Impasse.
Entre o sentir sem sexo num prazer irreversível.
Compreende meus olhos no carisma, a dócil
ao ócio. Meu lamento
anuncia-se nos teus peitos. Levantei a mão, onde esquecera de abaixar.
Ai.
Na rua donde meu gosto
ofusca-se entre teus lábios. Vermelhos
assustadores se borrados por um choro.
Esse choro que me atraí na dor
de arranha-la e perpetualmente convida-la
no amor.
Na voz que desmancha meu cheiro,
onde eu hei de ver teu impasse entre os meus passos lentos sobre tuas costas.
Me amedrontas, e me alivia.
Me devora, corrói
apavora e ignora. Bem do jeito,
lamento.
quinta-feira, 29 de dezembro de 2011
terça-feira, 27 de dezembro de 2011
Excesso de Falta
Anteriormente,
anterior mente. Meu silêncio,
esse desmente meu erro.
Desmentindo. Dez mentindo.
Como um fazedor de elevador.
fazer dor, eleva dor.
Sentimento, sentir mente.
Compara a magnitude de um ser,
como para um ser, em sua magnitude?
Olhos que veem uma supernova,
super nova. Notícia.
Vinha dizer,
vim a dize-lo. Partirei
parte um rei.
Parto das partes dos teus lábios.
Aranha devagarinho.
Arranho devagar o ninho,
arruíno o teu colo. No meu braço de risco.
Baixinho, baixo nino ao sono.
Na ilusão da menina dos teus sonhos,
iluminados são. Por teus cuidados.
Para os teus cuidados.
anterior mente. Meu silêncio,
esse desmente meu erro.
Desmentindo. Dez mentindo.
Como um fazedor de elevador.
fazer dor, eleva dor.
Sentimento, sentir mente.
Compara a magnitude de um ser,
como para um ser, em sua magnitude?
Olhos que veem uma supernova,
super nova. Notícia.
Vinha dizer,
vim a dize-lo. Partirei
parte um rei.
Parto das partes dos teus lábios.
Aranha devagarinho.
Arranho devagar o ninho,
arruíno o teu colo. No meu braço de risco.
Baixinho, baixo nino ao sono.
Na ilusão da menina dos teus sonhos,
iluminados são. Por teus cuidados.
Para os teus cuidados.
sexta-feira, 23 de dezembro de 2011
Supernova Celestial
Caros leitores, peço desculpas primeiro a mim. Peço desculpas agora ao autor dessa ilusão em despedida, lamento ter prometido não tocar no assunto, mas não me lembro de não poder escreve-lo. Agora, peço-vos desculpas. Me lembro bem de poucos momentos, e este, celestial, nem o rastro de uma supernova no momento de sua intensa onda de luz o faria ofuscar. Entendam a sensibilidade dessas lentes em torno dos corpos e não me culpem pelo trajeto aqui feito. Falarei portanto de uma supernova celestial, entre dois, corpos.
Dois corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas. Proclamam-se absolutamente brilhante, declinando-se até se tornarem invisíveis, passadas algumas semanas ou meses. Muito além do que imaginação pode construir em sua carne que lhe transborda a abundancia no excesso que atinge dois corpos celestiais abduzidos pelo impacto. O que existe na poeira de brilho, alucina e ofusca o que não existe. Portanto, aumenta-se e expulsa o que ali não atinge.
Tine o núcleo remanescente de massa superior ao que tem dentro, explode-se feito grãos ao impulso de sair pra fora um buraco negro, o que, não é mais suficiente para manter o núcleo estável, passando para o nível de entrelaçamento. O mover torna-se a temporalidade como tal. Colisão. A concepção desse movimento perpetuo desenha-se ao par de pernas que minunciosamente transpassam entre a velocidade da luz pausada por um raio que opõe-se ao curso do céu. Ninguém o veria nesse estado, tão nu ao brilho que de dentro, ultrapassava a massa solar. Um golpe desferido, referido a quem ali está. O toque de ambos, gera, uma supernova. Das ocorrências astronômicas talvez, esta, seja a mais importante para a moderna ciência.
A lâmina de uma radiação cósmica varreu o espaço. Iluminou o material inter-espacial e o reduziu. A forma a cada movimento peculiar se desfaz. Sua frequência de colisão gera a duvida entre os tipos atuais, Ia, Ib e Ic. A luz a revolta era o campo percorrido no espaço onde ali machucar-se atraía. Desmentia perpetualmente teus riscos, escondia um mecanismo interno comum. Atracavam-se, devoravam-se as peles que ficavam nas unhas. Um ser celestial não sabe o fim. Desvia-se do conflito à magnitude de sua obra.
Seus planetas nas rotas de linhas, desmancham-se, atraem, porém, ao chegarem por perto, queimam-se. Eram pequenos se postos do lado dos dois gigantes. Embora, chamassem atenção, não sabiam a forma da atração, nem viam o colapso que a erupção de raios ali se fez.
Luz de cores visíveis. Estável perante si, cresciam-se em torno de seu golpe dado e recebido. Quando o vemos, deslumbra-se nosso rosto em forma homeopática. Energia de bifurcação para a perpetuação da existência de anéis de gás que geram-se vergonhosamente na escuridão de um brilho ao sufoco de gritos. O brilho, não demora a esconder-se, mas o choque de avivamento denuncia o que ali ocorre. Geração. Alimentam-se do gosto, alimentam-se da escuridão que impulsiona o anti-formato da dança.
Quiçá findam uma roda de luz, em tiras, que incognitamente amedronta o vestígio. Existem evidências. Em uma das supernovas que colidiram criou-se uma inversão de calor, mostrou-se cores visíveis e invisíveis ao retorno da memória. O sistema nervoso óptico transpassa a idéia da morte entre os que geram uma galáxia farta de estrelas mortas. Anunciam-se num brilho que ali, não está. Devoram-se. Laça mais um entrelaçamento. Entre as explosões cósmicas de dentro do obscuro das fendas do espaço. Celestiais honram suas casas.
Os seres pulsam por um funcionamento inconcebível a qualquer um de carne e osso. Impulsiona a criação. Arrastam os passos ao escuro. O céu mostrou seu corpo nu e insano. Um fenômeno relativamente raro. Ali algo acontecera e não há sapiência do fato. Passionais.
Nascem mais supernovas desse vômito de luzes. Colidam-se ao testemunho dos celestiais, que num apto são, engolem e o arrotam prum buraco negro. A temporalidade não se ouve, e para os humanos que olham, e não vê. Bajulam a idéia de um caos escrito em forma de luminosidade ofuscante onde apagam-se o rastro da veia mortífera do seu doce veneno. Cortam as linhas entre as peguntas obvias de um olhar sofisticado.
Não tive mais notícias. Não se tem. A memória desse evento fora engolida pela escuridão celestial afobada de dois seres envenenados por um ato de colisão. Fora levado junto ao rastro que não se vê entre as estrelas que ofuscam seu brilho. Dossiê. Entre a mais lenta, com a mais rápida, atolada pela mais pesada, ou pelo fel do brilho reluzente. Não pode-se dizer ao certo sobre o relato, talvez não ocorrido por meios de sombras. O registro do tempo falha-se no registro do drama com eficiência muito maior. O passo conhece o desconhecido ao medo. Deve-se morrer ao encontrar as vistas fartas de memória entre os olhos que perecem de sossego. Somente aceita-se o risco na escuridão. O direito de ida e vinda não se têm, afunda-se, onde o buraco negro abocanha por fome, sede, raiva, luxúria; Ilegalmente. A força de mante-la viva custa o desmoronamento dos meus membros, ofusca meus olhos ainda o brilho da sua colisão. Custa-se em valores quebrados a alma transpassada por um raio que colidiu propositalmente com meu apego. Apagou-se em da história ao retorno do começo, onde o fim não se antecipa nem se presume. O movimento em que termina, obriga ao renascer do começo, um ciclo testado por mestres, e aceito por mim.
Deve-se morrer, ao encontro perpétuo do evento aqui relatado perante o sangue de quem o sentiu.
Dois corpos celestes surgidos após as explosões de estrelas. Proclamam-se absolutamente brilhante, declinando-se até se tornarem invisíveis, passadas algumas semanas ou meses. Muito além do que imaginação pode construir em sua carne que lhe transborda a abundancia no excesso que atinge dois corpos celestiais abduzidos pelo impacto. O que existe na poeira de brilho, alucina e ofusca o que não existe. Portanto, aumenta-se e expulsa o que ali não atinge.
Tine o núcleo remanescente de massa superior ao que tem dentro, explode-se feito grãos ao impulso de sair pra fora um buraco negro, o que, não é mais suficiente para manter o núcleo estável, passando para o nível de entrelaçamento. O mover torna-se a temporalidade como tal. Colisão. A concepção desse movimento perpetuo desenha-se ao par de pernas que minunciosamente transpassam entre a velocidade da luz pausada por um raio que opõe-se ao curso do céu. Ninguém o veria nesse estado, tão nu ao brilho que de dentro, ultrapassava a massa solar. Um golpe desferido, referido a quem ali está. O toque de ambos, gera, uma supernova. Das ocorrências astronômicas talvez, esta, seja a mais importante para a moderna ciência.
A lâmina de uma radiação cósmica varreu o espaço. Iluminou o material inter-espacial e o reduziu. A forma a cada movimento peculiar se desfaz. Sua frequência de colisão gera a duvida entre os tipos atuais, Ia, Ib e Ic. A luz a revolta era o campo percorrido no espaço onde ali machucar-se atraía. Desmentia perpetualmente teus riscos, escondia um mecanismo interno comum. Atracavam-se, devoravam-se as peles que ficavam nas unhas. Um ser celestial não sabe o fim. Desvia-se do conflito à magnitude de sua obra.
Seus planetas nas rotas de linhas, desmancham-se, atraem, porém, ao chegarem por perto, queimam-se. Eram pequenos se postos do lado dos dois gigantes. Embora, chamassem atenção, não sabiam a forma da atração, nem viam o colapso que a erupção de raios ali se fez.
Luz de cores visíveis. Estável perante si, cresciam-se em torno de seu golpe dado e recebido. Quando o vemos, deslumbra-se nosso rosto em forma homeopática. Energia de bifurcação para a perpetuação da existência de anéis de gás que geram-se vergonhosamente na escuridão de um brilho ao sufoco de gritos. O brilho, não demora a esconder-se, mas o choque de avivamento denuncia o que ali ocorre. Geração. Alimentam-se do gosto, alimentam-se da escuridão que impulsiona o anti-formato da dança.
Quiçá findam uma roda de luz, em tiras, que incognitamente amedronta o vestígio. Existem evidências. Em uma das supernovas que colidiram criou-se uma inversão de calor, mostrou-se cores visíveis e invisíveis ao retorno da memória. O sistema nervoso óptico transpassa a idéia da morte entre os que geram uma galáxia farta de estrelas mortas. Anunciam-se num brilho que ali, não está. Devoram-se. Laça mais um entrelaçamento. Entre as explosões cósmicas de dentro do obscuro das fendas do espaço. Celestiais honram suas casas.
Os seres pulsam por um funcionamento inconcebível a qualquer um de carne e osso. Impulsiona a criação. Arrastam os passos ao escuro. O céu mostrou seu corpo nu e insano. Um fenômeno relativamente raro. Ali algo acontecera e não há sapiência do fato. Passionais.
Nascem mais supernovas desse vômito de luzes. Colidam-se ao testemunho dos celestiais, que num apto são, engolem e o arrotam prum buraco negro. A temporalidade não se ouve, e para os humanos que olham, e não vê. Bajulam a idéia de um caos escrito em forma de luminosidade ofuscante onde apagam-se o rastro da veia mortífera do seu doce veneno. Cortam as linhas entre as peguntas obvias de um olhar sofisticado.
Não tive mais notícias. Não se tem. A memória desse evento fora engolida pela escuridão celestial afobada de dois seres envenenados por um ato de colisão. Fora levado junto ao rastro que não se vê entre as estrelas que ofuscam seu brilho. Dossiê. Entre a mais lenta, com a mais rápida, atolada pela mais pesada, ou pelo fel do brilho reluzente. Não pode-se dizer ao certo sobre o relato, talvez não ocorrido por meios de sombras. O registro do tempo falha-se no registro do drama com eficiência muito maior. O passo conhece o desconhecido ao medo. Deve-se morrer ao encontrar as vistas fartas de memória entre os olhos que perecem de sossego. Somente aceita-se o risco na escuridão. O direito de ida e vinda não se têm, afunda-se, onde o buraco negro abocanha por fome, sede, raiva, luxúria; Ilegalmente. A força de mante-la viva custa o desmoronamento dos meus membros, ofusca meus olhos ainda o brilho da sua colisão. Custa-se em valores quebrados a alma transpassada por um raio que colidiu propositalmente com meu apego. Apagou-se em da história ao retorno do começo, onde o fim não se antecipa nem se presume. O movimento em que termina, obriga ao renascer do começo, um ciclo testado por mestres, e aceito por mim.
Deve-se morrer, ao encontro perpétuo do evento aqui relatado perante o sangue de quem o sentiu.
terça-feira, 20 de dezembro de 2011
Baobás
Não vos desejo baobás,
nem vos desejo vê-los crescerem para que
não os vejam partires de vós
quanto em dois.
Quem vê beleza no que de fato é mal,
talvez descobre a beleza
de ser conhecido como tal.
Atraí e
o divide.
Permitires a hora da ida,
porém,
não vos deixeis partires.
Baobás,
o medo os traduz
e a nós, contém.
Esses mesmos fazem o racional lembrar-me
de como ocupam o espaço das pessoas grandes.
Fazem-me o medo de crescer como tais.
Uma preguiçosa e deixar as raízes,
sem tratar as sementes.
Aliás somos todos um,
essas tais raízes que atraem quem as devore
e as deixem,
pela metade.
domingo, 18 de dezembro de 2011
Vontade
Como quem cobre nossos olhos
a neblina invade a cidade de calmaria em vontade de partos,
dourados.
Uma faca de dois gumes arranha a garganta
transpassa a noite
que num congá de sopro faz teu som.
Quiçá volte,
querias a mim que voltares ao lado de cá.
O rio na nascente
transborda o cheiro dos deuses,
hoje não tem prece
só tem um baião a moda antiga
na roda da vontade de deixar
de deixar.
Essa tal da minha vontade
que quiçá voltares ao devido lugar.
a neblina invade a cidade de calmaria em vontade de partos,
dourados.
Uma faca de dois gumes arranha a garganta
transpassa a noite
que num congá de sopro faz teu som.
Quiçá volte,
querias a mim que voltares ao lado de cá.
O rio na nascente
transborda o cheiro dos deuses,
hoje não tem prece
só tem um baião a moda antiga
na roda da vontade de deixar
de deixar.
Essa tal da minha vontade
que quiçá voltares ao devido lugar.
segunda-feira, 12 de dezembro de 2011
Parto
Partirás com a minha olhada pra trás,
sobre teus ombros pequenos
que caberiam na minha mão.
Enquanto no meio do estacionamento eu falava
seu rosto estampava teu medo
coloria a tua vontade
e esfregava os meus olhos a tua cor.
Por um momento quis voltar até teu beijo,
seguir na direção da tua linha,
correndo,
pra teus olhos verem a minha vontade
verem o meu avesso.
O que a gente podia ser?
Me fiz piada,
e tentei por um momento lamber o céu,
ou o que haveria de sobrar desse que eu vi.
Somos um poço, atolados na incerteza das nossas vontades
que criamos ao olharmos, tão direto.
Cortante.
Arde mais que brasa em pele quente você olhando pra mim,
queima.
Deixo-te ir rápido,
feito esse vomito que vem de dentro.
Meu parto de horas, tentanto achar o que não deveria.
Te opõe ao meu curso de caça,
mas não te opõe a vir e a voltar.
E não tem remédio,
e não tem cigarro,
que acalme o diabo de pensar
o que a gente podia ser.
sobre teus ombros pequenos
que caberiam na minha mão.
Enquanto no meio do estacionamento eu falava
seu rosto estampava teu medo
coloria a tua vontade
e esfregava os meus olhos a tua cor.
Por um momento quis voltar até teu beijo,
seguir na direção da tua linha,
correndo,
pra teus olhos verem a minha vontade
verem o meu avesso.
O que a gente podia ser?
