda se sola em mãos que hei de temer
ao meu corpo. Que num realejo sozinho não se lê
e nas padarias do centro não há quem dispõe-se a compra-lo.
Temeria ao que aguça meus olhos
quanto ao frango que chama a atenção do cachorro de rua.
Atenciosamente e minunciosamente me traduz,
minhas curvas pequenas atraem como de uma moça mais velha
mas, meus olhos fundos apagam a qualquer ser que me encara a vista.
Corrói não encontrar olhos para a possível comparação
por fazerem olhos mansos, hoje em dia, meu olhar ofusca o sol
e meus lábios vermelhos por temerem médio assédio se rosqueiam
mas ainda assim aparecem para o assassinato da minh'alma.
Esse sim me cala.
Esses olhos que me assustam, com suas mãos me tapa a visão
invade minha boca como se um rio quebrasse ao ponto atual da ida.
Intercala as pernas sobre meus pés
me causa repulsa,
mas, ninguém se atreveria a me domar assim.
Apesar que, em mim, o que se atreve vai embora antes mesmo das minhas unhas fincarem sua pele,
oleosa e hostil.
Aos teclados meu corpo se faz, em sol lá, em mim.
Nos trocadilhos em desastre da Terra,
na supernova donde o céu lança meus braços a retalho no asfalto,
despenco devagarinho aos braços que ninguém pega.
Ai.
Descomunal caio facilmente no canto de ossanha.
Onde descer a rua é subir uma ladeira de morte certa e reta,
lenta, flagelando-me as costas.
Porém, enquanto isso ainda desço
na espera de corroer minhas vísceras em lembranças
que almejo em verdades tão reais quanto ao meu bolso vazio.
Quanto aos meus dedos incertos do que procura.
Quanto aos meus pés que desvariam meus barcos a terra seca.
Quanto aos meus olhos que afundam-me na aparição de um ser extraordinário,
que não seja saliente
mas que, com calma e força
atraia meu instinto mais sacana. Onde meus lábios vermelhos
borrem teu corpo
por onde meus dedos ão de passar e dançar,
como uma valsa feita nas mãos de um mestre de obra,
sutilmente.
Tão sutil que me balance e ainda que, no veneno da morte e no leito da vida, me alcance e me devore.
que de aguda se sola em mãos que hei de temer
ao meu corpo. Que num realejo sozinho não se lê
e nas padarias do centro não há quem dispõe-se a compra-lo.
Temeria ao que aguça meus olhos
quanto ao frango que chama a atenção do cachorro de rua.
Atenciosamente e minunciosamente me traduz,
minhas curvas pequenas atraem como de uma moça mais velha
mas, meus olhos fundos apagam a qualquer ser que me encara a vista.
Corrói não encontrar olhos para a possível comparação
por fazerem olhos mansos, hoje em dia, meu olhar ofusca o sol
e meus lábios vermelhos por temerem médio assédio se rosqueiam
mas ainda assim aparecem para o assassinato da minh'alma.
Esse sim me cala.
Esses olhos que me assustam, com suas mãos me tapa a visão
invade minha boca como se um rio quebrasse ao ponto atual da ida.
Intercala as pernas sobre meus pés
me causa repulsa,
mas, ninguém se atreveria a me domar assim.
Apesar que, em mim, o que se atreve vai embora antes mesmo das minhas unhas fincarem sua pele,
oleosa e hostil.
Aos teclados meu corpo se faz, em sol lá, em mim.
Nos trocadilhos em desastre da Terra,
na supernova donde o céu lança meus braços a retalho no asfalto,
despenco devagarinho aos braços que ninguém pega.
Ai.
Descomunal caio facilmente no canto de ossanha.
Onde descer a rua é subir uma ladeira de morte certa e reta,
lenta, flagelando-me as costas.
Porém, enquanto isso ainda desço
na espera de corroer minhas vísceras em lembranças
que almejo em verdades tão reais quanto ao meu bolso vazio.
Quanto aos meus dedos incertos do que procura.
Quanto aos meus pés que desvariam meus barcos a terra seca.
Quanto aos meus olhos que afundam-me na aparição de um ser extraordinário,
que não seja saliente
mas que, com calma e força
atraia meu instinto mais sacana. Onde meus lábios vermelhos
borrem teu corpo
por onde meus dedos ão de passar e dançar,
como uma valsa feita nas mãos de um mestre de obra,
sutilmente.
Tão sutil que me balance e ainda que, no veneno da morte e no leito da vida, me alcance e me devore.
sexta-feira, 6 de janeiro de 2012
Boa Noite
Cautelosamente agradeço.
Agradeço ao breu,
coloco-me no obscuro do cálculo. Que aos meus dedos, nunca serão exatos.
Quanto mais, o trovadorismo invade os braços e morre.
Embora a vaidade se console
quem me cerca chega perto
mas num ato imprudente afasta-se. Enlouquece-me.
Ai. Dói ver a minha partida, ai.
Tarde finda com o vento,
finda com minhas pernas cruzadas. O telefone leva-se aos ouvidos,
ninguém atende, pensando que é engano.
Talvez fosse mesmo engano,
o engano meu. Vê-lo agora seria atormentador.