Me fiz piada,
e tentei por um momento lamber o céu,
ou o que haveria de sobrar desse que eu vi.
Somos um poço, atolados na incerteza das nossas vontades
que criamos ao olharmos, tão direto.
Cortante.
Arde mais que brasa em pele quente você olhando pra mim,
queima.
Deixo-te ir rápido,
feito esse vomito que vem de dentro.
Meu parto de horas, tentanto achar o que não deveria.
Te opõe ao meu curso de caça,
mas não te opõe a vir e a voltar.
E não tem remédio,
e não tem cigarro,
que acalme o diabo de pensar
o que a gente podia ser.
domingo, 11 de dezembro de 2011
Dourado
Pavor abstrato.
Intriga alucinada de mim até teus lábios,
conheço essa rua como ninguém
e você sabe o caminho.
Escuta a melodia
que nós dois hoje fizemos,
deita-te no meu ombro
pras minhas juras cumprirem o rumo aos teus ouvidos.
Meus olhos te puxam
e você vem,
mas perto do meu peito
e eu invado o seu, que explode ao meu ouvido.
Sensação indescritivel.
Como carecer na tua vontade
e expandi-la,
entregar teu choro
e cuidar dos teus traços,
desde que os reparos do teu rosto, sejam meus
ainda que dividos com outro alguém.
Eu me divido.
Mas hoje me transportei,
traguei o mais fundo de ti que poderia
sua piada de mal gosto fez meu rosto sorrir.
Um erro?
O que seria um erro se no fundo,
sabemos,
que o desejo era de ambos?
Deixo-te ir,
acelera e saia da rua onde me deixou,
mas só me mostra que o que foi era nós dois,
com todos os erros,
defeitos,
arrogancia,
e medo.
Deixo-te vir,
da maneira que chegar te cuido
pra poder em ti me cuidar
afundar-me se preciso
e rabisca-lo os meus olhos.
E como disse o tremendo favorito de dois,
que diz o que aconteceu, conhece a nota, mas deixo-te no fim.
" A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento. "
Intriga alucinada de mim até teus lábios,
conheço essa rua como ninguém
e você sabe o caminho.
Escuta a melodia
que nós dois hoje fizemos,
deita-te no meu ombro
pras minhas juras cumprirem o rumo aos teus ouvidos.
Meus olhos te puxam
e você vem,
mas perto do meu peito
e eu invado o seu, que explode ao meu ouvido.
Sensação indescritivel.
Como carecer na tua vontade
e expandi-la,
entregar teu choro
e cuidar dos teus traços,
desde que os reparos do teu rosto, sejam meus
ainda que dividos com outro alguém.
Eu me divido.
Mas hoje me transportei,
traguei o mais fundo de ti que poderia
sua piada de mal gosto fez meu rosto sorrir.
Um erro?
O que seria um erro se no fundo,
sabemos,
que o desejo era de ambos?
Deixo-te ir,
acelera e saia da rua onde me deixou,
mas só me mostra que o que foi era nós dois,
com todos os erros,
defeitos,
arrogancia,
e medo.
Deixo-te vir,
da maneira que chegar te cuido
pra poder em ti me cuidar
afundar-me se preciso
e rabisca-lo os meus olhos.
E como disse o tremendo favorito de dois,
que diz o que aconteceu, conhece a nota, mas deixo-te no fim.
" A luta do homem contra o poder é a luta da memória contra o esquecimento. "
sexta-feira, 9 de dezembro de 2011
Que gosto tem?
Isto aqui o que é?
Essa mulata que invade na alma o gosto de ser,
atravessa com calma copacaba inteita ao sol.
Torra tua pele morena que afunda nos olhos mansos do mar.
Isto aqui o que é?
Quanto aos olhos o cristo em cima do morro
onde a terra de juras afunda as flores
donde o céu toma conta e atrapalha a prece.
Isto aqui o que é?
Que atravessa o mundo
intercala a idéia na roda do samba
dum coração partido perdido no dia de amanhã.
O cabelo molhado, liso e ondulado.
Isto aqui o que é?
Se a fumaça tormenta o nariz das senhoras
se do meu lado o famoso passa
e o tempo voa.
Isto aqui o que é?
Na areia branca, no afasto quente
queima os olhos e mergulha suas pontas,
seu navios, tuas ancoras.
Isto aqui o que é?
Que rouba o poder
e faz um fuzuê no tal do capitalismo.
Isto aqui o que é se não o Brasil?
Entre a cidade maravilhosa
e seu povo que pariu.
Essa mulata que invade na alma o gosto de ser,
atravessa com calma copacaba inteita ao sol.
Torra tua pele morena que afunda nos olhos mansos do mar.
Isto aqui o que é?
Quanto aos olhos o cristo em cima do morro
onde a terra de juras afunda as flores
donde o céu toma conta e atrapalha a prece.
Isto aqui o que é?
Que atravessa o mundo
intercala a idéia na roda do samba
dum coração partido perdido no dia de amanhã.
O cabelo molhado, liso e ondulado.
Isto aqui o que é?
Se a fumaça tormenta o nariz das senhoras
se do meu lado o famoso passa
e o tempo voa.
Isto aqui o que é?
Na areia branca, no afasto quente
queima os olhos e mergulha suas pontas,
seu navios, tuas ancoras.
Isto aqui o que é?
Que rouba o poder
e faz um fuzuê no tal do capitalismo.
Isto aqui o que é se não o Brasil?
Entre a cidade maravilhosa
e seu povo que pariu.
quarta-feira, 7 de dezembro de 2011
Receita
Peguei as mangas arregaladas como o par
de olhos que fazem-se num breu de águas
tateiam memórias no além dos teus olhos escuros na tempestade,
forrados com pele de neve.
Morrerá ao terminar mais essa agonia,
suportaria teu fel ao breu de esconder-se no que se acaba
no meio das ruas taram a noite.
Afunda o congá da vista aos olhos que não olham
apavoram o grito de um deus
que não queria que fosse seu.
Perdem-se,
afastam-se,
calam-se,
move-se devagarinho
aos olhos que veem.
Levou a certeza que tua saliva
seria a despedida lamentável do céu.
de olhos que fazem-se num breu de águas
tateiam memórias no além dos teus olhos escuros na tempestade,
forrados com pele de neve.
Morrerá ao terminar mais essa agonia,
suportaria teu fel ao breu de esconder-se no que se acaba
no meio das ruas taram a noite.
Afunda o congá da vista aos olhos que não olham
apavoram o grito de um deus
que não queria que fosse seu.
Perdem-se,
afastam-se,
calam-se,
move-se devagarinho
aos olhos que veem.
Levou a certeza que tua saliva
seria a despedida lamentável do céu.
terça-feira, 6 de dezembro de 2011
Engole
O céu exprime e me expõe
retalhando todos os quintais em que morei,
abstrai a cota contrária de gente que chega até minhas folhas
e embaça a vista do meu medo.
Esse tal de céu abusa da minh'alma
corrói meu rosto que ao levantar para vê-lo se queima
num fogaréu brando de raiva
mas sempre atraí com calma minha luta.
Espalha as cores nas nuvens
borra com o dedo que modela a sombra dessa glória,
o obscuro ignora a claridade e a porta branca vira laranja.
Todos os quintais de folha pegam fogo
quando reflete os olhos desse céu,
o mar some como um pranto
e volta feito um riacho.
Tudo pr'esse céu se apagava e volta tímido
tinindo de amor resolvido,
que parece até que enruguei a testa e apertei o peito
que finquei meus olhos em assuntos apagados por timidez
que até num realejo eu vi a volta do mar.
Quem me vê sorrindo, se não eu?
retalhando todos os quintais em que morei,
abstrai a cota contrária de gente que chega até minhas folhas
e embaça a vista do meu medo.
Esse tal de céu abusa da minh'alma
corrói meu rosto que ao levantar para vê-lo se queima
num fogaréu brando de raiva
mas sempre atraí com calma minha luta.
Espalha as cores nas nuvens
borra com o dedo que modela a sombra dessa glória,
o obscuro ignora a claridade e a porta branca vira laranja.
Todos os quintais de folha pegam fogo
quando reflete os olhos desse céu,
o mar some como um pranto
e volta feito um riacho.
Tudo pr'esse céu se apagava e volta tímido
tinindo de amor resolvido,
que parece até que enruguei a testa e apertei o peito
que finquei meus olhos em assuntos apagados por timidez
que até num realejo eu vi a volta do mar.
Quem me vê sorrindo, se não eu?
Fincado em Pele
Quanto aos reis,
diga-vos que tratei do meu orixá.
Nas noites ditas em palavras que traduziam um francês
com um sotaque meio afro
seus cabelos voavam até a luz dos olhos.
A maneira escreve
que o abandono flui, sem pressa pra crer na reza
que hoje nem santo escutaria nos céus.
Água de mar na saliva
corrói assim como os teus dedos que transcrevem minhas costas,
corroem o fel da minha saliva que funde com o doce dos teus lábios
partidos.
Evito-me na fadiga de estar,
do ser e ter o que fazer nas horas que uma faca de dois gumes
atravessa os pensamentos de vaga-lume.
Sangra por realidades insanas na discussão do teu cálice.
Suas costas temem a minha mão
que retalha teu peso
te leva
te sangra
e te afunda
finca e arranca.
Minha perna treme ao teu beijo
que assola meu pulmão
me leva
me sangra
e me afunda
finca e arranca.
Retalha nossas almas que grita
arde ao pulsar dos donos do mundo que haviam de parir ali
a vida de uma morte sem precaução.
Dita o ditado mal-dito ao discurso do rei,
diz no que o ditado quer,
mas dita devagarinho meu nome
só pros teus lábios serem ditados assim por uma rainha.
diga-vos que tratei do meu orixá.
Nas noites ditas em palavras que traduziam um francês
com um sotaque meio afro
seus cabelos voavam até a luz dos olhos.
A maneira escreve
que o abandono flui, sem pressa pra crer na reza
que hoje nem santo escutaria nos céus.
Água de mar na saliva
corrói assim como os teus dedos que transcrevem minhas costas,
corroem o fel da minha saliva que funde com o doce dos teus lábios
partidos.
Evito-me na fadiga de estar,
do ser e ter o que fazer nas horas que uma faca de dois gumes
atravessa os pensamentos de vaga-lume.
Sangra por realidades insanas na discussão do teu cálice.
Suas costas temem a minha mão
que retalha teu peso
te leva
te sangra
e te afunda
finca e arranca.
Minha perna treme ao teu beijo
que assola meu pulmão
me leva
me sangra
e me afunda
finca e arranca.
Retalha nossas almas que grita
arde ao pulsar dos donos do mundo que haviam de parir ali
a vida de uma morte sem precaução.
Dita o ditado mal-dito ao discurso do rei,
diz no que o ditado quer,
mas dita devagarinho meu nome
só pros teus lábios serem ditados assim por uma rainha.
domingo, 4 de dezembro de 2011
Camadas
Camada de sono apanhada na noite
não se descansa quando se acorda de quão velho fica-se
amedronta os olhos e não se cresce
diminui a ponto de mostrar ao mundo os sonos varados da adolescencia.
Uma camada a despertar a menos
nas horas calmas debocha o medo da tua vida
que hoje é morte vivida
no canto de reis numa roda de redemoinhos a grama.
A chuva vem e desperta mais uma camada de sono
que em choro, chora, no riso elabora a marca do teu caos.
Mergulha o medo da vida
com a vinda da morte.
A cada noite que dorme,
apenas acorda das camadas fundas dos teus sonos
cansados a pele
e ardidos as células.
A vida é morte.
E quem morre,
conhece a vida?
não se descansa quando se acorda de quão velho fica-se
amedronta os olhos e não se cresce
diminui a ponto de mostrar ao mundo os sonos varados da adolescencia.
Uma camada a despertar a menos
nas horas calmas debocha o medo da tua vida
que hoje é morte vivida
no canto de reis numa roda de redemoinhos a grama.
A chuva vem e desperta mais uma camada de sono
que em choro, chora, no riso elabora a marca do teu caos.
Mergulha o medo da vida
com a vinda da morte.
A cada noite que dorme,
apenas acorda das camadas fundas dos teus sonos
cansados a pele
e ardidos as células.
A vida é morte.
E quem morre,
conhece a vida?
sexta-feira, 2 de dezembro de 2011
A-mor-te
O amor é um mar
raso, e fundo.
Onde se vem o limite, deve-se aprender a nadar
fundo
folego
dar acesso ao retrocesso.
É lindo
causa medo.
Atravessa o mundo
e invade minh'alma na tristeza
ou na ganancia do riso
exposto aos céus.
Machuca e é salgado
mas ainda assim doce.
Queima se bate
morre se larga.
Amor é um horizonte distante,
sem chegada
não se sabe se vai
mas sempre se afunda
e se afoga.
Abstrato
raso, e fundo.
Onde se vem o limite, deve-se aprender a nadar
fundo
folego
dar acesso ao retrocesso.
É lindo
causa medo.
Atravessa o mundo
e invade minh'alma na tristeza
ou na ganancia do riso
exposto aos céus.
Machuca e é salgado
mas ainda assim doce.
Queima se bate
morre se larga.
Amor é um horizonte distante,
sem chegada
não se sabe se vai
mas sempre se afunda
e se afoga.
Abstrato
Alucinado numa guerra de deuses,
desafiador de lutas
que deixam marcas trincadas ao pé e ao peito.
Imitador barato de vidas opostas,
tradutor de alma em vazio do peito.
Arrisca teus olhos e tua pele,
teu peito e teu rosto,
doa seus olhos
e afunda-se
no sentimento mais extraordinário de um ser.
Desperta teu som
e afunda teus olhos.
Machuca a rosa e morre seco.Afunda os laços na água salgada
que perfura a terra de um lar
destrói a alma
e corroi a calma.
Desperta a vida
e de abundancia leva a morte.
Calculo indigente de humanos pertubados
exalados por teus mantos.
Carrega o calor no frio do vento
mas chega sempre no horário da noite,
pálido
sólido
e morto,
de tanto esperar.
Amamos todos feito a morte do mar.
quinta-feira, 1 de dezembro de 2011
Derradeiro Parto
Opostos do mar ao fundo do breu
na distancia que o céu comeu sem dentes,
parecia dois lagos separados por um abismo
bem ao meio do teu rosto.
Nas marcas da ida ao amor do mar
onde o horizonte se perde nas águas fundas
que o limite a pé logo chega
e só de barco voa-se ao céu do teu centro.
Retrocesso desse meu acesso
ao teu corpo nu, inteiro meu
dividindo o mesmo espaço onde navega-se nas minhas costas
e afunda teu beijo na minha nuca.
Escorre pelas águas do céu
e as ondas da terra,
afunda os pés na derradeira dor
no breu dos teus olhos que feito mar me afunda.
Me indecisa na preguiça de deixar-te ali
ou até, no meu desvario de acomodá-lo aos meus aposentos.
Um ato de coragem de te invadir
e possuir, só por possuir,
pra luxuria de nossas almas.
na distancia que o céu comeu sem dentes,
parecia dois lagos separados por um abismo
bem ao meio do teu rosto.
Nas marcas da ida ao amor do mar
onde o horizonte se perde nas águas fundas
que o limite a pé logo chega
e só de barco voa-se ao céu do teu centro.
Retrocesso desse meu acesso
ao teu corpo nu, inteiro meu
dividindo o mesmo espaço onde navega-se nas minhas costas
e afunda teu beijo na minha nuca.
Escorre pelas águas do céu
e as ondas da terra,
afunda os pés na derradeira dor
no breu dos teus olhos que feito mar me afunda.
Me indecisa na preguiça de deixar-te ali
ou até, no meu desvario de acomodá-lo aos meus aposentos.
Um ato de coragem de te invadir
e possuir, só por possuir,
pra luxuria de nossas almas.
quarta-feira, 30 de novembro de 2011
Degusta - Me
A origem do meu próprio ser atravessa as ruas de um centro
donde sua alma se perde entre os lábios
pintados de vermelho ao sol.
Batendo de porta
trancando a janela
cheio de travas ao acesso meu,
ao acesso dessa tua marca no rosto que cobre-me de desespero.
Atracando teus olhos como quem invade o congá
onde espalha as folhas secas que nunca deixares entrar
ainda querendo dormir
não sabe da minha poesia que longe de um ladrão
quem rouba é o tom da sua voz.
A melodia não atrapalha meus ouvidos ao curso que teu som faz
redondeia minha perna que de agonia treme,
afunda feito areia molhada em terra quente.
Confunde as notas do teu próprio nome,
sem que descubra onde tua porta bate
e onde teu quarto se fecha.
Abala a estrutura inteira as avessas
como uma árvore oca mais cheia de fruto,
deixa eu parecer bem no fundo dos teus lábios
onde afundo meu gosto e faço um nó.
Se tiver que ser na bala, vai.
donde sua alma se perde entre os lábios
pintados de vermelho ao sol.
Batendo de porta
trancando a janela
cheio de travas ao acesso meu,
ao acesso dessa tua marca no rosto que cobre-me de desespero.
Atracando teus olhos como quem invade o congá
onde espalha as folhas secas que nunca deixares entrar
ainda querendo dormir
não sabe da minha poesia que longe de um ladrão
quem rouba é o tom da sua voz.
A melodia não atrapalha meus ouvidos ao curso que teu som faz
redondeia minha perna que de agonia treme,
afunda feito areia molhada em terra quente.
Confunde as notas do teu próprio nome,
sem que descubra onde tua porta bate
e onde teu quarto se fecha.
Abala a estrutura inteira as avessas
como uma árvore oca mais cheia de fruto,
deixa eu parecer bem no fundo dos teus lábios
onde afundo meu gosto e faço um nó.
Se tiver que ser na bala, vai.
terça-feira, 29 de novembro de 2011
Hermanos
Nome daria ao acaso que transpassa os olhos,
organiza a festa entre a fala seca
que na nota aguda assusta e encolhe-se
pertence com esse temperamento desde que
a casa fique pré fabricada.
Dizem a quem conhece o jeito,
eu vejo o jeito na arte-manha desse leão
que soa em trombones com ataques
tão Anti-fascista quanto as tuas próprias mãos.
Nasce ao léo teu vento
que num relento de ser só
apega-se nas tuas desculpas,
vive nas tuas memórias
e quase se lacra num baú.
Amedronta minh'alma num desapego
que se largo nas mãos
vira tão perfeito em folhas secas.
Quem conta teu mar,
que afunda os pés
quanto numa avenida larga
grande
sem que notem tua voz calada ao céu.
Atropela o mundo
ataca o teu eu
afunda junto ao meu
que robou.
organiza a festa entre a fala seca
que na nota aguda assusta e encolhe-se
pertence com esse temperamento desde que
a casa fique pré fabricada.
Dizem a quem conhece o jeito,
eu vejo o jeito na arte-manha desse leão
que soa em trombones com ataques
tão Anti-fascista quanto as tuas próprias mãos.
Nasce ao léo teu vento
que num relento de ser só
apega-se nas tuas desculpas,
vive nas tuas memórias
e quase se lacra num baú.
Amedronta minh'alma num desapego
que se largo nas mãos
vira tão perfeito em folhas secas.
Quem conta teu mar,
que afunda os pés
quanto numa avenida larga
grande
sem que notem tua voz calada ao céu.
Atropela o mundo
ataca o teu eu
afunda junto ao meu
que robou.
Claves
No rosto da outrora a manhã desbotada
enrola a descida da rua
perto de alguma linha pendurada na rua
ou cortada pelas paredes.
Ataduras prendem teus carros num vermelho
a catedral parece história encubida do povo
que toca-se o sino
sem que a hora conte os passos dum homem.
Na vida anterior
as pessoas minusculas trazem um algodão
esquecem de guardar os pedaços da alma que viram
ao passarem rasgando os céus.
Atordoado foi-se junto ao léo do alcool
a farsa espalha o veneno sobre a terra
donde nascem as mesmas manhãs.
O sol é amargo
teus olhos fundos feito um breu
que minha vontade desperta
até na manhã que a ti escondeu.
enrola a descida da rua
perto de alguma linha pendurada na rua
ou cortada pelas paredes.
Ataduras prendem teus carros num vermelho
a catedral parece história encubida do povo
que toca-se o sino
sem que a hora conte os passos dum homem.
Na vida anterior
as pessoas minusculas trazem um algodão
esquecem de guardar os pedaços da alma que viram
ao passarem rasgando os céus.
Atordoado foi-se junto ao léo do alcool
a farsa espalha o veneno sobre a terra
donde nascem as mesmas manhãs.
O sol é amargo
teus olhos fundos feito um breu
que minha vontade desperta
até na manhã que a ti escondeu.
sábado, 26 de novembro de 2011
Tormento Parcial
Durante os prantos
vindos do humano que festeja o fel
e padece de um canto
que endurece o mel.
Afunda-se na derradeira dor de amar
como anuncia-se na partida do seu esqueleto
a dor de um soneto
que sem borda molda a história num rezar.
A prece pode enganar teus olhos
e indagar tuas mãos secas ao sol,
pode molhar teus olhos
e afinar tua voz.
Teu lado direito funciona fora das funções,
aprecia o vento, que desce nas costas
e feito um furacão atravessa o peito.
Leva-te nas letras dum lábio transcrito
encara tua voz marruda frente a janela do medo
na porta da alma
que fechada se tranca.
Sem paz,
sem prece,
sem reza,
sem santo.
vindos do humano que festeja o fel
e padece de um canto
que endurece o mel.
Afunda-se na derradeira dor de amar
como anuncia-se na partida do seu esqueleto
a dor de um soneto
que sem borda molda a história num rezar.
A prece pode enganar teus olhos
e indagar tuas mãos secas ao sol,
pode molhar teus olhos
e afinar tua voz.
Teu lado direito funciona fora das funções,
aprecia o vento, que desce nas costas
e feito um furacão atravessa o peito.
Leva-te nas letras dum lábio transcrito
encara tua voz marruda frente a janela do medo
na porta da alma
que fechada se tranca.
Sem paz,
sem prece,
sem reza,
sem santo.
sexta-feira, 25 de novembro de 2011
5:30
Pausadamente desperto
com a neblina que o rastro da noite manipula
sobre meu manto quente
olhando nos meus olhos de perto.
Espanto
onde em pranto
vai o meu amor
ficar tão só.
Arruíno o sol
e temo a escuridão,
trago meus lábios
até as letras.
Quanto mais chega-se
amedronto minh'alma
que esqueço de avisar a ela a tua vida
longe da minha.
Que é que meu soloço pergunta
donde vem essa luta?
Pronde vai teus abraços mansos calados num sussuro
sucumbia minha perna
derrota a anedota de pulsa aos olhos.
E na minha história a gente era obrigado a ser feliz.
com a neblina que o rastro da noite manipula
sobre meu manto quente
olhando nos meus olhos de perto.
Espanto
onde em pranto
vai o meu amor
ficar tão só.
Arruíno o sol
e temo a escuridão,
trago meus lábios
até as letras.
Quanto mais chega-se
amedronto minh'alma
que esqueço de avisar a ela a tua vida
longe da minha.
Que é que meu soloço pergunta
donde vem essa luta?
Pronde vai teus abraços mansos calados num sussuro
sucumbia minha perna
derrota a anedota de pulsa aos olhos.
E na minha história a gente era obrigado a ser feliz.
quinta-feira, 24 de novembro de 2011
13
Três capitulos para rotular nas frases
o tempo que se atraí ao povo que em gemidos diz
a parabula dum rei.
Ameaça a mim teus olhos fartos de Camões,
abaçaiado chorou no canto das lágrimas
nas lamentações de Marias
que longe de senhoras,
varrem as ruas, das tais almas perdidas.
Escuta-se o ruído da noite
o medo da voz que calada, tão falante.
Nas letras teus lábios escrevem os meus,
nessas mãos carregam a raiva em laços,
nos olhos fita a minh'alma que assombra
e assopra o que arde.
Vento leva a ventania dos músculos de nós dois na cama,
complico.
Uso-te junto a mim,
só pra ter esse gosto
de usar.
o tempo que se atraí ao povo que em gemidos diz
a parabula dum rei.
Ameaça a mim teus olhos fartos de Camões,
abaçaiado chorou no canto das lágrimas
nas lamentações de Marias
que longe de senhoras,
varrem as ruas, das tais almas perdidas.
Escuta-se o ruído da noite
o medo da voz que calada, tão falante.
Nas letras teus lábios escrevem os meus,
nessas mãos carregam a raiva em laços,
nos olhos fita a minh'alma que assombra
e assopra o que arde.
Vento leva a ventania dos músculos de nós dois na cama,
complico.
Uso-te junto a mim,
só pra ter esse gosto
de usar.
domingo, 20 de novembro de 2011
Pares
Dois riachos no obscuro da fenda
onde suporta a tentação e a prenda.
Penetra no fundo meus dedos que raspam teu cabelo,
um pedaço de cada vez.
Os olhos vidram,
reviram,
tranpassam,
e caem no buraco do abismo preto
que ao abrir esses olhos aumenta fenda de te ver.
Teus braços eram meus.
Via a relva que nascia em frente a cabana onde fecharia tua vida,
mais uma vez,
onde teus pares esconderiam teus azares.
Falavas em tom solene,
que traia minha atenção no teu sopro
que levava meu ciume na tua boca
que solava o vento.
O teu azul,
meu mar vermelho.
Afunda.
Então vem navega em mim.
onde suporta a tentação e a prenda.
Penetra no fundo meus dedos que raspam teu cabelo,
um pedaço de cada vez.
Os olhos vidram,
reviram,
tranpassam,
e caem no buraco do abismo preto
que ao abrir esses olhos aumenta fenda de te ver.
Teus braços eram meus.
Via a relva que nascia em frente a cabana onde fecharia tua vida,
mais uma vez,
onde teus pares esconderiam teus azares.
Falavas em tom solene,
que traia minha atenção no teu sopro
que levava meu ciume na tua boca
que solava o vento.
O teu azul,
meu mar vermelho.
Afunda.
Então vem navega em mim.
sábado, 19 de novembro de 2011
Madrugada
Num silêncio da tempestade
donde o mar se junta com a relva,
o que alimenta o pavor da cura.
Vens tão ao silêncio quanto um dia de chuva.
Acalma o céu,
abala a cidade em cheia.
Não sei se falo mesmo de ti,
se atravesso a pressa
ou se a pressa me atravessa.
Compõe teus olhos
que lê aos meus,
me acorda ao som
de um dia raro de asfalto.
Quem é você?
De onde vem teu jeito
que desvira meu alento
e me entorta tão frágil ao teu eu?
donde o mar se junta com a relva,
o que alimenta o pavor da cura.
Vens tão ao silêncio quanto um dia de chuva.
Acalma o céu,
abala a cidade em cheia.
Não sei se falo mesmo de ti,
se atravesso a pressa
ou se a pressa me atravessa.
Compõe teus olhos
que lê aos meus,
me acorda ao som
de um dia raro de asfalto.
Quem é você?
De onde vem teu jeito
que desvira meu alento
e me entorta tão frágil ao teu eu?
quarta-feira, 9 de novembro de 2011
Em nota o teu Poulain
Grafite.
Entrelaço meus olhos
entre as duas buchechas levadas de leve ao rosto.
Carrega-se aos arrastos
das histórias que conta,
e que com os fiapos,
amedronta.
Olha sem pressa
a pressa que a hora passa,
aproveita a cadeira
ocupa o espaço.
Desfaz o laço
e coça a cabeça.
Atrapalha a fala,
não encara de cara
mas fala com a marra
de um malandro.
O fogo de palha exita,
é de queimar os dedos
e expor os defeitos
que a brisa carrega.
Tudo flui,
sem pressa.
A letra escreve
a rapidez ou a solidão,
o coração que arranha
e a vida que apanha
nesse penar de começar a tradução.
Do infinitivo,
passa-te
ao labirinto
onde ousa beijar os lábios da chuva.
Da calmaria a direita,
foi-se
até a tempestade da esquerda.
Donde fica,
lamenta
e vê,
que o meu samba
pode até chamar a atenção dos teus pés.
O título escapa do teu nome,
eu te nomeio entre tantas letras,
que ainda se monto as palavras por inteiras
vejo, tão só,
que a falta
fica.
Lamento minha falta de flores,
e tão cheia de dores vou manerando.
Desse jeito,
esse mal jeito,
o jeito torto de querer um jeito teu.
Arrisco.
Não mordo,
faço barulho no sapatiado
do meu pé a caminho dum outro labirinto.
Agora,
no jeito,
o teu.
O teu nome,
a tua velharia que hoje o tempo alimenta,
e comenta logo de manhã.
Sou a ultima,
o ditado ainda diz.
Porém espero ver você,
rir melhor,
a nós?
Entrelaço meus olhos
entre as duas buchechas levadas de leve ao rosto.
Carrega-se aos arrastos
das histórias que conta,
e que com os fiapos,
amedronta.
Olha sem pressa
a pressa que a hora passa,
aproveita a cadeira
ocupa o espaço.
Desfaz o laço
e coça a cabeça.
Atrapalha a fala,
não encara de cara
mas fala com a marra
de um malandro.
O fogo de palha exita,
é de queimar os dedos
e expor os defeitos
que a brisa carrega.
Tudo flui,
sem pressa.
A letra escreve
a rapidez ou a solidão,
o coração que arranha
e a vida que apanha
nesse penar de começar a tradução.
Do infinitivo,
passa-te
ao labirinto
onde ousa beijar os lábios da chuva.
Da calmaria a direita,
foi-se
até a tempestade da esquerda.
Donde fica,
lamenta
e vê,
que o meu samba
pode até chamar a atenção dos teus pés.
O título escapa do teu nome,
eu te nomeio entre tantas letras,
que ainda se monto as palavras por inteiras
vejo, tão só,
que a falta
fica.
Lamento minha falta de flores,
e tão cheia de dores vou manerando.
Desse jeito,
esse mal jeito,
o jeito torto de querer um jeito teu.
Arrisco.
Não mordo,
faço barulho no sapatiado
do meu pé a caminho dum outro labirinto.
Agora,
no jeito,
o teu.
O teu nome,
a tua velharia que hoje o tempo alimenta,
e comenta logo de manhã.
Sou a ultima,
o ditado ainda diz.
Porém espero ver você,
rir melhor,
a nós?
sábado, 5 de novembro de 2011
4 Acordes dUm Apocalipse
Diante do morumento a cidade grita,
abala-se nos olhos que as crenças se confundem.
Os orixás do asfalto atropelam os carros com suas businas,
o som de fundo é de calmaria as almas.
Cheiro de insenso funde
com a poluição das pessoas que correm.
Aqui, elas sempre correm.
De pé penso em sentar,
estou só até na sombra,
porém tão cheia de sol que invadem os cantos que ninguém cabe.
Pensei em desaparecer daqui, ou seguir quem apareceu,
carrego os passos e arrumo a saia.
Vou atrás de um ser sem nome,
donde se fundem pessoas que entrelaçam o caminho.
Perco-o de vista,
odeio faróis.
Achei!
A metros longe.
Mas por que vim mesmo pra cá?
Algum lado chamava os passos que via
que vinha por detrás da minha sombra.
Numa casa comunitária que vive num vão
donde o zelador falava em inglês
e solava tua vista com óculos de grande armação.
Escorrega-se.
Nessas horas chamo-me a boca de lobo,
em meio ao pescador de ilusões, vale a pena
o que não vale?
abala-se nos olhos que as crenças se confundem.
Os orixás do asfalto atropelam os carros com suas businas,
o som de fundo é de calmaria as almas.
Cheiro de insenso funde
com a poluição das pessoas que correm.
Aqui, elas sempre correm.
De pé penso em sentar,
estou só até na sombra,
porém tão cheia de sol que invadem os cantos que ninguém cabe.
Pensei em desaparecer daqui, ou seguir quem apareceu,
carrego os passos e arrumo a saia.
Vou atrás de um ser sem nome,
donde se fundem pessoas que entrelaçam o caminho.
Perco-o de vista,
odeio faróis.
Achei!
A metros longe.
Mas por que vim mesmo pra cá?
Algum lado chamava os passos que via
que vinha por detrás da minha sombra.
Numa casa comunitária que vive num vão
donde o zelador falava em inglês
e solava tua vista com óculos de grande armação.
Escorrega-se.
Nessas horas chamo-me a boca de lobo,
em meio ao pescador de ilusões, vale a pena
o que não vale?
quarta-feira, 2 de novembro de 2011
Anonimato Constante
Humanitarismo em doses.
A matéria que se antecede
talha o resto do depois.