Como um vômito de quem se enjoa da comida,
porém não tem o cardápio de mudança. É a mesma por gosto,
cada garfo leva um anseio, mas a faca corta em pedaços pequenos
os sonhos. Ai. Pelo jeito quase corta a boca,
quase faz um picadinho da língua que queima de tão quente.
Como a história de uma única mulher.
Agradeço ao breu,
coloco-me no obscuro do cálculo. Que aos meus dedos, nunca serão exatos.
Quanto mais, o trovadorismo invade os braços e morre.
Embora a vaidade se console
quem me cerca chega perto
mas num ato imprudente afasta-se. Enlouquece-me.
Ai. Dói ver a minha partida, ai.
Tarde finda com o vento,
finda com minhas pernas cruzadas. O telefone leva-se aos ouvidos,
ninguém atende, pensando que é engano.
Talvez fosse mesmo engano,
o engano meu. Vê-lo agora seria atormentador.
Como um vômito de quem se enjoa da comida,
porém não tem o cardápio de mudança. É a mesma por gosto,
cada garfo leva um anseio, mas a faca corta em pedaços pequenos
os sonhos. Ai. Pelo jeito quase corta a boca,
quase faz um picadinho da língua que queima de tão quente.
Como a história de uma única mulher.
quarta-feira, 4 de janeiro de 2012
Trovadorismo
Consolo-me a ofuscar,
pertubo todo riso
enquanto a beleza afunda nas palavras.
Agride meus olhos fechados acuados na pele fria,
embora todo mundo que eu sei.
Ai quando atola a vida na imensidão da cor,
perco nos teus peitos partidos por um abismo
oculto por destino das minhas mãos.
Minha repussa atola meu querer em ter um medo
transcrito em palavras de baixo calão.
A tua música faz carinho como uma ponta de faca na minh'alma,
que te canta e te sola com os dedos,
te apresenta ao povo em sentimentalismo atormentador
te mantém e me acalma na dor que me machuca.
Entrelaça sua lingua em minha perna
e amedronta meus olhos num poder de tê-los longe.
Machuca o que em mim trovoa.
Murcha a rosa da pia que falta-lhe água,
da vida, no sopro, no gole, teu copo.
Minha marca nas unhas passadas por tuas pintas,
o que te deixa mais bonita na raiva do vento.
Embora doa,
lembro-me que tudo que se quebrou,
no dia de ontem estava inteiro.
Ancorei entre teus pés sem meia
cobertos por teu manto.
Ancorei nos teus cabelos curtos.
Ventamos,
isso a nós,
ventamos tanto.
Destino canções pros teus lábios vermelhos,
bem do jeito que eu gosto. Lamento.
pertubo todo riso
enquanto a beleza afunda nas palavras.
Agride meus olhos fechados acuados na pele fria,
embora todo mundo que eu sei.
Ai quando atola a vida na imensidão da cor,
perco nos teus peitos partidos por um abismo
oculto por destino das minhas mãos.
Minha repussa atola meu querer em ter um medo
transcrito em palavras de baixo calão.
A tua música faz carinho como uma ponta de faca na minh'alma,
que te canta e te sola com os dedos,
te apresenta ao povo em sentimentalismo atormentador
te mantém e me acalma na dor que me machuca.
Entrelaça sua lingua em minha perna
e amedronta meus olhos num poder de tê-los longe.
Machuca o que em mim trovoa.
Murcha a rosa da pia que falta-lhe água,
da vida, no sopro, no gole, teu copo.
Minha marca nas unhas passadas por tuas pintas,
o que te deixa mais bonita na raiva do vento.
Embora doa,
lembro-me que tudo que se quebrou,
no dia de ontem estava inteiro.
Ancorei entre teus pés sem meia
cobertos por teu manto.
Ancorei nos teus cabelos curtos.
Ventamos,
isso a nós,
ventamos tanto.
Destino canções pros teus lábios vermelhos,
bem do jeito que eu gosto. Lamento.
Perna curta
Conta-se a lenda,
aflora quem viu. Afim de mostrar-se forte,
aponta-te as mágoas que pegam as mangas da blusa pelo rabo.
Afunda na idéia do ser,
que amedronta por encarar tua sina. Alucina,
assim quanto a ti desmente a verdade,
sendo sua própria mentira.
Arruína-se na morte da bondade.
Embora as palavras escrevem-te,
tua alma te julga por um acesso incondicional de não ser.
Machuca a língua
e queimaste a boca,
falaste do bem que lhe faz
e da maldade que não te perdoa. Arranha-se inteira,
por antes de dormir, para que,
teus sonhos não o machuquem na ilusão da sua verdade mal contada.
As pessoas andam tão cansadas da mentira, que a realidade encanta.
aflora quem viu. Afim de mostrar-se forte,
aponta-te as mágoas que pegam as mangas da blusa pelo rabo.
Afunda na idéia do ser,
que amedronta por encarar tua sina. Alucina,
assim quanto a ti desmente a verdade,
sendo sua própria mentira.
Arruína-se na morte da bondade.
Embora as palavras escrevem-te,
tua alma te julga por um acesso incondicional de não ser.
Machuca a língua
e queimaste a boca,
falaste do bem que lhe faz
e da maldade que não te perdoa. Arranha-se inteira,
por antes de dormir, para que,
teus sonhos não o machuquem na ilusão da sua verdade mal contada.
As pessoas andam tão cansadas da mentira, que a realidade encanta.
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