Pontilha a patrulha guardiã das supernovas
que em colisão de dois corpos celestes
equilibram-se entre suas peles.
A matéria que os consebem é um ponto de dúvida
para ciência que estuda casos especificamentes explicados
e mencionados em relatórios.
Diferente deste.
Nada a antecede feito o momento presente,
alucina-se em arrepios descontrolados duma armação retangular de óculos.
Explodem-se,
implodem-se,
imploram-se
por quatro miseros acordes
solados na pele
de um apocalipse contornado
de vida.
A matéria que se antecede
talha o resto do depois.
Pontilha a patrulha guardiã das supernovas
que em colisão de dois corpos celestes
equilibram-se entre suas peles.
A matéria que os consebem é um ponto de dúvida
para ciência que estuda casos especificamentes explicados
e mencionados em relatórios.
Diferente deste.
Nada a antecede feito o momento presente,
alucina-se em arrepios descontrolados duma armação retangular de óculos.
Explodem-se,
implodem-se,
imploram-se
por quatro miseros acordes
solados na pele
de um apocalipse contornado
de vida.
terça-feira, 1 de novembro de 2011
Corpesia Que Eu Inventei
A garganta é o espaço fino que invade a alma no caminho do peito. Dizem que a água cai na vazante do estomâgo, porém ao caminho da vertebra mãe esse espaço fino desagua em lavar onde, pela ciência racional, o liquido fino não chega. Raspa o osso no caminho, dizem da alma por ser tão sofrida, e doem os dentes na sensibilidade de deseja-la. O sub-solo de um corpo nem sempre é feito de ossos que quebram em quedas possiveis em terra. Os ossos quebram no ranger da noite fria.
Frio psicológicamente correto de admitir-se ao vento. Os cabelos soltos são feitos de que feitiço que carrega meu DNA? A praticidade do tempo grita ao ser humano que corre teus caminhos exatos na hora. Metáforas. Belas metáforas onde o cerebro quebra-se em rompimento com os músculos que parecem frangos de padaria num espeto. Giram, e sempre tem algum cachorro por assistir, querendo comer o cheiro que tem e a carne dourada que vê. Parece até ouro.
A barriga que guarda os orgãos não funciona mais em alguns sentidos. O corpo fica fraco ao lento véu que cobre o céu em brilho de Lua ao léo no espaço físico. A barriga liga a parte vazia, entre a coluna e a bacia. A mesma carrega a vida e estampa ao mundo a gravidez que a antecede. Carrega no ventre um dos pontos lunáticos que as estrelas gritam no olho desconhecido do amante. Quem mata ali, morre. Carrega tantos vazos sanguineos no corpo, que até o mosquito no verão quer ter pra crescer igual. Até no minino tamanho nasce a inveja da dor. Inveja da dor?
Se os ossos invejam a alma, que é pronde a água que se bebe vai, por que os mosquitos não podem bebe-la? Funda ao visto humano ou animal em bichos? Tanto mistério pro fim em poeira que se faz giz, como escreve o passado que o tempo não se apega, porém se apaga. Os ossos doem a cada dia que passo por abaixar erradamente esse meu corpo pesado e pequeno. Peito se fecha e se abre feito a porta que gemia ao colocarem a mão no trinco. Gemia minha mão aos ossos que gritam pelo estalo que a casa faz e reflete nos meus dedos cansados da limpeza que vez ou outra deve vir. Ossos gritam por limpeza também. Assim, a coluna grita por estar reta e alta pra voar. Assim os pés criam raizes e giram com o planeta grudado no chão. A gravidade puxa os ossos e atraí os mal-feitores em canticos de ópera.
Até que a parede do seu estomago estora em grandesa e anseia que mal traduz o que o cerebro tenta mandar em sinais de movimento pro resto do corpo. Um corpo tão quebravel quanto a alma. Um corpo com tanto ciume de sua levada água a alma. Mal sabes esse corpo que quebra, que a inveja vem da própria alma que o fez e o cerca.
Vezes a poesia vem colada com o físico do corpo humano, dificil de tranceder os olhos que vê e das mãos que sente. A alma deve sentir o prazer do corpo que habita e não as dores de quem dele evita.
Frio psicológicamente correto de admitir-se ao vento. Os cabelos soltos são feitos de que feitiço que carrega meu DNA? A praticidade do tempo grita ao ser humano que corre teus caminhos exatos na hora. Metáforas. Belas metáforas onde o cerebro quebra-se em rompimento com os músculos que parecem frangos de padaria num espeto. Giram, e sempre tem algum cachorro por assistir, querendo comer o cheiro que tem e a carne dourada que vê. Parece até ouro.
A barriga que guarda os orgãos não funciona mais em alguns sentidos. O corpo fica fraco ao lento véu que cobre o céu em brilho de Lua ao léo no espaço físico. A barriga liga a parte vazia, entre a coluna e a bacia. A mesma carrega a vida e estampa ao mundo a gravidez que a antecede. Carrega no ventre um dos pontos lunáticos que as estrelas gritam no olho desconhecido do amante. Quem mata ali, morre. Carrega tantos vazos sanguineos no corpo, que até o mosquito no verão quer ter pra crescer igual. Até no minino tamanho nasce a inveja da dor. Inveja da dor?
Se os ossos invejam a alma, que é pronde a água que se bebe vai, por que os mosquitos não podem bebe-la? Funda ao visto humano ou animal em bichos? Tanto mistério pro fim em poeira que se faz giz, como escreve o passado que o tempo não se apega, porém se apaga. Os ossos doem a cada dia que passo por abaixar erradamente esse meu corpo pesado e pequeno. Peito se fecha e se abre feito a porta que gemia ao colocarem a mão no trinco. Gemia minha mão aos ossos que gritam pelo estalo que a casa faz e reflete nos meus dedos cansados da limpeza que vez ou outra deve vir. Ossos gritam por limpeza também. Assim, a coluna grita por estar reta e alta pra voar. Assim os pés criam raizes e giram com o planeta grudado no chão. A gravidade puxa os ossos e atraí os mal-feitores em canticos de ópera.
Até que a parede do seu estomago estora em grandesa e anseia que mal traduz o que o cerebro tenta mandar em sinais de movimento pro resto do corpo. Um corpo tão quebravel quanto a alma. Um corpo com tanto ciume de sua levada água a alma. Mal sabes esse corpo que quebra, que a inveja vem da própria alma que o fez e o cerca.
Vezes a poesia vem colada com o físico do corpo humano, dificil de tranceder os olhos que vê e das mãos que sente. A alma deve sentir o prazer do corpo que habita e não as dores de quem dele evita.
segunda-feira, 31 de outubro de 2011
Moer
Luz floresce
do cabelo molhado no travesseiro.
Reduz a minha boca seca
apenas,
quando minh'alma varre tela.
Meu pé encontra o meu outro pé
donde muda-se os dedos cruzados.
Filme no dvd chamado internetês
donde a vitrola do meu blues é por rede.
As unhas sempre por fazer,
o cabelo pra crescer
e a pele a descascar.
O meu abajur virou tv
e nem vi,
apaguei-a junto da luz lá de fora
assim que acendi.
Ecoa nos olhos o rabo de felicidade,
donde puxo prum centro fixo.
Ah,
Acomoda-se.
Inda cabe riso no mastro do meu barco que ao léo veleja
Pois o tempo não se apega, ele apenas se apaga
feito maré.
do cabelo molhado no travesseiro.
Reduz a minha boca seca
apenas,
quando minh'alma varre tela.
Meu pé encontra o meu outro pé
donde muda-se os dedos cruzados.
Filme no dvd chamado internetês
donde a vitrola do meu blues é por rede.
As unhas sempre por fazer,
o cabelo pra crescer
e a pele a descascar.
O meu abajur virou tv
e nem vi,
apaguei-a junto da luz lá de fora
assim que acendi.
Ecoa nos olhos o rabo de felicidade,
donde puxo prum centro fixo.
Ah,
Acomoda-se.
Inda cabe riso no mastro do meu barco que ao léo veleja
Pois o tempo não se apega, ele apenas se apaga
feito maré.
sexta-feira, 28 de outubro de 2011
Finda a Relva
Finda a chuva a janela fechada
traga o mar no vento
donde via-se em manto de areia,
a solidão chamar.
Salva-se na melodia
transbordante de duas bocas na mesma saliva,
donde a água salgada escorre
ao avesso do queixo.
Afoga o riacho do lado
em que a cidade cresce?
Na plantação verde
da falta tamanha do mundo,
corre.
Na vazante a chuva desce,
escorre até o peito
grita feito faca de dois gumes
do lado do céu.
Aponta o horizonte
que afunda a mágoa
de lazarenta estampa a morte
que enterra o ar da vida.
Atravessa o oceno num navio,
em meio a vazante.
Dorme no mar,
deleita nos colchões d’água,
Só pra ver entre os ouvidos
o canto do pássaro,
mais auto.
Cresce na chuva que desce,
em tempestade de nostalgia.
Finda a chuva,
pra querer cantar.
Finda a vida,
pra querer gritar.
traga o mar no vento
donde via-se em manto de areia,
a solidão chamar.
Salva-se na melodia
transbordante de duas bocas na mesma saliva,
donde a água salgada escorre
ao avesso do queixo.
Afoga o riacho do lado
em que a cidade cresce?
Na plantação verde
da falta tamanha do mundo,
corre.
Na vazante a chuva desce,
escorre até o peito
grita feito faca de dois gumes
do lado do céu.
Aponta o horizonte
que afunda a mágoa
de lazarenta estampa a morte
que enterra o ar da vida.
Atravessa o oceno num navio,
em meio a vazante.
Dorme no mar,
deleita nos colchões d’água,
Só pra ver entre os ouvidos
o canto do pássaro,
mais auto.
Cresce na chuva que desce,
em tempestade de nostalgia.
Finda a chuva,
pra querer cantar.
Finda a vida,
pra querer gritar.
quinta-feira, 27 de outubro de 2011
Ashtoffen
Traduz esses teus olhos.
Enquanto acontece que o dia se esvai.
Traduz esse teu manto.
Enquanto vem de curandeio curioso
puxando o barco pelo mastro da poesia.
Vives num congá,
donde o mais certo é um sofá
que quiçá você deita e encontra o céu.
Se a porta fecha, bate o vento
bate o vento nas letras escritas por detrás das minhas costas,
parece em giz.
Juras que a boca cala,
mas,
traduz esses olhos.
Aumenta o tom da vitrola
donde o samba nasce
entre os quadros tortos que bordam a parede.
Não compara.
Reparo,
que teus dedos a unha cresce,
na pia não cabe mais prato,
nesse ato desorganizado de reparar.
Falas.
Falavas.
Em água.
Traduz esses olhos cheios d'água?
Encarava meus olhos,
devorava minhas mãos.
Encara poeta navegante.
Ai de mim!
Espero,
anseio
por esses olhos
que tanto vi.
Enquanto acontece que o dia se esvai.
Traduz esse teu manto.
Enquanto vem de curandeio curioso
puxando o barco pelo mastro da poesia.
Vives num congá,
donde o mais certo é um sofá
que quiçá você deita e encontra o céu.
Se a porta fecha, bate o vento
bate o vento nas letras escritas por detrás das minhas costas,
parece em giz.
Juras que a boca cala,
mas,
traduz esses olhos.
Aumenta o tom da vitrola
donde o samba nasce
entre os quadros tortos que bordam a parede.
Não compara.
Reparo,
que teus dedos a unha cresce,
na pia não cabe mais prato,
nesse ato desorganizado de reparar.
Falas.
Falavas.
Em água.
Traduz esses olhos cheios d'água?
Encarava meus olhos,
devorava minhas mãos.
Encara poeta navegante.
Ai de mim!
Espero,
anseio
por esses olhos
que tanto vi.
quarta-feira, 26 de outubro de 2011
Butantã
Daí eu desvelo. Você na janela.
Esses olhos?
Tem tons fabricados pela calmaria d'um curandeiro donde deleita esse mar no meu colo.
A travesia na ida do sufoco da volta.
Pés calam e a única coisa que vejo como porta são teus olhos.
A sala ouvia a cidade se calar ao som da vitrola com um barco a base de poemas logo por cima, apenas, pra trazer inveja do Sol por estar do lado de dentro.
Acompanha tua barba como um manto dócil.
Destas poucas metáforas da vida o presente feito dádiva que perde-se sem relógio em hora.
Via o Sol e teu corpo quase que caindo da janela do segundo andar - lembro-me de subir dois vãos de escada.
Mais uma vez meus pés acertam no meio de tanto erro, na minha caída dentro do chuveiro.
Mas inda lembro bem desses olhos.
Das tais benditas palavras que dizias de água nesse par de mistérios.
Donde você retrucava que o brilho dos olhos precisa de água e eu, pensando, que a alma quem brilha na sua porta de entrada.
Doce.
Olhos falavam de boca muda e seca.
Cheiro da primeira letra do teu segundo nome.
Espero os olhos no fim da vida.
A cor dos teus olhos embaralha a música e a seta que uso num teclado rápido pra mudar de foto, a foto muda, e a cor desses pares também. Vezes azuis, outras verdes, dourados por iguais, qual a cor desse par moço? Qual?
Esses olhos?
Tem tons fabricados pela calmaria d'um curandeiro donde deleita esse mar no meu colo.
A travesia na ida do sufoco da volta.
Pés calam e a única coisa que vejo como porta são teus olhos.
A sala ouvia a cidade se calar ao som da vitrola com um barco a base de poemas logo por cima, apenas, pra trazer inveja do Sol por estar do lado de dentro.
Acompanha tua barba como um manto dócil.
Destas poucas metáforas da vida o presente feito dádiva que perde-se sem relógio em hora.
Via o Sol e teu corpo quase que caindo da janela do segundo andar - lembro-me de subir dois vãos de escada.
Mais uma vez meus pés acertam no meio de tanto erro, na minha caída dentro do chuveiro.
Mas inda lembro bem desses olhos.
Das tais benditas palavras que dizias de água nesse par de mistérios.
Donde você retrucava que o brilho dos olhos precisa de água e eu, pensando, que a alma quem brilha na sua porta de entrada.
Doce.
Olhos falavam de boca muda e seca.
Cheiro da primeira letra do teu segundo nome.
Espero os olhos no fim da vida.
A cor dos teus olhos embaralha a música e a seta que uso num teclado rápido pra mudar de foto, a foto muda, e a cor desses pares também. Vezes azuis, outras verdes, dourados por iguais, qual a cor desse par moço? Qual?
domingo, 23 de outubro de 2011
Mar
Remos não servem pra barcos afundados pelo peso da âncora.
Mas se o casco do navio afunda junto ao mar, é porque o diamante não é um casco dócil.
A rosa dos ventos apontará para o Norte do qual tu já conhece os gritos e o ranger de dentes.
Nessa de fugir o teu leme se partiu e sovela sem brisa.
Ora aos deuses do mar ou do qual teu eu desejar,
pra que,
nas noites turbulentas o mar não arraste teu barco e nem venha a ti toda poeira da areia do céus em fúria. Teu rádio funciona,
doutro lado existe apenas cabeças batendo nas paredes da miséria em descordia de amor.
Aprontem os barcos na maré, mas se deixarem só, não deixa a água salgada ao léo leva-los.
Um farol palpita no meio do oceno de águas fundas,
não tenhas medo de chegar até lá,
não tenhas o medo que eu tive de chegar até lá sozinha te carregando.
Saiba pois que o choro não resolve nada, nem nos desvencilha desse mar de dor.
Atraca teu pé em terra, mas arrisque voar nas águas de março manchando o verão.
As manhãs no mar são dificeis quando a comida é escassa e o mar é mais salgado que a tua saliva,
deixa o Sol pousar teu rosto fraco de navegador e varrer o congá que estiver ali na madeira.
Por isso que o choro seca,
que ao amor há entrega porque finda o luto.
O luto do meu mar pra dividir.
Descubro que em tempos de guerra o peito se cala, mas na poesia nunca fica mudo.
Você é humano han?
Então nada de humano pode te espantar.
Mas se o casco do navio afunda junto ao mar, é porque o diamante não é um casco dócil.
A rosa dos ventos apontará para o Norte do qual tu já conhece os gritos e o ranger de dentes.
Nessa de fugir o teu leme se partiu e sovela sem brisa.
Ora aos deuses do mar ou do qual teu eu desejar,
pra que,
nas noites turbulentas o mar não arraste teu barco e nem venha a ti toda poeira da areia do céus em fúria. Teu rádio funciona,
doutro lado existe apenas cabeças batendo nas paredes da miséria em descordia de amor.
Aprontem os barcos na maré, mas se deixarem só, não deixa a água salgada ao léo leva-los.
Um farol palpita no meio do oceno de águas fundas,
não tenhas medo de chegar até lá,
não tenhas o medo que eu tive de chegar até lá sozinha te carregando.
Saiba pois que o choro não resolve nada, nem nos desvencilha desse mar de dor.
Atraca teu pé em terra, mas arrisque voar nas águas de março manchando o verão.
As manhãs no mar são dificeis quando a comida é escassa e o mar é mais salgado que a tua saliva,
deixa o Sol pousar teu rosto fraco de navegador e varrer o congá que estiver ali na madeira.
Por isso que o choro seca,
que ao amor há entrega porque finda o luto.
O luto do meu mar pra dividir.
Descubro que em tempos de guerra o peito se cala, mas na poesia nunca fica mudo.
Você é humano han?
Então nada de humano pode te espantar.
terça-feira, 18 de outubro de 2011
Delas, entre Elas.
Respira calma enquanto o Sol invade suas faces de cores tão
vermelhas.
Estica o tapete molhado, lançado pro lado de lá do meu
jardim.
Inda que despentiada o vento bate e leva um de seus lados a dançar uma valsa no seu
sonho.
Entrava-se na linha dos rabiscos de um homem barbado que já havia passado
ali.
Trava-te no corpinho que tens entre espinhos que no mato cresce logo em
volta.
Embaraça o cabelo entre o manto dos deuses ao pedido do céu em
choro.
Quis que o vento viesse duma vez só aos teus botões de orelhas, abertas de quem resmunga
do teu lado.
Exala teu cheiro pela rua nas noites apagadas da cidade
grande.
Transborda esse teu mundo de mágoas entre o choro do céu
bendito.
Então mostra tuas asas
e voa.
As borboletas carregam flores nas asas.
vermelhas.
Estica o tapete molhado, lançado pro lado de lá do meu
jardim.
Inda que despentiada o vento bate e leva um de seus lados a dançar uma valsa no seu
sonho.
Entrava-se na linha dos rabiscos de um homem barbado que já havia passado
ali.
Trava-te no corpinho que tens entre espinhos que no mato cresce logo em
volta.
Embaraça o cabelo entre o manto dos deuses ao pedido do céu em
choro.
Quis que o vento viesse duma vez só aos teus botões de orelhas, abertas de quem resmunga
do teu lado.
Exala teu cheiro pela rua nas noites apagadas da cidade
grande.
Transborda esse teu mundo de mágoas entre o choro do céu
bendito.
Então mostra tuas asas
e voa.
As borboletas carregam flores nas asas.
domingo, 16 de outubro de 2011
Essa Senhora
Essa senhora se consola
com a sua camisola de algodão
frente a janela
donde o mundo cai
nos olhos d'água.
Essa senhora se embola
num cobertor curto com cheiro de guardado
agora, sentada na cama
com os olhos fitados
inda na janela.
Essa senhora se isola
do resto dos olhos do mundo,
se distraí a ponto de esquecer o feijão a torrar na panela
ainda, de olho na janela.
Essa senhora assim ora,
ao amor de deuses
pru seu reino voltar em olhos dourados
dos quais o vento,
quis levar.
com a sua camisola de algodão
frente a janela
donde o mundo cai
nos olhos d'água.
Essa senhora se embola
num cobertor curto com cheiro de guardado
agora, sentada na cama
com os olhos fitados
inda na janela.
Essa senhora se isola
do resto dos olhos do mundo,
se distraí a ponto de esquecer o feijão a torrar na panela
ainda, de olho na janela.
Essa senhora assim ora,
ao amor de deuses
pru seu reino voltar em olhos dourados
dos quais o vento,
quis levar.
domingo, 9 de outubro de 2011
Rosa dos Ventos Re-versa
Barcos listrados num oceno bufânico.
Tras-passam
em repassar nas contradições da contra mão
dum lado sem fim.
A rosa dos ventos re-versa conversa com
o meu norte
e o meu porto em âncora.
Despeja na madeira o material em pedaços,
donde deuses trouxe nos olhos
a paz.
Traga-se um entre dois pedaços de tabaco
pro nojo de uns, ao alivio dos outros.
Piratas param em cabarés de casca forte,
pegam nos cabelos suados de suas amantes
onde lá,
existiria outro nome que um marinheiro apaixonado
havia de escrever,
bordando a areia
onde nem o céu vê.
Amor de marinheiro é o mar
é os olhos da sereia que ele não pode levar.
Soltar a âncora!
O navio vai parar na calmaria!
Donde as águas mansas vem das minhas pernas,
e o Sol,
vem destes teus olhos dourados feito a estação.
Tras-passam
em repassar nas contradições da contra mão
dum lado sem fim.
A rosa dos ventos re-versa conversa com
o meu norte
e o meu porto em âncora.
Despeja na madeira o material em pedaços,
donde deuses trouxe nos olhos
a paz.
Traga-se um entre dois pedaços de tabaco
pro nojo de uns, ao alivio dos outros.
Piratas param em cabarés de casca forte,
pegam nos cabelos suados de suas amantes
onde lá,
existiria outro nome que um marinheiro apaixonado
havia de escrever,
bordando a areia
onde nem o céu vê.
Amor de marinheiro é o mar
é os olhos da sereia que ele não pode levar.
Soltar a âncora!
O navio vai parar na calmaria!
Donde as águas mansas vem das minhas pernas,
e o Sol,
vem destes teus olhos dourados feito a estação.
sexta-feira, 7 de outubro de 2011
Quiçá na Porta da Senzala
Como num cortejo
de almas bancadas a carne-viva.
Desceveria nas noites
proferindo orações ao ombro do meu amado,
das quais reatei em botões o nosso laço amassado.
Nos olhos dourados
amantes do que lá diz meu desenho em curvas desperças
E que tão só
que minh'alma anda num amor varrido.
Diziam em nossas terras que ai,
se o amor não for exagerado não ia ser,
Ai
mas eu sinto.
Feito uma faca de dois gumes
que desatiram meu peito pra fora do ego,
das quais Grito.
Onde fico,
Quiçá
vejo você passar.
Sinto.
Quiçá tenho.
Ah, como tenho
a tempo
chegam de ver!
Da porta
onde escravisa meu coração como em congá,
transcrevo teu beijo em cravo em canela.
Num amor de janela.
Na senzala
fico
sem sala.
Na mala o peito,
na mão o barco,
no olho teus traços,
Quiçá tão meu.
de almas bancadas a carne-viva.
Desceveria nas noites
proferindo orações ao ombro do meu amado,
das quais reatei em botões o nosso laço amassado.
Nos olhos dourados
amantes do que lá diz meu desenho em curvas desperças
E que tão só
que minh'alma anda num amor varrido.
Diziam em nossas terras que ai,
se o amor não for exagerado não ia ser,
Ai
mas eu sinto.
Feito uma faca de dois gumes
que desatiram meu peito pra fora do ego,
das quais Grito.
Onde fico,
Quiçá
vejo você passar.
Sinto.
Quiçá tenho.
Ah, como tenho
a tempo
chegam de ver!
Da porta
onde escravisa meu coração como em congá,
transcrevo teu beijo em cravo em canela.
Num amor de janela.
Na senzala
fico
sem sala.
Na mala o peito,
na mão o barco,
no olho teus traços,
Quiçá tão meu.
sexta-feira, 30 de setembro de 2011
Do
Irônia.
Máscara.
Ignorancia.
Pequeno.
Vermelho.
Barbudo.
Toleravel.
Escondido.
Trabalhado.
Bordado.
Pensativo.
Mudativo.
Analista.
Falação.
Diferente.
Critico.
Doce.
Moralista.
Idiota.
Lento.
Marcado.
Incontrolável.
Atacado.
Tantos L's
em Do,
ré, mi e fá.
Fala, falo
que
Eu bem sei, a quem descrevi.
Máscara.
Ignorancia.
Pequeno.
Vermelho.
Barbudo.
Toleravel.
Escondido.
Trabalhado.
Bordado.
Pensativo.
Mudativo.
Analista.
Falação.
Diferente.
Critico.
Doce.
Moralista.
Idiota.
Lento.
Marcado.
Incontrolável.
Atacado.
Tantos L's
em Do,
ré, mi e fá.
Fala, falo
que
Eu bem sei, a quem descrevi.
Só Tanto Tento
Te escrevia
no escuro
bordado de calor.
Vermelho é essa cor?
Onde a luz,
eram respingos que o céu deu
em estrelas.
Num copo azul,
nesses olhos dourados
rasgados noutro ainda mesmo
chapéu grafite.
Quem diz que malandro
perde o canto de ossanha?
Estampa mesmo o céu
meu pecado.
Oceano bordel,
onde diz saravá
teus lábios
que escorriam na chuva,
tempo.
Sacode teu samba,
que ainda longe do meu
Até,
tantos atés.
Beleza.
no escuro
bordado de calor.
Vermelho é essa cor?
Onde a luz,
eram respingos que o céu deu
em estrelas.
Num copo azul,
nesses olhos dourados
rasgados noutro ainda mesmo
chapéu grafite.
Quem diz que malandro
perde o canto de ossanha?
Estampa mesmo o céu
meu pecado.
Oceano bordel,
onde diz saravá
teus lábios
que escorriam na chuva,
tempo.
Sacode teu samba,
que ainda longe do meu
Até,
tantos atés.
Beleza.
sábado, 24 de setembro de 2011
Noites Eternas de Primavera
Trouxe nos braços pequenos
o destrambelho no nome que zelo,
dei a mim letras a um papel branco
ainda que no berço partido.
A mim calei nas broncas partidas de mãos das quais amei,
onde soletrei teu nome baixinho quando acordei.
Trouxe no primeiro folego do dia
o pedido ao amor que varres minh'alma,
desejei teu rosto no meu nariz gelado
e tuas mãos cansadas nas minhas pernas.
Traguei o folego em fumaça no frio,
longe do cigarro que nunca fumei direito
tive ataques em desvario.
Enquanto enlaçavas tua mão
entre os meus mares,
peguei ressaca
engoli água salgada,
a mesma
que entope meu estômago de outros tantos mares.
Perdi-me na demora de tuas letras,
nas respostas ousadas do meu amor em tormento
onde meu único realejo,
é você.
Me diz pra onde é que inda posso ir?
o destrambelho no nome que zelo,
dei a mim letras a um papel branco
ainda que no berço partido.
A mim calei nas broncas partidas de mãos das quais amei,
onde soletrei teu nome baixinho quando acordei.
Trouxe no primeiro folego do dia
o pedido ao amor que varres minh'alma,
desejei teu rosto no meu nariz gelado
e tuas mãos cansadas nas minhas pernas.
Traguei o folego em fumaça no frio,
longe do cigarro que nunca fumei direito
tive ataques em desvario.
Enquanto enlaçavas tua mão
entre os meus mares,
peguei ressaca
engoli água salgada,
a mesma
que entope meu estômago de outros tantos mares.
Perdi-me na demora de tuas letras,
nas respostas ousadas do meu amor em tormento
onde meu único realejo,
é você.
Me diz pra onde é que inda posso ir?
segunda-feira, 19 de setembro de 2011
As Avessas
Minha perna sucumbia de agonia
traçava as avessas meu pranto em canto desafinado.
Me dizias pra seguir teu lado
que mais bagunçado seria a mim,
colado.
Em plural.
Meu corpo temia o medo bater na porta,
temia e tremia a mim
que levava teu tom em tuas letras
concebidas nos meus olhares que partem o céu em prumos.
Minh'alma partida em tantos,
varrida de prantos na luz que invade teu apartamento.
Viu minha esquizofrenia em perder o passo
eu não sei dançar tão devagar,
diz então em me conduzir.
Jogava meus cabelos lisos os teus ombros
invadia com as tuas mãos minha cintura fina.
Controlava a mim nos olhos do teu tom maior.
Tocava meus lábios com calmaria
trazeria
o tão meu realejo num beijo.
Minhas mãos escorregavam tuas costas.
Teu tempo era raro
tinha que partir no canto do amanhecer,
eu diria para ficares.
Ainda no tapete da tua porta
tem um barco
e num bilhete um retrato,
pensei em te escrever um soneto
ainda num papel branco
com a tinta em preto.
Mas escrevi meus beijos
por cada canto teu
que padeço,
de tão meu.
traçava as avessas meu pranto em canto desafinado.
Me dizias pra seguir teu lado
que mais bagunçado seria a mim,
colado.
Em plural.
Meu corpo temia o medo bater na porta,
temia e tremia a mim
que levava teu tom em tuas letras
concebidas nos meus olhares que partem o céu em prumos.
Minh'alma partida em tantos,
varrida de prantos na luz que invade teu apartamento.
Viu minha esquizofrenia em perder o passo
eu não sei dançar tão devagar,
diz então em me conduzir.
Jogava meus cabelos lisos os teus ombros
invadia com as tuas mãos minha cintura fina.
Controlava a mim nos olhos do teu tom maior.
Tocava meus lábios com calmaria
trazeria
o tão meu realejo num beijo.
Minhas mãos escorregavam tuas costas.
Teu tempo era raro
tinha que partir no canto do amanhecer,
eu diria para ficares.
Ainda no tapete da tua porta
tem um barco
e num bilhete um retrato,
pensei em te escrever um soneto
ainda num papel branco
com a tinta em preto.
Mas escrevi meus beijos
por cada canto teu
que padeço,
de tão meu.
sábado, 17 de setembro de 2011
Botão num Barco
Começa com a letra do meu terceiro nome.
No pedaço do seu eu que
padeço,
sem dó,
de tão meu.
Sorri nos teus olhos
dourados
que me contornam
no
teu calor ideciso,
como transcreve...
Esses olhos
tuas mãos
escorregam pelos meu cabelos
tão lisos.
Passa-te os dedos
os contornos do meu rosto
reescreve.
Ai de mim!
Esquecer teu riso.
Arrepias meus braços,
acompanha minhas pernas
tão lento no meu prumo
que solto
de-va-ga-ri-nho.
Contorno cada traço no olhar de tê-lo
nos meus braços pesados
descança teu alento,
descança meu amor.
No pedaço do seu eu que
padeço,
sem dó,
de tão meu.
Sorri nos teus olhos
dourados
que me contornam
no
teu calor ideciso,
como transcreve...
Esses olhos
tuas mãos
escorregam pelos meu cabelos
tão lisos.
Passa-te os dedos
os contornos do meu rosto
reescreve.
Ai de mim!
Esquecer teu riso.
Arrepias meus braços,
acompanha minhas pernas
tão lento no meu prumo
que solto
de-va-ga-ri-nho.
Contorno cada traço no olhar de tê-lo
nos meus braços pesados
descança teu alento,
descança meu amor.
terça-feira, 13 de setembro de 2011
Nº Três
Escrito em preto
no canto de lá da sua janela
Leia a mim.
Fogo de palha de número tal
no labirinto da morena
perdida no vento
da alma cinzenta
de cores marrentas
em um/quarto de carinho.
Varres o beijo que rouba
vale-me
num malandro sem bolsa
na chuva.
Cada poça vira oceano
colada no meu pranto.
Sete vezes doce
no meu quase teu
fogo de palha número três.
no canto de lá da sua janela
Leia a mim.
Fogo de palha de número tal
no labirinto da morena
perdida no vento
da alma cinzenta
de cores marrentas
em um/quarto de carinho.
Varres o beijo que rouba
vale-me
num malandro sem bolsa
na chuva.
Cada poça vira oceano
colada no meu pranto.
Sete vezes doce
no meu quase teu
fogo de palha número três.
Revira bolsos
Seca a lágrima
nos dedos que te contorna
no escuro.
Cheiro no travesseiro
quanto mais atrapalhava
nas partes dormentes,
de,
cada corpo.
Nunca
negaria
o medo,
de,
passar o modelo
em que me perdi.
Sem outra,
num lado
longe.
Ainda que exista
odeio os olhos
que ela mostra,
a fantasia mal dita
que ela vive.
Vive tão só no medo,
a solidão do poço da alma
sem balde pra tirar da água
a vida
e perder a sede.
Larga a mim e a ti.
Somos um.
Ela a sobra
que tenta
de dó
tocar seu telefone.
Decide-se meu bem.
Queres a mim.
nos dedos que te contorna
no escuro.
Cheiro no travesseiro
quanto mais atrapalhava
nas partes dormentes,
de,
cada corpo.
Nunca
negaria
o medo,
de,
passar o modelo
em que me perdi.
Sem outra,
num lado
longe.
Ainda que exista
odeio os olhos
que ela mostra,
a fantasia mal dita
que ela vive.
Vive tão só no medo,
a solidão do poço da alma
sem balde pra tirar da água
a vida
e perder a sede.
Larga a mim e a ti.
Somos um.
Ela a sobra
que tenta
de dó
tocar seu telefone.
Decide-se meu bem.
Queres a mim.
sexta-feira, 9 de setembro de 2011
Armário
Onde esconde
na porta
o ruído do gemido,
enconde a ti,
na imensidão da dor
partida nos laços
em braços lançados ao vento,
dispostos por outra mulher
no desejo.
Se complica na linha
do sossego
que atraí
teus afazeres.
Se deves
ao amor gentil
tão doce viveria a ti de ilusões?
na pescaria da noite
no desamparo do armário,
que mal lá, guardas.
Nas tuas idéias lunáticas
me perco em sons.
Furta-me vontades
e assusta-me em desejos
restritos ao espetáculo
publico.
Cantico a mim
nas letras escritas da carta do armário.
Espero-te,
lá dentro.
na porta
o ruído do gemido,
enconde a ti,
na imensidão da dor
partida nos laços
em braços lançados ao vento,
dispostos por outra mulher
no desejo.
Se complica na linha
do sossego
que atraí
teus afazeres.
Se deves
ao amor gentil
tão doce viveria a ti de ilusões?
na pescaria da noite
no desamparo do armário,
que mal lá, guardas.
Nas tuas idéias lunáticas
me perco em sons.
Furta-me vontades
e assusta-me em desejos
restritos ao espetáculo
publico.
Cantico a mim
nas letras escritas da carta do armário.
Espero-te,
lá dentro.
terça-feira, 6 de setembro de 2011
De pés descalços
Alinha-se em mim
na altura perto do ombro,
diria e faria eu
os barcos.
Em prantos,
o pé mastiga o chão da alma
no desespero do seu par.
Nessa preocupação
entre o amar, no mar e o dizer.
Na outra os olhos da raiva, na infatilidade da escrita.
O dó.
A paixão cresce a cada escandalo.
Cada mimo de criança medrosa,
perde o doce.
No pranto o riso
o maravilhoso riso no fim do dia
descabelada em amor,
com os pés no chão da minh'alma
que você,
me faz varrer,
apagando cada pedaço de mal me quer.
Em matar,
em correr.
A doce voz do meu amor
dizias
o quanto és meu.
Eu tua.
na altura perto do ombro,
diria e faria eu
os barcos.
Em prantos,
o pé mastiga o chão da alma
no desespero do seu par.
Nessa preocupação
entre o amar, no mar e o dizer.
Na outra os olhos da raiva, na infatilidade da escrita.
O dó.
A paixão cresce a cada escandalo.
Cada mimo de criança medrosa,
perde o doce.
No pranto o riso
o maravilhoso riso no fim do dia
descabelada em amor,
com os pés no chão da minh'alma
que você,
me faz varrer,
apagando cada pedaço de mal me quer.
Em matar,
em correr.
A doce voz do meu amor
dizias
o quanto és meu.
Eu tua.
domingo, 4 de setembro de 2011
Comigo
Quando eu falaria em olhar
teus olhos tão mansos,
Eu continuaria dizendo que um barco só,
se perde nessa imensidão.
Eu fui me perdendo e me levando.
Teus olhos coçavam tanto.
Marcava a mim,
na minha falta tamanha
a cada perdida
na chegada de uma nova.
É tão teu o gosto da minha mordida.
Cresce assim.
Não me lembre que o sol
morre no céu
sem par.
Engatinhando devagarinho
pelo teu pescoço
comprido.
Nos teus braços
traçados a tinta
o meu acochego.
Sereno você.
Ainda que a tamanha
loucura.
Mais,
melhor você.
Equanto respira
todo ar possivel
entre os espaços pequenos
entre meus cabelos,
e meu pescoço.
Me perco em você.
Quando amansa meu desejo no teu cheiro de carinho meu bem,
amansa a mim em você.
Me diminui em terços.
Revira-me a pulos.
Clareia você,
minha vida.
No teu canto de quem devora as letras.
No meu tempo de quem bagunça a nós dois.
Em cada tempo que me esconde
de chantagens.
Nesses olhos dourados
cor do vento,
vida nessa primavera que vem de ti.
teus olhos tão mansos,
Eu continuaria dizendo que um barco só,
se perde nessa imensidão.
Eu fui me perdendo e me levando.
Teus olhos coçavam tanto.
Marcava a mim,
na minha falta tamanha
a cada perdida
na chegada de uma nova.
É tão teu o gosto da minha mordida.
Cresce assim.
Não me lembre que o sol
morre no céu
sem par.
Engatinhando devagarinho
pelo teu pescoço
comprido.
Nos teus braços
traçados a tinta
o meu acochego.
Sereno você.
Ainda que a tamanha
loucura.
Mais,
melhor você.
Equanto respira
todo ar possivel
entre os espaços pequenos
entre meus cabelos,
e meu pescoço.
Me perco em você.
Quando amansa meu desejo no teu cheiro de carinho meu bem,
amansa a mim em você.
Me diminui em terços.
Revira-me a pulos.
Clareia você,
minha vida.
No teu canto de quem devora as letras.
No meu tempo de quem bagunça a nós dois.
Em cada tempo que me esconde
de chantagens.
Nesses olhos dourados
cor do vento,
vida nessa primavera que vem de ti.
sexta-feira, 2 de setembro de 2011
Massa sem eu
Deprime
no reprime
o rodo cotidiano,
feito na cobertura
de mar de gente.
As moças
arrastam o rabo de saia
e tem quem caia
nesse canto de Ossanha.
Os sambistas
na arte-manha
de correr por malandros.
A avenida cheia
num desfile,
de sandálias.
Ainda que um
ali
amasse
e ninguém via.
Ainda que um
ali
sofresse
ninguém sentia.
A mutidão de mar
em blocos feitos pra comprar.
E eu?
no bloco do eu,
sozinho.
no reprime
o rodo cotidiano,
feito na cobertura
de mar de gente.
As moças
arrastam o rabo de saia
e tem quem caia
nesse canto de Ossanha.
Os sambistas
na arte-manha
de correr por malandros.
A avenida cheia
num desfile,
de sandálias.
Ainda que um
ali
amasse
e ninguém via.
Ainda que um
ali
sofresse
ninguém sentia.
A mutidão de mar
em blocos feitos pra comprar.
E eu?
no bloco do eu,
sozinho.
quarta-feira, 31 de agosto de 2011
Samba a dois em três
São dois,
feito pontes
cortantes,
ainda sem faca.
Num silêncio teu
meu
desespero.
Descritos em chapéu
grafite.
Num outro braço
cheio de tinta
do sossego.
Descrita em pranto
no manto
nada
acolhido.
Calado nos olhos
da sala.
onde via
a alma.
Do lado teu
a cor verde
com olhos devoradores.
A dor no pensar
lado meu
descrito no olhar
de um homem do sul.
Quem és então o meu bem?
feito pontes
cortantes,
ainda sem faca.
Num silêncio teu
meu
desespero.
Descritos em chapéu
grafite.
Num outro braço
cheio de tinta
do sossego.
Descrita em pranto
no manto
nada
acolhido.
Calado nos olhos
da sala.
onde via
a alma.
Do lado teu
a cor verde
com olhos devoradores.
A dor no pensar
lado meu
descrito no olhar
de um homem do sul.
Quem és então o meu bem?
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Faze-dor de letras
Cravou os dentes
apagou a mim
na folha branca.
Se fez mais limpa,
que a todos os
ama-dores.
Cruzou a linha do Equador.
A alma falava
se ainda,
baixo.
O que se acalma
na calma.
Dói.
Com acento
ou sem.
Doi.
Quanto a mais
no pó que
o manto varre.
Ai de mim,
varrer o chão da minh'alma
agora.
Sozinha.
apagou a mim
na folha branca.
Se fez mais limpa,
que a todos os
ama-dores.
Cruzou a linha do Equador.
A alma falava
se ainda,
baixo.
O que se acalma
na calma.
Dói.
Com acento
ou sem.
Doi.
Quanto a mais
no pó que
o manto varre.
Ai de mim,
varrer o chão da minh'alma
agora.
Sozinha.
segunda-feira, 29 de agosto de 2011
A cara no fundo do travesseiro
Te vi em tons avermelhados,
uma vez.
Não quero dizer qual, mas vi.
Brilhavas
enquanto invadia tua casa
o vento.
Segurava as pontas
e
sentia o cheiro de um doce tão forte.
Você se virava em semblantes
dos quais eu ri,
e tive medo.
Reconheci
desconheci milhares de vezes.
O meu vazou pra ti
chegou ai.
Com o manto
embalado nas tuas letras
o adeus não soa.
Nunca.
uma vez.
Não quero dizer qual, mas vi.
Brilhavas
enquanto invadia tua casa
o vento.
Segurava as pontas
e
sentia o cheiro de um doce tão forte.
Você se virava em semblantes
dos quais eu ri,
e tive medo.
Reconheci
desconheci milhares de vezes.
O meu vazou pra ti
chegou ai.
Com o manto
embalado nas tuas letras
o adeus não soa.
Nunca.
sábado, 27 de agosto de 2011
Em Cartaz
Linhas partidas em cantos históricos da cidade,
em cartaz,
chega a mim.
Em cartaz já basta o rabo de olho
do lá meu cotidiano
medroso
quando cantas só.
Diz que já bastas a mim
e meu colo
tão largo perto do nó
que vem tecendo,
labirinto.
Em cartaz o molho de dona maria
do buteco da esquina.
Em cartaz meu pranto,
que faz do mar um canto
curto;
que faz de mim
a calada da noite bem dita.
Bem-vinda.
Dos quais eu não olhei bem,
em cartaz.
Com datas, ou
lá estão sem.
Em cartaz o medo da vida,
o descuidado do apego
a falta do folêgo.
Em cartaz a vida,
na ópera da humanidade.
em cartaz,
chega a mim.
Em cartaz já basta o rabo de olho
do lá meu cotidiano
medroso
quando cantas só.
Diz que já bastas a mim
e meu colo
tão largo perto do nó
que vem tecendo,
labirinto.
Em cartaz o molho de dona maria
do buteco da esquina.
Em cartaz meu pranto,
que faz do mar um canto
curto;
que faz de mim
a calada da noite bem dita.
Bem-vinda.
Dos quais eu não olhei bem,
em cartaz.
Com datas, ou
lá estão sem.
Em cartaz o medo da vida,
o descuidado do apego
a falta do folêgo.
Em cartaz a vida,
na ópera da humanidade.
quinta-feira, 25 de agosto de 2011
Pranto pronto no prato
No gosto da chuva,
doce choro.
No prato pronto quase quente,
esfria na alma
de tão cansada a dor do penar.
Distância de soltar no soldar do prumo,
do porta-retrato no pó.
Na Mesa,
andavas fria feito o prato,
tão perto do pranto.
Destrutiveis de pratos,
fui em prantos prontos no azul do vento.
Sempre pega nas manias de cores do destino
destinto
quase de indisposto a mim.
Oposto que vem sendo da vida,
sem o nome do tempo,
que exclui tantas vezes.
Dizias só sem a mim mesma,
no labirinto de palavras.
Que seja no pranto da v-ida,
que seja do lado da minha.
doce choro.
No prato pronto quase quente,
esfria na alma
de tão cansada a dor do penar.
Distância de soltar no soldar do prumo,
do porta-retrato no pó.
Na Mesa,
andavas fria feito o prato,
tão perto do pranto.
Destrutiveis de pratos,
fui em prantos prontos no azul do vento.
Sempre pega nas manias de cores do destino
destinto
quase de indisposto a mim.
Oposto que vem sendo da vida,
sem o nome do tempo,
que exclui tantas vezes.
Dizias só sem a mim mesma,
no labirinto de palavras.
Que seja no pranto da v-ida,
que seja do lado da minha.
terça-feira, 23 de agosto de 2011
Nos braços o Sossego
Estremeço.
Pontos perdidos,
no espaço entre meu corpo e o teu.
Sussuro o medo entre meus olhares
longe.
Teus traços marcados,
leves
seguidos por linhas de sossego,
sensivel ao meu toque
logo que vens.
Te quero assim.
Rosqueio-me num barulho,
onde nem a mim escuto.
Meu prazer em ser detalhista em ti...
ando voando pelos mares a fora,
sem pressa de navegar
nesse nosso penar.
Cai nos meus braços amor,
de sossego,
ainda que pra nós dois
o sossego seja curto.
Pontos perdidos,
no espaço entre meu corpo e o teu.
Sussuro o medo entre meus olhares
longe.
Teus traços marcados,
leves
seguidos por linhas de sossego,
sensivel ao meu toque
logo que vens.
Te quero assim.
Rosqueio-me num barulho,
onde nem a mim escuto.
Meu prazer em ser detalhista em ti...
ando voando pelos mares a fora,
sem pressa de navegar
nesse nosso penar.
Cai nos meus braços amor,
de sossego,
ainda que pra nós dois
o sossego seja curto.
segunda-feira, 22 de agosto de 2011
Ilusionista
Quem vive em cima dos pelos,
mesmo que com os braços cansados,
abraça os lados.
Bem na pontinha,
descobre a tudo
feito em nó,
ou,
em laço.
Criança, meu bem.
Minh'alma fala baixinho,
em nuvem rasa...
Tem quem viva
por mil vezes a mesma mágica,
mesmo que trágica no final.
Quem ri,
são sentimentalistas feito eu
sentem.
Se fores um ilusionista feito a ti,
sabes surpreender tão bem o meu samba
em tão pouco caio,
mesmo que bamba
Se só,
basta.
Ainda assim no topo do pelo do coelho.
Esperando asas,
ou a mágicas
mesmo que comuns,
os ilusionistas são raros
tem também um preço,
caro,
espero ao próximo
Contando a minh'alma baixinho
o que aconteceu com meu bem.
mesmo que com os braços cansados,
abraça os lados.
Bem na pontinha,
descobre a tudo
feito em nó,
ou,
em laço.
Criança, meu bem.
Minh'alma fala baixinho,
em nuvem rasa...
Tem quem viva
por mil vezes a mesma mágica,
mesmo que trágica no final.
Quem ri,
são sentimentalistas feito eu
sentem.
Se fores um ilusionista feito a ti,
sabes surpreender tão bem o meu samba
em tão pouco caio,
mesmo que bamba
Se só,
basta.
Ainda assim no topo do pelo do coelho.
Esperando asas,
ou a mágicas
mesmo que comuns,
os ilusionistas são raros
tem também um preço,
caro,
espero ao próximo
Contando a minh'alma baixinho
o que aconteceu com meu bem.
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Dizias
O penar que sinto pelo desejo quase impróprio,
renda-se.
Minha alma canta o teu viver,
curandeiro de mal dizeres.
Quando não cantas só,
cai no soluço que cobre a tudo num canto.
Esconde a vós o mal.
Eu jamais varrerei o chão da minh'alma sozinha.
Médico de almas amarradas em pranto
que mal-me-quer cessam,
perdidas num baú de memórias.
Chegas a ti.
Te trouxe a mim,
perdida.
Mesmo no oficio de seu trabalho,
se amarra,
em um.
Rende-se a crônica da vida,
que Camões havia de escreve-la nalgum lugar.
Poesia só, melancolicamente.
Abre-te a mim risos mansos
de minh'alma calma,
varrida pelo teu manto.
Um curandeiro meu.
renda-se.
Minha alma canta o teu viver,
curandeiro de mal dizeres.
Quando não cantas só,
cai no soluço que cobre a tudo num canto.
Esconde a vós o mal.
Eu jamais varrerei o chão da minh'alma sozinha.
Médico de almas amarradas em pranto
que mal-me-quer cessam,
perdidas num baú de memórias.
Chegas a ti.
Te trouxe a mim,
perdida.
Mesmo no oficio de seu trabalho,
se amarra,
em um.
Rende-se a crônica da vida,
que Camões havia de escreve-la nalgum lugar.
Poesia só, melancolicamente.
Abre-te a mim risos mansos
de minh'alma calma,
varrida pelo teu manto.
Um curandeiro meu.
segunda-feira, 15 de agosto de 2011
Mar sem onda
A garganta arranha,
enquanto meu corpo cala
e gela.
Minh'alma fala baixo demais,
mil vezes.
Dor mais doce
vem de se perder no teu encanto,
meu bem.
Faço o mar pra navegar
sem pressa
e sem remo
De se entregar a sorte ao vento,
que vem do lado teu.
A nossa racionalidade perdeu-se
quando chegastes sereno a mim...
Assim,
seja meu dó.
Não via a tantos,
fica-te
e dormes comigo.
enquanto meu corpo cala
e gela.
Minh'alma fala baixo demais,
mil vezes.
Dor mais doce
vem de se perder no teu encanto,
meu bem.
Faço o mar pra navegar
sem pressa
e sem remo
De se entregar a sorte ao vento,
que vem do lado teu.
A nossa racionalidade perdeu-se
quando chegastes sereno a mim...
Assim,
seja meu dó.
Não via a tantos,
fica-te
e dormes comigo.
sábado, 13 de agosto de 2011
Decifra-me ou te Devoro
Devorei o decifra-me. Encontrei-me longe. Perdi a ti em mim. Guardei. Mesmo que a mim chegue como uma queda disfarçada de temores teus. Esqueci-me de dizer adeus. Tive e ainda tenho medo. Não sei se gelo a mim na dor que transpassa o nó. Dentro não achei nada que pudesse ser menos você esta noite. Não existem fatos reais de histórias inéditas assim. Tão perdidas. Em mais de mundos intocáveis. Favoráveis ao meu aconchego divido, agora, em dois. Sendo ainda assim um em você. Em lares perdidos em fantasias feitas dos meus pulos, atravesso minha vontade. Me grito, e ainda assim te escuto. Me perco. Dobro a ti no bolso. Reviro o alvoroço. Tanto. Procura insatisfeita. Imperfeita no dia do mito. Marco a mim. Me desdobro no relato de pedir a Deus o esquecimento. Me esqueço. Te Lembro. Dificuldade que tão só me abandona. Abandonastes a quem diria teu amor meu bem? Esquece a ti das promessas julgadas por ti. Repetitivas nas palavras ditas no canto do ouvido. Juras e juravas sorrir. Dizem por ai que a outra lhe faz um bem tão maior que as flores que criei, somente a ti. Entrei no mundo dos gigantes, por um pé de feijão. Quanto colosso vi no meio de cada passo. Pedir a ti um machado seria muito? Me perdi no meio do caminho até aqui. Talvez se eu quebrar... Talvez. Talvez. Talvez. Ponto. Seria esse de chegada? Dizia que não era fã de partidas. Até que convenci a crescer uma. Feito um pé de feijão da história da branca de neve. Eu troquei. Fiz de metafísica a metragem que nunca medi de mim. Não. Nunca mais. Água é o oxigenio em ação, destroçando mais um lado da paixão do mar. Imenso. Também fiz, imenso. Grande até demais. Quem cabe, encolhe-se. A favor do aconchego. Idiota. O que me ama. É o que dizias, homem meu! Teu, tão pauco. Em fase de perder-te. Sorria pra mim. Que me esqueço assim. De soslaio te vejo. E ainda, mesmo que no fim. Te Devoro.
terça-feira, 9 de agosto de 2011
O Curandeiro de uma Narradora
( Se prender em ti meu curandeiro, nunca foi um erro meu. )
Estala passos,
aos pés pretos
mastigadores de chão.
Prendia-se na alma,
no choro enciumado
Havia por si um mestre
na desalma raiada do céu.
Escreve-se em ti a lei de narrador
que mais desacalma meu bem!
Compararei com as estrelas esse teu penar,
o teu amor, no meu samba.
Dizias meu homem que vivias de amor;
Me fiz mulher,
ao amor de subto
prendida no prumo
do amor que nego tanto.
A mim,
azul feito manto
do curandeiro que espero tanto,
acreditando no pranto teu.
terça-feira, 2 de agosto de 2011
Nuvens
Aleatório,
se move e me mostra os teus
lábios expressivos, marcados num rosto branco de neve.
se move e me mostra os teus
lábios expressivos, marcados num rosto branco de neve.
Um doce
com cuidado.
No aconchego de duas ramas de algodão se interagindo,
olhar de menina,
palavra de sonhadora.
Com o brotar de nuvens,
onde tudo se encolhe a favor do aconchego.
Espinhos de rosas que os carneirinhos devoram,
a importancia da existencia muda.
No olhar calado,
silêncio falado,
doce amado de amor.
Borda letras na toalha de banho,
dizias ele e ela,
dizias o sentir.
Sois tão belo por causa de uma flor que se vê.
Dá-me a paz de sentir,
longe da confusão de morrer a mim
tentando a ti, esquecer.
Meu bem
Poesia amor,
o carnaval padece de marchinhas!
Minha vida padece de samba,
a dois.
Padeço da saudade
que nada lucrativa me vende,
no desespero do riso
e no desaconchego do frio.
Sua escrita dizia da minha,
me colocava em lados
que nunca vi.
Te sente,
meu bem!
Falta meu samba de Paulista,
e seu batuque de Boemio!
Faço Rio de Janeiro do lado de São Paulo.
Criaremos um cabaré no alto da pedra,
viva comigo...
Faço-te meu,
e por fim
Faça-me tua!
o carnaval padece de marchinhas!
Minha vida padece de samba,
a dois.
Padeço da saudade
que nada lucrativa me vende,
no desespero do riso
e no desaconchego do frio.
Sua escrita dizia da minha,
me colocava em lados
que nunca vi.
Te sente,
meu bem!
Falta meu samba de Paulista,
e seu batuque de Boemio!
Faço Rio de Janeiro do lado de São Paulo.
Criaremos um cabaré no alto da pedra,
viva comigo...
Faço-te meu,
e por fim
Faça-me tua!
Me afasto
Numa palavra forte,
mais pedaços de fantasias que existiria.
Lamentações em Chuva de Novembro,
misturados com teu jeito
de esquecer meus dezesseis.
Tu juravas que eu poderia tudo,
acompanhei tanto samba.
Poder, eu podia,
mas eu mas parecia perdida entre risos,
poderiam ser eles teus?
Não foi em quem coloquei nenhum,
mas guardo apenas aquele mais bonito.
Tem feito muito pontos,
tem servido de loucura as minhas bagunças
nunca com direito de resposta.
Fui mais eu,
e você o mais adivinho de todos os que eu vi...
Existiu o que é,
mas, sempre quis me fazer em tuas idéias.
Gostei muito do seu olhar,
sua cor,
tua raça.
Na mais bagunça da minha.
Entre olhares, nomes,
sambas, e suas e minhas,
aquelas parte de soltar os prumos e nos deixar cair.
Vir do doce,
ao sal.
Como teu pedido,
com o meu respeito.
Do teu riso,
que eu insisti tanto...
Me afasto.
Minha ausencia,
morreu,
agora nasce.
Tua falta nasceu.
Me afasto de ti,
deixando bem claro,
mais pedaços de fantasias que existiria.
Lamentações em Chuva de Novembro,
misturados com teu jeito
de esquecer meus dezesseis.
Tu juravas que eu poderia tudo,
acompanhei tanto samba.
Poder, eu podia,
mas eu mas parecia perdida entre risos,
poderiam ser eles teus?
Não foi em quem coloquei nenhum,
mas guardo apenas aquele mais bonito.
Tem feito muito pontos,
tem servido de loucura as minhas bagunças
nunca com direito de resposta.
Fui mais eu,
e você o mais adivinho de todos os que eu vi...
Existiu o que é,
mas, sempre quis me fazer em tuas idéias.
Gostei muito do seu olhar,
sua cor,
tua raça.
Na mais bagunça da minha.
Entre olhares, nomes,
sambas, e suas e minhas,
aquelas parte de soltar os prumos e nos deixar cair.
Vir do doce,
ao sal.
Como teu pedido,
com o meu respeito.
Do teu riso,
que eu insisti tanto...
Me afasto.
Minha ausencia,
morreu,
agora nasce.
Tua falta nasceu.
Me afasto de ti,
deixando bem claro,
se me afasto, não volto.
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Temo a mim
Temo desgostos,
contorno-te a ti em qualquer pedaço de papel
que guardo em meio a poças d'água.
Temo o medo do teu realejo,
que por si só fala de imperfeições minhas,
notavéis e embaralhadas no teu baralho.
Temo mais a mim, que a ti.
Temo as águas mansas,
o prumo tão solto do medo de cair,
e as botas que tu me deste não servir de apoio,
mas de cerca elétrica,
alérgica a mim.
Se pensar me tiro,
se não pensar fico-me.
Os meus encantos falavam de temores,
escreviam mais que a mim
que senti horrores, por pensar em perder a ti.
Sonhei um sonho iludido,
no amor mal resolvido.
Acordou-se o dia meu bem!
Digas que fica, e que fica em mim.
Vem dormir comigo enquanto o galo canta..
Que no nosso pesadelo,
a gente faz
juras,
e me diz que teu realejo mais é um desejo,
e que me amarás se perdendo no tempo,
perdendo-se em mim
como nunca.
contorno-te a ti em qualquer pedaço de papel
que guardo em meio a poças d'água.
Temo o medo do teu realejo,
que por si só fala de imperfeições minhas,
notavéis e embaralhadas no teu baralho.
Temo mais a mim, que a ti.
Temo as águas mansas,
o prumo tão solto do medo de cair,
e as botas que tu me deste não servir de apoio,
mas de cerca elétrica,
alérgica a mim.
Se pensar me tiro,
se não pensar fico-me.
Os meus encantos falavam de temores,
escreviam mais que a mim
que senti horrores, por pensar em perder a ti.
Sonhei um sonho iludido,
no amor mal resolvido.
Acordou-se o dia meu bem!
Digas que fica, e que fica em mim.
Vem dormir comigo enquanto o galo canta..
Que no nosso pesadelo,
a gente faz
juras,
e me diz que teu realejo mais é um desejo,
e que me amarás se perdendo no tempo,
perdendo-se em mim
como nunca.
quarta-feira, 27 de julho de 2011
Banco de espera
Roda gigante.
Tralhas e fantasias,
o que cai de mim em pulos.
Pulo entre prantos teus.
Gasto,
com olhos arregalados.
Teu outro eu me espanta,
seca a minha guarganta
me faz engolir a seco.
Outro teu com falta minha,
logo minha?
Espanto-me.
Afasto-me.
Mas volto,
e grudo.
Enquanto o celular toca o eco,
a gente se permite sentir.
Mas aqui?
No banco?
Com o céu cor-de-rosa da outra?
A outra está tão longe,
o aconchego dela foi o meu
com o teu par.
sexta-feira, 22 de julho de 2011
Teu nome de refrigerante
faça-te um desenho,
com cores nas flores,
pra mim,
assina-te assim,
mas com o meu nome num cantinho
te guarda junto,
e te lembra que de canto eu lembro você.
não sei como me perdi no laço teu de um encontro;
na conversa de tantos desencontros.
só.
devoro o decifra-me,
que me decifra em frio no rabo do medo,
do teu lado do laço
que me desfaço sem dó.
tão só.
na fantasia dos doces,
dos mundos encontrados
des-ligados feito pó.
tô tão só.
no vento do samba,
hoje não sambei
chorei na roda,
ao som de cartola saindo de ti.
desafinei só,
errei a letra,
nunca pensei que teria uma,
tua.
desacredito no fim
no ponto de recanto.
sou tua, ainda só.
de soslaio te vejo sorrir
e ainda me mata nesse riso!
soltei o prumo e me deixei cair,
e a gente
que se devore.
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Saudade
saudade
sadeuda
saudeda
sadaude
sdaudea
sudedaa
sadudae
não importa a ordem,
nada é em ordem.
mas a saudade,
no pé da letra que for
só existe saudade!
sexta-feira, 24 de junho de 2011
Bordando cores no vento
Tenho a sorte de ser tumultuada por borboletas, que mais parecem papel voando no vento vestindo sua roupa arrumada pronta pra sair.
Admiro a inocencia no pé da dança que a noite convida, insiste e dança com seu par o último samba bordado de cor na capa do amor que a borboleta veste, feito manto, que a noite carrega calada, no barulho do som do vento.
Lento.
As borboletas que vivem no outro planeta, que passam aqui de passagem, apenas por gostar do samba do Rio de Janeiro, e da mulata sambando ao som do pandeiro.
Queria mesmo morar aqui, assim, não teria hora e sem demora pra voltar pra casa. Andaria vivida no vento, do tempo que molda as curvas desejadas de uma borboleta crescida virando o tempo da batida desconhecida, no barulho que só elas conhecem.
Falo das borboletas.
Descolo as asas que elas deixam aqui hoje de manhã, tumultuam minha vida, devem pensar que sou borboleta no tecer da manhã quanto desperto e canto. Quando sambo no par do vento.
Queria eu o vento de par.
Não me atrevo, bambeio e rodo sem parar, o vento as vezes me leva no seu soprar de halito doce, mas logo me perco por saber sambar e achar que estou só.
Queria ser como as borboletas, voar no tempo do vento, e pousar no recanto do canto teu.
quinta-feira, 23 de junho de 2011
Samba-te Vida
Samba-te vida,
não cai sozinha
leva a vizinha
que vive de agonia,
trás a lembrança
na ponta da esperança.
Gruda no teto,
no pé o chinelo,
no grito da ida,
na manhã florida
que nunca nasce sozinha.
Chega sentida,
arruma o riso
coloca o bonito
do lado de lá da rua.
Faz a mulher andar,
enquanto o velho da janela
polui o ar,
com os pensamentos dela.
Samba-te vida,
samba-te por si só
que já passa da hora
da morena dormir,
do canto sair,
de florecer o mar!
Não samba sozinha,
a vida tão sambista,
no ritmo da mulata da avenida...
quem samba então é ela,
nós dois,
assim seja.
Samba-te morena pela vida,
a vida que já não sambas mais.
quarta-feira, 22 de junho de 2011
Detalhes
Anteriores em qualquer sentido de detalhar a idéia que você me deu ontem de noite. Que bordava os tons do céu enquanto eu vivia na fantasia de esperar... mas sabia que no fundo eu corria mais na contra-mão da minha vida e só via carros na direção oposta da minha. Tinha quem não tinha tendo o que não queria mais ainda assim não largava, mas sabia o que eu lá no fundo tinha e sabia como arrumar a desorganização que eu fiz enquanto saia do trapézio e antes da queda. Meu pé ficou, e eu fui, muitas vezes vem acontecendo isso, as vezes revesa pé, e corpo, as vezes o pé que vai e o corpo que fica. Nem eu sei quando foi os dois, e se vão, andam juntos e logo querem caminhos próprios. Faltava tanta coisa, que minha mania de bagunçar ficava maior... mas sabia que no fundo não era só eu, era todas as que eu sou e fui, todas que mudei, que cresci, que envelheci, depois voltei ao tamanho pequeno, mesmo sempre tendo esse jeito de ser, na verdade a gente sabia que eu ainda era eu, e que você ainda era você. - a não ser duas vezes que me confundi com você e você se confundiu consigo mesmo depois veio a mim, assim, no carinho todo do samba de Chico. Entre todas e antes de mim no qual eu não entendia bem a vida de bordava, tecia, e formava alguma coisa que não sei explicar nos caminhos que dizias o certo mas nunca davam certo. - eu gostava tanto da implicancia tua de querer me levar, ou até da sua mãe me chamar de criança. Muitas vezes passava na contra-mão querendo imitar e me acompanhar, nunca ficou pra trás, quantas vezes eu te carreguei no colo mesmo sendo maior que eu, e todas as vezes que cansei de ir, e você voltava e me levantava, me arrumava, me deixava de pé, e tinha todo carisma de me ensinar a andar na voz rouca na rua vazia que existia eu, você, o céu de mar e a árvore que você quis colocar - lembro que achei que não ficaria boa, seria grande, mas você bateu o pé e me fez colocar, disse que podia servir de sombra, eu dizia que haveria sol, e que eu gostava de sol, então completou que queria sombra, e que amava me ver no sol. Deixei. Emprestei o doce na camisa que embrulhava o presente, e no fundo sabia que mesmo que não gosta iria guardar porque foi alguma coisa minha. Em raios muitas vezes a gente não se achava, mas sempre te dei lápis de cor e a gente arrumava o caminho, pintava mil borboletas vivas e me dava por segundos. Eu nunca obriguei, amava surpresas. No instante da falta a gente coloca nas linhas as saudades de cor azul de um gigante na terra do nunca feito de fantasias reais opostas das minhas que parecia que era eu. Até foi, por um tempo que não sei se durou tanto quanto existe a falta. Montei sozinha o resto, coloquei mais eu e coloquei mais você em algum canto da história absurda, ainda ouvia a guargalhada de longe no lamento da chuva que caia e eu só tinha a árvore que gostava tanto. Gostava por vim de ti, criada por quem me criou no mundo da fantasia, me jogou de ponta a ponta sem pés presos e dizendo que meu corpo pode guiar os pés na hora de pousar. Mesmo que assim o dia virasse noite. Eu me via sentada em cima da mala, no meio da rua em prantos, tentando achar a árvore, enquanto lá dentro o mundo caia e a tarde ia embora sozinha sem eu ver que a rua estava linda sozinha. Gostei do deserto e andei ela inteira, desenhei você e te carreguei no colo, você, a mala, eu e minha cara de choro, de fome, ou de lama. A mala pesava muito, até que tombei devagarinho e vi a árvore tão longe. Lembrei que deixamos ela mais longe - foi aquela vez que disse que não deixaria ali do lado do lago de sorrisos porque poderia molhar demais no inverno. Andei até ela, deixei a mala no caminho, você do meu colo, foi pro meu lado, te desenhei torto e pedi desculpas, desculpas, desculpas não desenhava, quem desenhava era você. Cai, outra vez, não em prantos, em saudades, ou nem em saudades, talvez em agonia, olhei pros lados e bateu um vento, seu desenho caiu. Eu e você caidos. Seu desenho não andava sozinho, eu tive que me levantar só, me arrumar só, colocar cores só, achar lápis só, e te levantar, te arrumar, te dar cores, e te achar um lápis. - só tinha um lápis, te dei o meu. Detalhei. Por fim te dobrei e guardei no bolso. Reparei que eu estava me carregando, e lembrei que você que me carregava não carregava mais. Olhei, gritei, parei e te guardei, não por não te querer do meu lado, mas por não poder te carregar sozinha.
domingo, 19 de junho de 2011
Sensação da falta de alguma coisa indispensável
COTIDIANO feito COM AÇUCAR, COM AFETO, SEM FANTASIA de juliana em olhos obliquos toda vez que escuta SAMBA DO GRANDE AMOR, tentando sambar mas argumentando: TÔ ME GUARDANDO PRA QUANDO O CARNAVAL CHEGAR. Fazendo da vida uma verdadeira RODA VIVA, somando os EU TE AMO. Conhecendo LIGIA's, LOLA's, LEO's... LUIZA com z ou LUÍSA com s.
A MOÇA DO SONHO sempre A MAIS BONITA.
Entre MEIA VOLTA MENINOS, EU VI. MEU NAMORADO me largou, virei MORENA DOS OLHOS D'ÁGUA... Terminou falando que o AMANHÃ, NINGUÉM SABE! Sei lá, acho que NÃO SONHO MAIS. Fiz da minha vida de longe ANOS DOURADOS na vontade que me faz senhoura de idéias.
Vi poetas de olhos obliquos, vi sorrisos brancos em barcos sem velas.
Não posso falar em APESAR DE VOCÊ e continuar quando se fala em CHICO BUARQUE.
Se fala em BUARQUE, eu fico sendo AQUELA MULHER.
Nota sem necessidade de um fã
sorriso cor verde,
suavidade no olhar de nuvens
gelo das mãos que nunca senti vendo
que esquenta
e esfria.
sorriso macio estampado nas palavras soletras pela boca,
música tua,
viciada no vicio meu.
pele clara
olhos escuros,
obliquos que nunca olhei...
vê-los, gruda-los, ama-los
vicio que não da licença a palavras,
tuas,
nem minhas.
posso chamar de violão nos braços do Rio de Janeiro,
até a cidade vista de cor ainda cinza
São Paulo.
Tens o nome de Camelo, Marcelo.
domingo, 12 de junho de 2011
Tempo do rei de vidro
o dom de escrever e deixar fugir, soltar o prumo e me deixar cair.
no gosto da chuva, doce choro,
no alarme das notas azuis marcadas na pele fria.
aquele porta-retrato da distância de soprar os segundos que tudo abandona...
quero,
uma avenida de cores que não apagam,
de sambas que não terminam,
de doce chamativos e representáveis.
espero clarear quente,
sutilmente sutil,
cansei de passar frio.
recarregar a rosa frouxa, murcha, farta, morta de cansaso.
tenho o pulmão dos fumantes,
o coração partido dos amanates,
as letras dos compositores,
e a sede de paixão com borboletas na boca do estomago.
o rito errado do mito ao-contrario da contradição,
nunca vi o que nunca ouvi falar.
selo que nada mais gruda no passar da vida, quando se olha dentro das casas
o tempo inimigo do sol que não mais ilumina a lua, que em glória fica muda
esperando os aplausos das estrelas também sem luz
famintas de sede no deserto do peito rasgado com um grito.
na falta de bateria nas horas calmas de esquecimento mal sucedido!
recolhi as cartas pela casa varrida de luz,
tombada de vento
e amordaçada de pavor da falta de cuidado.
laço que descuidado vira nó, que dá dó dessa perca na falta de espaço do tempo.
que tempo mais falado com desculpas esfarrapadas na hora que precisa de espadas!
suicida de loucuras das quais perdi no vento,
que rodou perto de mim enquanto lhe passei a perna fina.
pena nada vermelha com cores que não existem!
minhocas que as aves desejam, mas não está em época,
vive-se de água em barris estampados de flor
que são vindas do beija-flor que veio no quintal enquanto o cachorro de sua casa latia.
poderia assim um beija flor roubar a flor do jardim inédito do tempo atrasado no atraso da vida?
olha quem fica,
e vê-se bem quem leva.
a moldura sumiu,
serve pra outro alguém na distancia das cobertas aos alérgicos.
seja assim, sempre no despertar da manhã colada com a noite
no céu,
quem vê daqui, sente assim, da-li.
domingo, 5 de junho de 2011
Veja bem Meu bem...
linhas tortas bordadas por vagalumes, eu escrevo.
me perco. atravesso o teu futuro sem te avisar. entro e saiu de soslaio quando se fala em seu sobrenome.
por linhas tortas eu escrevo.
veja bem, meu bem, eu acho que ainda tô guargada ai e não sei, sabe onde minhas maluquices me levam, e me deixam. ando fazendo das lembranças um lugar seguro - acho que nunca fechei o baú - lamento... e junto as desculpas.
navegando eu vou sem par.
mas a situação deixa o coração nesse leva e trás, esconde as armadilhas atrás da guargalhada.
arrumei alguém chamado saudade, que não cabe direito no peito. joga de lá e de cá e quem sabe fica ou vai...
escrevos pelos vagalumes.
chupar o sumo do que eu for sentir, perder o prumo e me deixar cair, levar a dança até você sorrir e se você matar minha fome no seu sorriso que me faz morrer, eu digo baixinho que tudo é você.
como quem ama o Rio mas tem São Paulo como seu lugar eu fico - desse jeito aprendo o que é preguiça de se aborrecer - quem sabe, a gente leva e lava.
rodar enquanto o mundo roda, sambar na roda de viola cantada por você que não gosta do meu samba!
de sapato vermelho a gente vai, abre a avenida de doces e revira o lago dos sorrisos do decifra-me ou te devoro.
a gente fica sem partida na minha fantasia que cabe nós dois!
veja bem, meu bem é só isso a gente escolhe o eterno ou o não dá e fica com os vagalumes na vaga memória que vivemos.
na bagunça do mundo que moramos, pode ser a eternidade e a gente nem questionou o tempo ainda!
pirilampos pra salvar, e como salvam.
mas se tivesse ficado teria sido diferente?
se eu pudesse te mostrar meu baú, talvez a gente se achasse em algumas páginas em branco de tantas palavras de gente grande que eu sempre apago - quero aprender a não dizer mais nada.
só olhar o mundo como quem me ama e dizer que me ama até morrer.
quinta-feira, 26 de maio de 2011
A rosa muda
muda,
musa,
formosa,
fingida,
mentirosa,
abecedário de rosa.
que fica
na vida
na ida
do ser humano que grita
que sente
espinhos
da rosa
decente
que mente
que finge
e se penteia feito pente
no peito da vida
do grito da ida
da vinda,
te ter os defeitos
da rosa muda
miuda, por fim.
quarta-feira, 18 de maio de 2011
Um à dois
expressão
daquelas palavras que formam a linha tremida e temida
das palavras que guardei tanto
do que não falei por sentir de me calar
o sentido que nunca fez sentido algum de sentir
menos re-viver
é, deixamos pra lá com mais um deixa pra lá
final de frase
com qualquer palavra que um barbudo canta com um violão no braço
sem qualquer coisa
com todas as coisas que ficaria sem
sem saber da ida
da vinda
canções que não existem mais
não ali contigo
além do disco da capa da menina vermelha
que espera no correio
mas não cabe
não chega
não esperavas mais
mesmo esperando tudo de volta na volta do tempo
sem medo
sem erro
sem ser meu
nem teu
nem nosso o que sempre foi nosso
as mãos geladas
o vestido do frio roxo
com sacolas pinduras no braço
de quem não toca na vida
mas de quem se atreve a escrever
do nariz vermelho
que a menina vestiu
então o homem que ela não viu
vendo
olhando com os olhos castanhos
como gato ao peixe
agora
como o galo ao tigre
quinta-feira, 12 de maio de 2011
Pelo que foi, pelo que não foi
viveu muita coisa sem viver
sentiu muito, sem sentir um ao outro
quis tanto e não teve nada
teve tudo e não teve quase nada
tentou ser tudo e foi, foi fazendo tudo do não ser tudo
a gente se fez, e re-fez em milhares de bagunças entre mundos açucarados dos quais a gente alimentou bem, distante.
e tudo deu no que deu,
no nó da mistura da cor
um devorou o outro sem decifrar,
e o que sobrou a gente ainda tenta juntar, pra tentar re-viver e entender o que foi este furacão louco que o vento soprou
que trás a saudade que a nossa vida teve ou manteve
por qualquer tempo, talvez o tempo conte mais ou menos de nós!
a gente só guardou todo esse amor louco na nossa loucura de fugir da rotina,
tudo diferente com um fim relativamente parecido
e hoje a gente é, ou não é
com falta, com cor, com doce e com sal...
juntou a fantasia e o presente da pequena,
com a realidade e o futuro do gigante,
a gente se perdeu em alguma vontade de nós dois e que eu nem sei ao certo qual era.
eu sempre fui a bagunçada na linha reta sempre a torta.
demorou um tanto quanto pra sentir, e agora demora, ainda demora pra re-aprender a desaprender a amar ou re-amar sem desamar.
segunda-feira, 9 de maio de 2011
I-A
dia, via, desvia, copia, re-cria mas ainda nada rima
é a mistura da letra i com a letra a e mais outras trilhões de letras que esqueci de anotar.
e só a gente vê sem vê o que nunca viu do jeito sem ver.
com aquela bagunça de gente, com a bagunça de presente, com seres-humanos que irritam sem saber que notamos a cada um daqueles bichinhos voadores com links que clicamos enquanto somos devorados e ficamos secos
tenebroso por dentro,
nada encantador por fora... mas parece uma rima sem clima!
tua ou minha
ou qualquer culpa de qualquer bagunça de lata largada
prata, ou sei lá quando tudo volta se volta sem voltar.
só não sou fã de partidas, de largadas, de faltas, de azares, e de mal-dizeres do ditado popular.
só mania, tudo na minima mania da menina da flor vermelha
via o dia que copia enquanto desvia da rima que re-cria o dia-a-dia.
quinta-feira, 5 de maio de 2011
Preterito imperfeito
mais-que-perfeito
no dia azul de frio com a manhã ensolarada vermelha que dizias ser azul
ao pó do pó sem café
é como ter idéia e deixar de ter por não saber fechar a porta
faz certo, ou faz errado, só não faz
esqueceu a muito tempo onde largou toda essa maldita raiva que sufoca.
que eu odeio odiar de guardar...
diz por dizer palavras-cruzadas nas linhas tortas da tua estrela guia sem luz
não quis procurar, aliás suplicava entender para editar sem saber mesmo o nome da flor
o quente do frio que bagunçou a cabeça de mais um em alguma linha sem fim
sem reta,
sem certa,
sendo correta
do incorreto que te fez sentir.
domingo, 1 de maio de 2011
Sobra tanta falta
falta espaço entre os dedos azuis da sua mão gelada... a númeração do lote na garrafa de cerveja importada. tem vezes que falta, tem vezes que sobra tanta falta. sou chata, não sei dizer ao certo mais nada, mas sei que perdi umas palavras no caminho de casa e alguns olhares em esquinas no dia de chuva. nada de coisa ou outra. na verdade eu não sei, tenho gosto em brincar com palavras e com cores sempre-euq-possivel e não ligo, apenas desfaço ordens da lingua portuguesa quase sempre... afinal minha expressão raramente tem sentido entendido por quem não sabe olhar com os olhos da alma. as vezes lamentavel por si só. sabe, a chuva as vezes vem pra esquentar, mesmo quase nunca esquentando, e não sei se ela cai forte ou fraca, mas ela é gelada, e as vezes me sinto tão gelada e triste como chuva no dia de frio, mas sempre aparece um sol, ou quase sempre. eu tenho tanta falta, tanta falha, tão tudo e tudo nada, nada presta... me pareço azul, depois amarela mesmo ainda sendo vermelha. e eu não sei mais, já virou a bagunça da bagunça mãe em fatos reais desleais com a humanidade trabalhadora em regras de capitalismo. eu só me acho no muito pra pouco e poucas vezes pra tanto, acho que como o borrão de café conta a vida, as palavras descrevem a loucura que a propria vida é, ou nós fazemos questão de se vestir do super-homem e vencer os montros com ajudas de pessoas sempre. eu gosto de pessoas, sabe, tem dias que são encantadoras e vezes tão desanimadoras, quase sempre nunca estável, quase sempre nunca tão notável... algumas vezes me perdi em tanta gente que se auto-elogia e logo se desfaz feito um laço de sapato. não me prefiro, as vezes acho que em algum dia da vida isso pode ocorrer, o que seria bom, ou lamentavel, gosto de preferir coisas distintas de mim. as vezes vejo a bondade fazendo com que a maldade não seja tão notavel nem especifica. odeio o certo e o errado, gosto de me escolher entre escovas de dente coloridas, imaginando as manias do ser-humano mais doido da face da terra... e imagino porque raios o ser-humano é tão preto e branco no meio de tantas cores a vida cruel dá ou empresta. sabe, eu não sei ainda pra que sobrar tanta falta de tudo que não sobra.
segunda-feira, 18 de abril de 2011
Teu ao meu
Tem tanto,
tem mais nada mesmo ainda tendotens tudo,
Tão pequeno perto do que sentes,tudo
Outro ponto-final na gaveta do lado da cama,agora, guarda, e re-guarda
outro porta retrato...
as tuas, as minhas, nossasescuro quase claro sem azul
No ouvido guarda todas
melodias.
sexta-feira, 15 de abril de 2011
Quem sou eu
Um dia eu soube, mas esqueci de anotar...
Três mundos.
Oito rios.
Milhões de doces que as minhocas devoram, e como devoram!
Sem boa tarde,
nem boa noite,
cinco brindes sem garçom!
Desfaz o nó e re-amarra o sapato
use fitas na cor vermelha...
Tire a borboleta da sala e re-coloque a flor no cabelo
jurei que vi primeiro!
Re-atualize a televisão na burrice,
porta-retrato grande
nem transparente, nem azul, nem preto...
amarelo por favor!
Foto, careta, palhaço, mar com maré,
aprenda a remar,
a nadar,
sem sufocar.
Caminho longo,
história pequena,
horizonte azul,
vermelha a mancha da pena.
Café.
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